Política

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Recordando XXXVI

Recordando XXXVI

Redação

19/04/2010 - 20h34
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Uma figura humana que marcou notável presença em nossa Campo Grande foi Nerone Maiolino, dono de uma personalidade marcante, simpatia exuberante, muito bem quisto independente inclusive de cores políticas, sim, porque nos anos quarenta nós éramos praticamente divididos por simpatizantes da UDN ou do PSD, divisão que nunca marcou o Nerone, era comum ver em seu escritório da livraria Nossa Senhora Aparecida, figuras como o senador Filinto Muller, líder do PSD ou do doutor Dolor de Andrade, do outro partido o que mostrava a habilidade que tinha em saber conviver com tantos quanto dele se aproximassem, denotando uma incomum sabedoria. Mas voltemos um pouco ao passado. Nerone migrou para o Rio de Janeiro, onde fez um curso de contador e empregou-se na Cruzeiro do Sul, a principal companhia aérea, na qual mantinha constantes contatos com mato-grossenses, principalmente, de Campo Grande, onde muitas vezes com a habilidade que lhe era característica, conseguia encaixar alguém em voo praticamente lotado. Assim ia alargando a sua já simpática maneira de fazer amigos.

No começo dos anos cinquenta, voltou para Campo Grande, a convite de Abel Aragão para gerenciar sua tipografia, a maior e mais importante da cidade, a Livraria Rui Barbosa, em que se destacou mais uma vez, mercê de sua habilidade. Foi quando conheceu Etienete Palhano, de quem logo ficou noivo. Então, um desentendimento entre ele e Abel, o forçou a deixar o emprego, numa ocasião difícil, às vésperas de seu casamento. Mas como dizem que não há mal que não traga um bem, o fato provocou nele, que já era muito estimado pelo futuro sogro, José Palhano, a decisão de montar sua própria livraria, que embora não tivesse capital, tinha profunda habilidade, tendo logo com a ajuda do sogro, montado a Livraria N.S. Aparecida. Ambicioso e competente, dizia que a otimização do negócio só se daria se montasse uma moderna tipografia, o que exigia um substancial aporte numerário, feito pelo agora sócio e sogro, José Palhano. Nerone enxergava longe e queria montar uma tipografia moderna, importando máquinas da Alemanha e que tornaram a impressão gráfica que aqui existia, coisa obsoleta, o que lhe permitiu liderar a profissão na cidade, e com tal presteza que logo comprou outra tipografia, a Rui Barbosa, em que havia sido gerente, mostrando sua imensa capacidade de operar negócios. A par do sucesso comercial, ia ampliando seu círculo de amizades, mercê de seu caráter e de sua constante simpatia.

Como sua casa de negócios ficava no ponto mais central da cidade, logo ela se tornou o centro de reuniões das pessoas mais notáveis daqui, é tanto que ali pelas cinco da tarde, você encontraria quase todos num ambiente alegre e de imensa confraternização, era muito querido por todos.

Nerone não praticava nenhuma religião, mas foi o maior cristão que conheci, fazendo da caridade o apanágio de sua vida. Um fato marcante mostrou isso. Todo fim de ano, ele comprava em São Paulo um fardo com duas ou três centenas de cobertores, que distribuía entre os mais humildes, mas houve um ano, de enormes dificuldades financeiras e eu, indo lá, como sempre fazia, encontrei um imenso fardo de cobertores. Estranhei e pergunte-lhe se aquilo não havia custado muito caro, diante das circunstâncias, "caro foi, mas o que os meus pobres têm a ver com meus problemas?" Também prestava serviços no Sanatório São Julião, a quem dava toda a disponibilidade que fosse preciso. E dizer que não tinha religião soa muito falso, pois quem assim vive, vive exatamente o que Cristo pregava, e eu, católico praticante, muitas vezes disse à sua mulher que ele era muito mais cristão do que eu. E era mesmo. Quando Nerone se foi, deixou pela sua vida, uma coisa que não morre nunca, o exemplo de homem de bem, transfigurado pelos filhos, que destaco por eternizarem o seu sonho de dotar Campo Grande com uma moderna tipografia, Geraldo e Nerone Filho. Aliás esse Geraldo está saindo melhor do que a encomenda, pois está sempre modernizando sua gráfica, tal qual fez o pai, com o que de mais moderno existe. Nerone morreu?

Declaração

Trump promete 'grande segurança' para petroleiros no Estreito de Ormuz

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse

11/03/2026 19h00

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu nesta quarta-feira, 10, "grande segurança" para os petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã reforçava o controle sobre a via marítima em meio à guerra contra americanos e israelenses.

"Acho que vocês verão muita segurança e isso acontecerá muito, muito rapidamente", disse Trump a repórteres na Casa Branca, ao ser questionado sobre como garantiria a segurança de Ormuz.

A emissora americana CNN informou na noite de terça-feira que o Irã havia iniciado a instalação de minas na via marítima. Segundo o presidente, as tropas americanas retiraram "praticamente" todas as minas "em uma única noite".

No 12º dia do conflito no Oriente Médio, pelo menos três navios foram atacados em Ormuz e no Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que embarcações israelenses, americanas e de aliados dos dois países são "alvos legítimos".

Questionado sobre o que os EUA precisam fazer para encerrar a operação militar no Irã, Trump respondeu: "Mais do mesmo."

"Veremos como tudo isso termina. No momento, eles perderam a Marinha, perderam a Força Aérea. Não têm nenhum equipamento antiaéreo, não têm radar", disse Trump. "Seus líderes se foram e poderíamos fazer muito pior."

O republicano afirmou que as tropas americanas poderiam destruir a infraestrutura do Irã "em uma hora", caso quisessem. "Estamos deixando certas coisas que, se as eliminarmos - ou poderíamos eliminá-las ainda hoje, em uma hora - eles literalmente jamais conseguiriam reconstruir esse país", disse.

Um dos repórteres também questionou Trump sobre a escolha do filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, como novo líder supremo iraniano, mas o republicano não quis comentar o assunto.

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Encaminhado à Câmara

Senado aprova acordo de ciência e tecnologia entre Brasil e Tunísia

Comissão de Relações Exteriores é presidida por Nelsinho Trad

11/03/2026 16h45

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD)

Comissão é presidida por Nelsinho Trad (PSD) Foto: Agência Senado

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Documento aprovado na Comissão de Relações Exteriores (CRE) nesta terça-feira (10) aproximou Brasil e Tunísia de um acordo que promove intercâmbio de pesquisadores e de informações científicas “contribuindo para a internacionalização de universidades brasileiras”, disse o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados prevê mecanismos usuais como intercâmbio de pesquisadores e especialistas, troca de informações científicas, realização de seminários e programas conjuntos de trabalho.

Cada país arcará com os custos do envio de seus participantes, exceto se outras condições forem acordadas. 

O acordo estimula a cooperação entre bibliotecas e instituições científicas para intercâmbio de publicações e informações e estabelece que os custos relativos ao intercâmbio de cientistas e especialistas serão, em regra, suportados pela parte que envia pesquisadores, salvo acordo diverso formalizado por escrito. 

Os países assinaram o tratado em Brasília, em abril de 2017. O Congresso Nacional precisa aprovar o texto para permitir ao presidente da República confirmá-lo e inseri-lo na legislação brasileira.

 

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