Política

CPI da Petrobras

Relator quer convocar Youssef e Cerveró

Relator quer convocar Youssef e Cerveró

FOLHAPRESS

03/06/2014 - 00h00
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Os integrantes da CPI mista da Petrobras não chegaram a um acordo sobre o plano de trabalho apresentado pelo relator, deputado Marco Maia (PT-RS), para a condução das investigações sobre a estatal. A votação do documento ficou marcada para hoje (3). Como prioridades, o petista quer convocar os ex-diretores da estatal Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, além do doleiro Alberto Youssef, pivô de uma operação que investigou um esquema milionário de lavagem de dinheiro. Maia descartou convocar a presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ex-presidente Sérgio Gabrielli na primeira fase de trabalhos da comissão. Para ele, como Foster e Gabrielli já prestaram depoimento na CPI exclusiva do Senado que também investiga a estatal, seria repetitivo ouvi-los novamente.

No entanto, parlamentares da oposição protestaram contra a estratégia por considerarem a comissão mista mais isenta do que a conduzida apenas pelos senadores, que foi boicotada pela oposição. "Acho que ele fez um relatório razoável mas pecou ao dizer que eles já foram ouvidos lá e não tem mais nada a dizer. A CPI do Senado é uma coisa. Essa é a CPI de verdade, que o povo brasileiro quer. Dizer que alguém foi ouvido lá e não deve ser ouvido aqui não cabe na cabeça de ninguém", afirmou o senador Mário Couto (PSDB-PA). Para o líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Imbassahy (BA), faltou também incluir no plano de trabalho os nomes dos presidentes e diretores de empresas fornecedoras da Petrobras que estão relacionadas às denúncias, como as grandes construtoras.

A oposição também reclamou da intenção do relator de não pedir a quebra de sigilos de empresas ligadas ao esquema conduzido por Youssef. Os parlamentares também pedem que o relator peça à Justiça e à Polícia Federal a cópia integral dos autos da Operação Lava Jato, que desvendou o esquema milionário conduzido pelo doleiro e que levou à prisão Paulo Roberto Costa. Para eles, é imprescindível ter as informações em mãos antes de realizar as oitivas. Na primeira reunião administrativa da comissão mista, Maia apresentou o plano de trabalho que traça os objetivos da comissão e como as investigações serão desenvolvidas aos demais integrantes do colegiado mas a votação do texto foi adiada para esta terça-feira (3). Os parlamentares também deixaram para votar os mais de 580 requerimentos apresentados a partir de amanhã. A decisão foi tomada para que deputados e senadores pudessem ler o plano de trabalho, de 17 páginas, além de poder fazer as sugestões de mudanças.

O plano está dividido em quatro eixos principais que tratarão das denúncias de superfaturamento na compra da refinaria de Pasadena (EUA), o suposto pagamento de propina por funcionários da empresa belga SBM Offshore para empregados da Petrobras, a falta de segurança de plataformas que estariam sendo colocadas em operação sem componentes básicos e a construção da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco.
Diante das críticas, Maia ressaltou que o plano de trabalho é apenas um guia para a comissão e não será, necessariamente, engessado. Para ele, o fluxo das investigações é que determinará quem mais será ouvido e quais outros documentos serão requisitados. Ele defendeu ainda a aprovação de 227 requerimentos em bloco e afirmou que os demais podem ser analisados e votados ao longo dos trabalhos.

Declaração

Camilo Santana defende redução da maioridade: Se pode votar, pode assumir responsabilidades

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição

16/10/2026 22h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, senador Camilo Santana (PT-CE), defendeu a redução da maioridade penal em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, 16. Nunca antes defendida pelo PT, agora o governo é favorável à criminalização de crimes hediondos cometidos por quem possui 16 e 17 anos.

"Nós defendemos que pode diminuir para 16 anos apenas para crimes que são crimes extremamente graves, como quem tira a vida de um cidadão e de uma cidadã brasileira. Se uma pessoa que tem 16 anos tem o direito de votar e escolher os seus representantes, ela também precisa assumir determinadas responsabilidades", declarou Camilo no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição ao governo porque eles buscavam atrapalhar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto do PL era bem mais radical, propondo redução para 16 anos em todos os crimes e para 14 em caso de crimes hediondos.

A cartada do PL ocorreu um dia depois do governo Lula conseguir uma importante vitória com a aprovação da PEC que acabou com a escala de trabalho 6x1. O objetivo era desidratar o capital político do PT em um tema sensível para a esquerda.

Para se defender, o governo Lula decidiu abraçar a bandeira da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, que nunca foi pauta do PT. O próprio Camilo, que é senador, apresentou uma outra emenda proposto a atual ideia do Executivo

Em sabatina para a TV Globo na noite desta quinta-feira, 15, Lula disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que no caso de todo e qualquer crime hediondo, sou favorável a diminuir a penalidade. Para crimes hediondos", disse o presidente na sabatina para o Jornal Nacional.

Regulamento

TSE define regras para canais de WhatsApp durante a campanha

Atualização de resolução da Corte eleitoral foi por unanimidade

16/10/2026 19h00

Foto: Antônio Augusto / TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. 

A decisão foi tomada após a guerra de liminares sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por unanimidade, os sete ministros da Corte aprovaram uma atualização na resolução do TSE que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais de comunicação utilizados pelas candidaturas.

Conforme a decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.

O vínculo deverá ser estabelecido a partir do recebimento de recursos, ajuda técnica, além do direcionamento para página oficial do candidato.

O apoio espontâneo ou compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser caracterizados como vínculo direto com a campanha. 

Se as regras não forem cumpridas, os canais poderão ser desativados até que a regularização seja providenciada. 

Na terça-feira (13), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal Exército do Lula, após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme determinação do ministro.

A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do ministro corregedor-geral do TSE, Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.

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