Política

NOMEAÇÃO

Reitor da UEMS é nomeado para presidir Conselho de Reitores do MS

Na data que se comemora o Dia do Ensino Superior no Estado, Laércio Alves de Carvalho foi nomeado para presidir o conselho, sucedendo Elaine Cassiano

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O reitor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), o prof. Dr. Laércio Alves de Carvalho, foi nomeado como o novo diretor do Conselho de Reitores de Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (Crie-MS), durante solenidade desta manhã (21)  da Assembléia Legislativa de Campo Grande.

Doutor em agronomia, ele irá dividir a capitania do conselho com seu vice, o reitor da Universidade da Grande Dourados (UFGD), o prof. Dr. Jones Dari Goettert. 

Além da nomeação, a solenidade aconteceu também em alusão ao Dia da Educação Superior, marcada pela entrega da Comenda Pedro Pedrossian e a Medalha Darcy Ribeiro, bem como homenagens aos servidores da UEMS.

Laércio, que era vice da Prof. Dra. Elaine Cassiano na administração do Crie-MS, passa a presidir o órgão durante o período de um ano de mandato e após esse período, um novo nome de alguma das Instituições de Ensino Superior (IES) integrantes do Crie-MS será nomeado para o cargo.

Elaine Cassiano foi a primeira mulher eleita pela comunidade acadêmica a ocupar o cargo de reitoria do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS), conforme informa o Instituto.

Além disso, a presidência do Crie-Ms é norteada pela rotatividade de seus integrantes, de acordo com informações do Governo do Estado.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), estava presente na solenidade e afirmou que é importante um investimento nas instituições que geram pesquisa e desenvolvimento científico no Mato Grosso do Sul e comenta sobre a nova direção do Crie-MS.

“E eu tenho certeza que é a sequência de um trabalho conjunto das instituições de ensino superior. Depois a importância que foi nesses sete anos e onze meses é investir sessenta e seis por cento a mais do que tudo que foi investido desde a criação da fundação de ciências e tecnologia.”, afirma.

Dia da Educação Superior

O Dia Estadual da Educação Superior, conforme estabelecido na Lei 5.040/2017, tem o objetivo de homenagear as personalidades que contribuíram para o engrandecimento do ensino, pesquisa ou extensão nas instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul.

A Medalha Darcy Ribeiro é concedida a personalidades integrantes de carreiras acadêmicas, professores, pesquisadores, técnicos, servidores, funcionários ou dirigentes, em atividade ou não, que tenham prestado relevantes serviços para o engrandecimento do ensino, pesquisa ou extensão nas instituições de ensino superior de Mato Grosso do Sul.

Já a Comenda Pedro Pedrossian é dirigida a personalidades que tenham prestado relevantes serviços para o engrandecimento do ensino superior sul-mato-grossense.

A Resolução 19/2018 institui ambas honrarias, sempre entregues na semana do Dia Estadual da Educação Superior no Estado, comemorado no dia 21 de agosto, conforme a Lei 5.040/2017.

O Conselho

O Conselho de Reitores é uma iniciativa que visa reunir, em uma só organização, todas as lideranças de universidades sediadas no Estado, sendo pública ou privada. De acordo com o Conselho, a entidade atua como a principal voz da educação superior no estado de Mato Grosso do Sul.

O grupo fundador do CRIE é composto por:

  • Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS);
  • Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS);
  • Universidade Federal da Grande dourados (UFGD);
  • Universidade Católica Dom Bosco (UCDB);
  • Universidade Uniderp-Anhanguera;
  • Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS)

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Impacto

Imprensa estrangeira vê vitória de Lula em aprovação do fim da 6x1

Votação da PEC no Senado repercutiu nos jornais internacionais

15/10/2026 21h00

Senado Federal anoite desta quarta-feira (14) após a aprovação da redução da jornada de trabalho

Senado Federal anoite desta quarta-feira (14) após a aprovação da redução da jornada de trabalho Foto: Lula Marques / Agência Brasil

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A aprovação do fim da escala 6x1, com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, repercutiu na imprensa internacional, que destacou que a votação foi uma vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas do 2º turno das eleições no Brasil.

O jornal espanhol El País escreveu no título que “dezenas de milhões de trabalhadores conquistam um segundo dia livre no Brasil, uma vitória política para Lula”.

Na Argentina, o jornal Clarín classificou a aprovação como “jogada política de Lula: Brasil aprova redução da jornada de trabalho, a menos de duas semanas do segundo turno das eleições”.

O também argentino La Nacion disse que a votação é “a grande aposta de Lula antes do segundo turno”, acrescentando que “o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro mudou de posição e anunciou seu voto favorável 48 horas antes da sessão".  

O jornal inglês Financial Times, especializado em economia e finanças, destacou que os legisladores brasileiros “votaram para abolir uma semana de trabalho de seis dias na maior economia da América Latina”.

