Política

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Relatora-geral do Orçamento mantém salário mínimo de R$ 540

Relatora-geral do Orçamento mantém salário mínimo de R$ 540

AGÊNCIA SENADO

17/12/2010 - 08h46
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A relatora-geral do Orçamento de 2011, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), anunciou nesta quinta-feira (16) que manteve o valor do salário mínimo em R$ 540 no relatório final, que deverá ser divulgado nesta sexta-feira (17). A senadora, porém, disse que ainda espera uma indicação do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sobre os possíveis cortes a serem feitos na proposta orçamentária da União para o próximo ano.

- Não posso ignorar os cortes. Se existirem, terão de ser considerados, mas estou trabalhando em cima de ações possíveis e passíveis de serem trabalhadas. Se os cortes chegarem, vamos ver o que vai ser necessário. Quanto menor venha a ser o corte, melhor - afirmou.

O relatório também reserva R$ 30 milhões para cada cidade que irá sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014, oriundos de emendas parlamentares, além de manter, "a princípio", os R$ 3,9 bilhões já previstos para compensar os estados com as perdas decorrentes da Lei Kandir.

- Eu tenho colocado todas as proposições dentro dos nossos limites de forma equânime, como fizemos redistribuindo recursos para as emendas de bancada. Agora fizemos com as cidades-sedes. Essa distribuição equânime é o critério mais justo e democrático - afirmou.

Serys reiterou ainda que espera ver aprovado o relatório-final do Orçamento de 2011 até o dia 21 na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), e no dia 22 no Plenário do Congresso Nacional.

A senadora disse que o relatório final assegura "recursos significativos, um pouco mais de um bilhão", para a equalização per capita do Sistema Único de Saúde (SUS). Serys, porém, afirmou que o aumento do Judiciário "continua sem previsão" no Orçamento de 2011.

Em relação à complementação dos recursos da União para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), Serys disse que o assunto encontra-se em análise na relatoria-geral.

- Estamos tentando fazer uma distribuição justa entre ações previstas na lei do orçamento anual - afirmou.

Reuniões da CMO

A CMO reúne-se na segunda-feira (20), às 18h, e nos dias 21 (terça-feira) e 22 (quarta-feira) às 10h, às 14h, às 18h e às 20h. Antes de dar início à discussão do relatório final do Orçamento, porém, a comissão precisa votar o projeto de lei que retira a Eletrobrás das metas de superávit primário em 2010 e 2011. O projeto tem como relator o senador Tião Viana (PT-AC), cujo voto é pela aprovação da matéria e rejeição das quatro emendas apresentadas pela oposição à proposta.

O PL 86/10 altera o artigo 2º e o Anexo IV da Lei 12.017/09, que trata da execução orçamentária de 2010, além do artigo 2º e o Anexo III da Lei 12.309/10, que dispõe sobre as diretrizes para a elaboração do Orçamento de 2011.

O objetivo é fazer com que as estatais federais do setor produtivo mantenham equilíbrio fiscal com resultado primário neutro para o conjunto delas. Dessa forma, é necessária a alteração da meta de resultado primário, alterando o artigo 2º e o Anexo IV da LDO 2010, assim como o artigo 2º e o Anexo III da LDO 2011.

POLÍTICA

Vitória de Lula dá sobrevida a 'medalhões" de MS derrotados nas urnas

Vander Loubet, Soraya Thronicke, Fábio Trad e Simone Tebet foram aliados de Lula tanto no primeiro quanto no segundo turno e devem ocupar cargos em 2027

26/10/2026 12h30

Fábio Trad, a senadora Soraya Thronicke, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Vander Loubet

Fábio Trad, a senadora Soraya Thronicke, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o deputado federal Vander Loubet Arquivo

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Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para comandar o Brasil por mais quatro anos, figuras da política sul-mato-grossenses, que não foram eleitas no primeiro turno, podem ganhar sobrevida no cenário político de Mato Grosso do Sul. 

Os principais nomes sul-mato-grossenses que declararam apoio à Lula, tanto no primeiro quanto no segundo turno, foram: a senadora Soraya Thronicke (PSB), o deputado federal Vander Loubet (PT), Fábio Trad (PT), que concorreu ao cargo de governador do Estado nestas eleições, e Simone Tebet (PSB-SP), que foi candidata ao Senado Federal pelo estado de São Paulo, porém não foi eleita.

A primeira da lista, Soraya Thronicke, não conseguiu se reeleger ao cargo de senadora por Mato Grosso do Sul. Com 340.788 votos (13,07%), a douradense ficou na quarta colocação, atrás de Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, eleitos para assumirem os cargos, e Vander Loubet, que obteve 361.920 votos. 

