Política

DICUSSÃO NA ASSEMBLEIA 

Revolta de Kemp em sessão motiva debate que pode mudar regimento interno da ALMS

Deputado petista disse estar cansado de ver parlamentares aprovarem 'dia da cebola roxa, dia do picolezeiro e da batalha de Riachuelo' 

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Exasperado debate provocado pelo deputado estadual Pedro Kemp, do PT, na manhã desta terça-feira (3) na sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, que protestou contra o que chamou de projetos de perfumaria [insignificantes, no caso], levantou uma questão inconsiderada até então, que é o de repensar o regimento interno do legislativo estadual. 

Numa casa legislativa, regimento interno é o que determina o modo como deve ocorrer as votações, apresentar projetos, discutir os assuntos e os papeis das comissões da Casa. 

O parlamentar petista queixou-se de discussões banais entre os deputados, corriqueiras, até, como a criação do “dia da cebola roxa, dia do picolezeiro ou da batalha naval do Riachuelo”, ao invés de palestrarem projetos de interesse da população. “Acho que fomos eleitos para votar coisas relevantes”, estrondou o deputado em seu discurso. 

Pedro Kemp seguiu o lamento ao citar projetos seus que foram barrados na CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), como a proibição do cultivo de soja no Pantanal, pulverização aérea na agricultura e ainda regulamentar horários em testes físicos dos concursandos.  

Mês passado, um rapaz morreu num destes treinamentos praticado sob uma intensa temperatura. 

O parlamentar disse que seus propósitos, projetos, no caso, não seguiram por influência da CCJR, que os engavetou por considerá-los inconstitucionais. 

A crítica do deputado atraiu interessados no assunto, inclusive de rivais, como o deputado estadual João Henrique Catan, do PL, que entrou na conversa para apoiar o petista. 

O debate abarcou também o interesse dos parlamentares Lídio Lopes, do Patriota, Zé Teixeira, do PSDB, Junior Mochi, do MDB, Pedrossian Neto, do PSD e João César Mattogrosso e Mara Caseiro, também do PSDB. 

ATAQUE À CCJR 

Pedro Kemp criticou pelo veto aos seus projetos, a atuação dos parlamentares que compõem a CCJR, cinco ao todo. O colegiado é comandado pela deputada Mara Caseiro. 

A CCJR é quem define os assuntos quanto ao aspecto constitucional, legal e jurídico das propostas criadas pelos deputados.

Se os deputados da comissão entenderam que o projeto não preenche a legalidade exigida pela comissão nem sequer segue para o plenário. Acaba ali.

Para Kemp afirmou ainda que os projetos que não interessam o governo estadual, já são descartados independentemente do aval da CCJR. 

Mara Caseiro defendeu o colegiado que chefia e disse que, embora não tenha conhecimento jurídico - ela é dentista – a comissão conta com o amparo de equipe jurídica empregada na Asssembleia Legisaltiva para examinar a legalidade das propostas. 

Junior Mochi, que já presidiu a ALMS e a CCJR, um dos últimos a falar disse ao deputado Pedro Kemp que uma das saídas que resolveria a questão seria os parlamentares estudarem meios de modificarem o regimento interno da ALMS. No caso, inclusive, o modo de atuação de atuação da CCJR. 

Deputados que apoiaram o projeto de Kemp concordaram com Mochi e prometeram levar o assunto adiante, no caso, repensarem a missão da CCJR.

 

 

BTG/NEXUS

Lula reage e fica numericamente à frente dos adversários no 2º turno

O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante)

14/09/2026 07h11

Pesquisas anteriores apontavam recuo do presidente Lula e avanço de Flávio Bolronaro

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O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece numericamente à frente de todos os adversários testados nos cenários de segundo turno da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. O petista reverteu as desvantagens numéricas que tinha diante do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do escritor Augusto Cury (Avante), embora permaneça tecnicamente empatado com os dois.

Na simulação contra Flávio, Lula registra 47% das intenções de voto, ante 46% do senador. Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum dos dois somam 6%, enquanto 1% não sabe ou não respondeu. Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de setembro, o cenário era inverso: Flávio tinha 46% e Lula, 45%, também em empate técnico.

Lula também passou à frente de Cury numericamente, com 45% contra 42%. Como a diferença está dentro da margem de erro, de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Na rodada anterior, Cury tinha 45% e Lula, 43%. Brancos, nulos ou nenhum somam agora 11%, e 2% não souberam responder.

Na disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula venceria por 47% a 41%. A vantagem do petista passou de três para seis pontos porcentuais: na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Caiado, 43%, em empate técnico. Brancos, nulos ou nenhum dos candidatos representam 11%, e 1% não sabe ou não respondeu.

A maior vantagem de Lula ocorre nos confrontos com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e com o ativista Renan Santos (Missão). O presidente venceria Zema por 49% a 38%, ante 47% a 40% na rodada anterior. Contra Renan, Lula marca 48% e o adversário, 37%; anteriormente, o placar era de 47% a 39%. Os que escolheriam branco, nulo ou nenhum somam 11% no cenário com Zema e 14% na disputa com Renan.

PRIMEIRO TURNO

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera as intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais, com 42%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 14. Na rodada anterior, de 8 de setembro, o petista tinha 39%. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em seguida, com 37%, ante 35% na pesquisa anterior.

A vantagem numérica de Lula sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou de quatro para cinco pontos porcentuais.

O escritor Augusto Cury (Avante) vem perdendo pontos, mas continua ocupando a terceira posição, com 6% das intenções de voto. Na semana passada, ele registrava 9% e na pesquisa de 31 de agosto, chegou a 11%.

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, ante 4% na rodada anterior.

O ativista Renan Santos (Missão) aparece com 2%, mesmo porcentual da pesquisa anterior.

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) registra 1%, também estável.

Os demais candidatos somam 1%.

Brancos, nulos ou eleitores que não escolheram nenhum candidato representam 4%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.003 eleitores com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04076/2026.

brasil

Mendonça autorizou bloqueio de R$ 2 bilhões em bens ligados a Vorcaro

Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo

13/09/2026 19h00

Foto: Reprodução Instagram @oficial.andremendonca

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 bilhão em bens no exterior de propriedade do Banco Master e de empresas pertencentes ao grupo. Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo. Também foram alvo da medida R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis ligados às empresas.

Foram listados no processo 18 bens no exterior que, somados, foram avaliados em R$ 1,9 bilhão. Quatro itens não foram avaliados, o que eleva a estimativa total dos bens para mais de R$ 2 bilhões. Nem todos os bens e ativos foram localizados pelos investigadores.

O rol de bens inclui um apartamento duplex na Florida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo Estado dos EUA, uma fazenda de luxo com residência no Colorado, um iate, outras embarcações de luxo, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Também está na lista R$ 280 milhões decorrente da venda de uma aeronave

No campo das artes, o grupo de Daniel Vorcaro é dono de duas pinturas de Jean-Michel Basquiat avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões, respectivamente. Há ainda um Picasso avaliado em R$ 40 milhões e pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson de valores não estimados.

A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Segundo a PGR, "o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados". Ainda de acordo com o pedido, a medida "servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado".

A PGR explicou que, "além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado". E que, "embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida".

Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.

A decisão foi tornada pública a partir da determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para que Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

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