Política

NESTA SEGUNDA

Reunião entre vereadores definirá possível sessão extraordinária sobre IPTU

Pautas principais que devem ser tratadas na reunião são retomada do desconto à vista de 20% e derrubada do aumento excessivo do IPTU

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Vereadores se reunirão para definir qual será a pauta e o que será votado, em uma possível sessão extraordinária, sobre o aumento no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

A reunião será realizada na tarde desta segunda-feira (12), na Câmara Municipal de Vereadores, localizada na avenida Ricardo Brandão, número 1.600, bairro Jatiúka Park, em Campo Grande.

Os vereadores que devem participar desta reunião são Papy (PSDB), Marquinhos Trad (PDT), Rafael Tavares (PL), Luiza Ribeiro (PT), Landmark (PT), entre outros.

Vale ressaltar que se trata de uma sessão extraordinária pois a Câmara Municipal está de recesso. Para convocar uma sessão extraordinária é preciso 24 horas de antecedência.

A princípio, as pautas principais que devem ser tratadas na reunião são:

  • Derrubar aumento excessivo do IPTU
  • Revisar valor do IPTU dos contribuintes
  • Retomar desconto à vista de 20%

Ao Correio do Estado, o presidente da Câmara Municipal, vereador Epaminondas Neto (PSDB), afirmou que vários vereadores têm diferentes projetos para apresentarem e que precisam entrar em consenso para decidir o que será votado de fato em uma possível sessão extraordinária.

“Não temos um consenso ainda entre os vereadores de qual projeto vai ser analisado. A gente precisa juntar esses projetos todos para ver quais deles são possíveis votar. Tem vários pensamentos divergentes na casa. Eu só posso marcar uma extraordinária se eu apresentar a pauta. Eu não posso marcar a reunião extraordinária para ver o que eu vou votar. A gente está tentando encontrar algum argumento de ilegalidade para a gente poder atacar e ela não ter chance de reverter isso na justiça. Precisa ter legalidade, precisa ter um projeto de lei que não seja derrubado na justiça”, explicou o presidente.

O presidente da Casa de Leis ainda afirmou que para acontecer a sessão, é necessário votação unânime.

“Tem gente que já acha que precisa ajudar a cidade, que não pode ficar sem arrecadação, que vai inviabilizar pagamentos, enfim. Não é todo mundo que tá pensando igual, então eu preciso alinhar com as lideranças da casa”, esclareceu.

Papy (PSDB) tem reunião com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Progressistas), às 7h desta segunda-feira (12), para negociar a respeito das trativas sobre o IPTU.

Além disso, também tem agenda com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), Associação dos Advogados Independentes (ADI) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MS).

“A gente [Papy e Adriane] está conversando pelo telefone nos dias que eu estava fora. E, assim, muita dificuldade de avançar com ela. Estão muito fechados para negociações. E a cidade está revoltada, então ela precisa tomar uma posição”, disse Papy.

IMBRÓGLIO

IPTU 2026 está polêmico em Campo Grande (MS).

Contribuintes discordam do valor cobrado no imposto, reivindicam a volta dos 20% de desconto para pagamento à vista e até mesmo contestam o recebimento do carnê para quem é isento.

De segunda (5) a sexta-feira (9), a Central de Atendimento ao Cidadão - William Maksoud amanheceu lotada, com filas gigantescas, de pessoas em busca de explicações sobre o valor abusivo do IPTU.

Em 7 de janeiro, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) exigiu esclarecimentos formais à prefeitura sobre os critérios adotados no reajuste do imposto e da taxa de coleta de lixo. O Tribunal queria saber qual foi a base legal utilizada, quais índices e parâmetros técnicos foram considerados, se houve atualização da Planta Genérica de Valores (PGV) ou de outros instrumentos de avaliação imobiliária e qual o impacto estimado do aumento na arrecadação do Município.