A senadora segue com seu mandato até janeiro de 2027. Apesar de não conseguir a reeleição, ela é cotada para assumir o Ministério do Turismo. Já Vander Loubet, ao ser questionado sobre a possibilidade de ocupar algum cargo no quarto governo de Lula, evitou demonstrar interesse imediato em uma nomeação e afirmou que sua prioridade será continuar à frente do diretório estadual do PT.

Fábio Trad, que disputou a vaga para o Governo do Estado e foi derrotado com 322.807 votos, também pode ganhar sobrevida com Lula, já que ao longo da campanha no segundo turno esteve presente em manisfetações na Capital e participou de uma reunião com o presidente em Brasília. 

Logo após o encerramento da apuração dos votos no 1º turno, Trad revelou ao Correio do Estado que iria para a capital federal na madrugada do dia seguinte, junto com Vander Loubet, onde os dois participariam de uma reunião com o presidente Lula e outras lideranças políticas para definir a reorganização das forças políticas e a estratégia para a campanha do 2° turno.

Simone Tebet (PSB-SP), candidata ao Senado Federal no estado de São Paulo e derrotada com 8.342.968 votos, também surge entre os nomes que podem ocupar um cargo na próxima gestão de Lula, já que ela foi ministra do Planejamento e Orçamento na atual gestão do presidente, saindo do cargo no dia 31 de março para concorrer nestas eleições. 

Senado

Com o encerramento das eleições, está praticamente definida a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027, ressalvadas possíveis mudanças de partido. O Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, terá a maior bancada, com 28 dos 81 senadores. O cenário considera os 54 parlamentares eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições decorrentes da eleição de senadores para os governos estaduais.

Ao longo da campanha, a senadora Tereza Cristina teve o nome citado para assumir a presidência do Senado Federal em 2027. Apesar da direita obter a maioria, as chances podem ser reduzidas com a eleição de Lula, já que o PT tem a possibilidade de obter o apoio do Centrão. Somadas, estes dois lados políticos ocupam 45 vagas no Senado. Além de Tereza, Nelsinho Trad (PSD) também esteve no radar para assumir o Senado.

O PT deverá ter 10 senadores, seguido pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com oito, e pelo Progressistas (PP), com seis. União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada; Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), quatro cada; Novo, três; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Podemos, dois cada; e Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT), um cada. O senador Romário (RJ) permanece sem partido. 

Eleições 2026

Palco de morte após ato político, Bonito deu 63,24% dos votos a Flávio

Percentual supera média estadual, que registrou 59,60% para o senador

26/10/2026 10h39

Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS)

Sede do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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Em Bonito, município localizado a cerca de 300 quilômetros de Campo Grande, o candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que perdeu a eleição no domingo (25), recebeu 9.080 votos, o equivalente a 63,24% dos votos válidos.

O resultado segue a tendência registrada em Mato Grosso do Sul, onde Flávio recebeu 927.892 votos (59,60%), enquanto Lula (PT) teve 628.973 votos (40,40%).

O município ganhou repercussão nacional no fim de semana do segundo turno após a morte de Ewerton Rodrigues da Silva, de 35 anos, atingido por disparos de arma de fogo depois de uma briga no fim de uma carreata bolsonarista, no sábado (24).

Apesar de o episódio ter ocorrido durante uma manifestação política, a discussão não foi motivada por divergências políticas e Ewerton teria tentado separar a briga. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), o desentendimento entre os envolvidos ocorreu por motivos pessoais, “sem relação com questões político-partidárias”.

Caso em Bonito

A situação começou após o término da carreata, quando uma discussão de trânsito teria evoluído para xingamentos e agressões físicas generalizadas, com a participação de várias pessoas, de acordo com informações da Guarda Municipal, divulgadas pelo site Jardim MS News no dia da briga.

Ao perceber que o pai estava sendo agredido, um adolescente de 16 anos teria pegado uma arma que estava no veículo do homem e efetuado diversos disparos contra Ewerton e Alex Machado Leite. Ewerton foi atingido no abdômen, no tórax e na coxa direita. Alex, por sua vez, levou dois tiros na região do tórax, foi transferido para Campo Grande e segue internado. 

Já o pai e o adolescente apontado como autor dos disparos seguem foragidos. O pai e o filho apontados como envolvidos nos disparos seguem foragidos. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o pai tem passagem por crime ambiental, enquanto o adolescente poderá responder por atos infracionais análogos a homicídio e tentativa de homicídio.

Alex, que permanece hospitalizado, tem passagens por lesão corporal dolosa, contrabando, tráfico de drogas e violência doméstica. Já Ewerton não tinha antecedentes criminais e deixa a esposa grávida e dois filhos.

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