O jornal diz que a votação foi uma “vitória para Lula” próxima ao segundo turno eleitoral, acrescentando ainda as críticas dos grupos empresariais que reclamam de aumento de custos. 

“Terminar a semana de trabalho de seis dias alinhará o Brasil com muitas nações de renda mais alta, onde as horas de trabalho diminuíram à medida que a produtividade e a eficiência melhoraram”, escreveu o Financial Times.

O também britânico The Guardian aponta vitória de Lula com a aprovação e calcula que a mudança pode afetar até 30 milhões de pessoas no Brasil.

“A proposta começou como um movimento do TikTok chamado Vida Além do Trabalho, fundado por um assistente de farmácia que entrou na política após seu sucesso e mais tarde foi abraçado por Lula”, escreveu o The Guardian.

Mudança de posição

A imprensa estrangeira ainda lembrou que o candidato Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o 2º turno contra Lula, era contrário à proposta de emenda à constituição (PEC) que acaba com a 6x1, mas acabou mudando de posição poucos dias antes da votação.

“Mesmo depois de mudar sua posição, Bolsonaro disse na terça-feira que ‘apoia algo ainda melhor’, referindo-se a uma proposta alternativa que há muito tempo defendia em que o pagamento seria baseado nas horas realmente trabalhadas”, acrescentou o The Guardian.

A agência de notícias dos Estados Unidos (EUA) Associated Press (AP) apontou que o único voto contrário foi “do ex-vice-presidente Hamilton Mourão, que atuou durante o governo do presidente Jair Bolsonaro”.

A AP explicou que os aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) “deixaram de bloquear a medida popular para que ele não fosse prejudicado em sua disputa acirrada contra Lula”.

Aprovação no Senado
O plenário do Senado concluiu a aprovação da PEC do fim da 6x1 na noite de quarta (14), com 75 votos a favor e apenas um contrário.

A oposição, que era contrária à aprovação da matéria, mudou de lado após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautar o tema no plenário.

Em entrevista à TV Jovem Pan, o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que, se eleito, Flávio Bolsonaro deve aprovar a PEC 12/2026, que prevê um contrato “por hora trabalhada”.

Entenda a PEC

O texto da PEC que acaba com a 6x1 prevê descanso remunerado obrigatório de dois dias por semana, em jornada máxima de 5x2, sem redução salarial, e também reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses.

Pelo texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão adotar a escala 5x2 e reduzir a jornada máxima para até 42 horas semanais de trabalho. Depois de mais 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais.
 

Declaração

Lula diz que vai mandar PEC de tarifa zero aos fins de semana, custeado por emendas

Presidente atrelou a medida à aprovação do fim da escala 6x1 e ao dia a mais de descanso

15/10/2026 19h00

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva Paulo Pinto/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira, 15, que enviará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso Nacional para garantir o passe livre de transporte público aos fins de semana em todas as cidades do País, conforme antecipou o Estadão/Broadcast.

Lula atrelou a medida à aprovação do fim da escala 6x1 e ao dia a mais de descanso que os trabalhadores terão em breve. O presidente anunciou, ainda, que pretende usar dinheiro das emendas parlamentares para financiar o passe livre.

"Agora que o Senado aprovou o fim da escala 6x1 e os trabalhadores terão dois dias de descanso de lazer, vou mandar uma PEC para o Congresso garantindo passe livre no final de semana para todas as cidades que tiverem transporte coletivo no País. Final de semana, passagem gratuita para você poder passear com a sua família", afirmou o presidente.

Lula fez publicações em várias redes sociais, como Instagram e X, com o anúncio da medida. No vídeo publicado no Instagram, deu risada ao dizer que vai "compartilhar" o impacto do passe livre com as emendas parlamentares. Não deixou claro se as emendas vão custear integralmente a tarifa zero ou não.

"Onde vamos arranjar dinheiro? Aí vamos compartilhar com as emendas parlamentares, para a gente poder garantir que o povo vá passear. O povo vai ficar feliz, os deputados estão dando utilidade às emendas e vamos garantir que valeu a pena o fim da escala 6x1", disse.

A tarifa zero do transporte público é um tema que vinha sendo debatido no entorno do presidente desde o ano passado. Lula chegou a pedir ao então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um estudo sobre o impacto fiscal da medida. O PT e o PSOL, por exemplo, apoiavam a medida, mas ela acabou de fora do programa de governo do presidente na reta final.

Como mostrou o Estadão/Broadcast, entidades ligadas ao setor de transportes e prefeituras afirmam que ainda é impossível saber com exatidão qual o impacto da tarifa zero em todo o País. Os números variam de R$ 90 bilhões por ano, de acordo com a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), a R$ 200 bilhões por ano, segundo a estimativa da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), caso o projeto seja implementado nos sete dias da semana em todo o País.

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