Em 8 de janeiro, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) acionou a Justiça, por meio de mandado de segurança, para retomar o desconto de 20% no pagamento à vista e determinar que a prefeitura limite-se na cobrança apenas à correção monetária de 5,32% em relação ao ano anterior.

Ainda em 8 de janeiro, a Prefeitura de Campo Grande resolveu adiar o pagamento à vista para 12 de fevereiro.

Em 9 de janeiro, a Prefeitura de Campo Grande determinou que a primeira parcela do IPTU 2026 deve ser paga até 10 de dezembro, que, até então, venceria em 12 de janeiro.

IPTU

O IPTU é um imposto brasileiro, de competência municipal, que deve ser pago por pessoas que tenham propriedades dentro do perímetro urbano.

A arrecadação do tributo municipal é convertido em melhorias para a cidade, nas áreas de segurança, educação, saúde, infraestrutura e lazer.

O valor do imposto é composto por:

  • Valor venal (tamanho do terreno/área construída, tipo/padrão da construção, localização e uso)
  • Alíquota municipal
  • Taxa de Coleta de Lixo (TCL)

Quem não paga IPTU, corre risco de perder a posse do imóvel. De acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), o IPTU foi reajustado em 5,32% em 2026.

As formas de pagamento são:

  • À vista, com 10% de desconto – vencimento em 12 de fevereiro
  • Parcelado, em 12 vezes – vencimento em dias de feriados, finais de semana ou não úteis, o pagamento deverá ser feito no primeiro dia útil subsequente. A primeira parcela vence em 10 de dezembro

TROCA DE COMANDO

Lula exonera Lewandowski e nomeia Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro da Justiça

Ricardo Lewandowski apresentou a sua carta de demissão a Lula na quinta-feira (8)

10/01/2026 19h15

Manoel Carlos de Almeida Neto assume a pasta interinamente

Manoel Carlos de Almeida Neto assume a pasta interinamente Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública e nomeou em seu lugar, de forma interina, Manoel Carlos de Almeida Neto, que até então atuava como secretário-executivo da pasta. A decisão foi assinada ontem e publicada no Diário Oficial da União.

Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, depois de ter deixado a sua cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o Broadcast Político mostrou, o ministro apresentou a sua carta de demissão a Lula na quinta-feira, 8.

No documento, Lewandowski disse ter a "convicção" de que exerceu "as atribuições do cargo com zelo e dignidade", mas reforçou as "limitações políticas, conjunturais e orçamentárias" enfrentadas à frente da pasta. Ele também alegou "razões de caráter pessoal e familiar" para sair do posto.

Manoel Carlos, seu substituto, é doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo e foi secretário-geral da presidência do STF, secretário-geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e procurador-geral municipal.

 

GOVERNO

Lula exonera Lewandowski e nomeia Manoel Carlos de Almeida Neto como ministro da Justiça

A decisão foi assinada ontem e publicada no Diário Oficial da União

10/01/2026 11h30

Manoel Carlos de Almeida Neto assume de forma interina o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública

Manoel Carlos de Almeida Neto assume de forma interina o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública e nomeou em seu lugar, de forma interina, Manoel Carlos de Almeida Neto, que até então atuava como secretário-executivo da pasta. A decisão foi assinada ontem e publicada no Diário Oficial da União.

Lewandowski assumiu o cargo em fevereiro de 2024, depois de ter deixado a sua cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme o Broadcast Político mostrou, o ministro apresentou a sua carta de demissão a Lula na quinta-feira, 8.

No documento, Lewandowski disse ter a "convicção" de que exerceu "as atribuições do cargo com zelo e dignidade", mas reforçou as "limitações políticas, conjunturais e orçamentárias" enfrentadas à frente da pasta. Ele também alegou "razões de caráter pessoal e familiar" para sair do posto.

Manoel Carlos, seu substituto, é doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo e foi secretário-geral da presidência do STF, secretário-geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e procurador-geral municipal.

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