Política

HABITAÇÃO

Riedel busca recurso para construção de mil casas para os povos indígenas

O governador deu a informação durante a cerimônia de abertura do 36º Undokai, na Associação Nipo-Brasileira, em Campo Grande (MS)

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Ao participar na manhã deste domingo (7), na Associação Nipo-Brasileira, em Campo Grande (MS), da abertura oficial do 36º Undokai, o governador Eduardo Riedel (PSDB) informou que está em busca de recursos junto à União para a construção de 1.000 unidades de casas populares nas aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul.
 
No dia 3 de maio, o Correio do Estado adiantou que, durante reunião entre Eduardo Riedel, parlamentares da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional, e ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que Mato Grosso do Sul não teria “limite” para a construção de casas populares aos indígenas do estado por ter a 2ª maior população do Brasil, estimada em 80 mil pessoas. 
 
O governador disse ontem que a definição sobre o recurso depende de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a regulamentação da taxa do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que consta em ação direta de inconstitucionalidade questionando a aplicação da Taxa Referencial  na correção dos saldos das contas vinculadas ao Fundo, que financia programas de habitação.
 
Segundo Riedel, sem esse posicionamento jurídico, o governo federal não pode avançar no comprometimento com Mato Grosso do Sul, porém, assim que isso for destravado, as casas serão construídas em diversas comunidades, como Taunay (Aquidauana), Bororó (Dourados) e Tey'i kue (Caarapó). 
 
“Podemos avançar com volume expressivo, mas eles têm uma intenção muito maior e que depende de uma votação do STF para regulamentar a taxa de juros referente ao FGTS, é o fundo de garantia. É isso que financia os programas habitacionais do governo federal, então, é essa a definição que eles tão aguardando”, detalhou o governador.
 
Enquanto isso não sai, conforme Riedel, eles não podem avançar em um comprometimento maior com Mato Grosso do Sul. “Nós já estamos em tratativa para somar aquilo que o estado tem de planejamento com aquilo que o governo federal vai poder aportar. Hoje, a previsão que a gente pode chegar é de construir 1.000 unidades habitacionais, mas temos uma expectativa maior que essa, pois, na verdade, precisamos muito mais do que isso, mas é uma previsão inicial que eles colocaram”, pontuou. 
 
O governador informou ainda que o Governo estadual tem um planejamento para colocar este ano algo em torno de R$ 120 milhões em habitação. “Nós estamos definindo algo em torno de seis mil casas populares. Em alguns programas, vamos entrar com a contrapartida e a faixa de renda um pouco maior do beneficiário paga a prestação. Tem aquela faixa 1 que a pessoa não tem a menor condição de pagar nada, essa é muito do Governo Federal e esse quebra-cabeça precisa ser montado para a gente apresentar ainda no mês de maio, início de junho, o planejamento lá”, detalhou. 
 
Ele disse que a Aldeia Bororó, que tem várias comunidades com uma necessidade latente, é uma das prioridades, bem como em Aquidauana. “Já tem esse levantamento, agora é uma questão de buscar esse recurso com o governo federal”, finalizou.

Ministra 

No dia 3 de maio, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que Mato Grosso do Sul não vai ter “limite” na construção de casas populares aos indígenas do Estado por ter a segunda maior população indígena do Brasil, estimada em 80 mil pessoas. 
 
O fato de o Estado já ter área disponível, infraestrutura e contrapartida financeira o coloca em situação favorável para obter recursos federais. A regulamentação do programa habitacional para a população indígena deve sair em um prazo de aproximadamente 20 dias.
 
Para tanto, já estão assegurados R$ 30 milhões no Orçamento da União deste ano para o setor habitacional de Mato Grosso do Sul. Tebet reforçou que no encontro foi mostrada “toda a relevância e a prioridade que nós temos com o projeto de habitação em Mato Grosso do Sul”, explicando que “agora é uma questão de timer”, pontuou.
 
Ela destacou que o alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de 0,729 (quanto mais próximo de 1, melhor é a avaliação), “pesa contra o Estado” nas construções de casas com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). 
 
“Isso ocorre porque a proposta é levar casa a quem mais precisa, quem mora em palafita, mora embaixo da ponte, quem mora na rua. Aquela cota [de construção de imóveis populares] que virá no primeiro momento é muito pequena, são 145 mil unidades para o Brasil todo”, ressaltou a ministra de Planejamento e Orçamento.
 
Ela completou que, “em compensação, o nosso estado tem infraestrutura, área física e os recursos financeiros para a contrapartida. O que é o mais difícil, o governo de Mato Grosso do Sul já tem”.
 
A definição dos valores a serem investidos depende de decisão do STF, que está analisando processo judicial sobre a taxa de correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), já que o governo federal tem intenção de utilizar os recursos desse fundo para bancar a construção das casas. 
 
Para Tebet, isso é “o que está faltando para que a gente possa aumentar, para que a gente possa dar densidade a estas 145 mil, que podem virar meio milhão de unidades habitacionais”. 
 
“O governo está trabalhando a possibilidade de recursos do FGTS, mas é uma decisão que está pesando contra, porque está olhando a taxa de correção, que inviabiliza o mais humilde a dar entrada [na aquisição do imóvel]”. A ministra reforçou que, enquanto existe esse obstáculo para atender a população de baixa renda com casas populares, os indígenas podem obter seus imóveis com mais agilidade. 
 
“Para a comunidade indígena nem coloco limite, porque assim que sair a portaria, Mato Grosso do Sul sai na frente em função da necessidade. O mais importante é que Mato Grosso do Sul tem a segunda maior população indígena do Brasil. Daqui 20 dias, 21 dias, será publicada portaria especificamente para as comunidades indígenas. Como nós temos área, temos infraestrutura e temos condições de dar contrapartida financeira, isso vai colocar o Estado em situação favorável”, argumentou.

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Articulação

De olho na direita radical, Azambuja busca trazer prefeitos para campanha de Contar

Ex-governador articula transferir ao candidato do PL a base municipal que trabalhava pela reeleição do senador Nelsinho

11/08/2026 07h35

Os candidatos ao Senado Capitão Contar e Reinaldo Azambuja

Os candidatos ao Senado Capitão Contar e Reinaldo Azambuja Reprodução

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O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) já começou a trabalhar nos bastidores para levar prefeitos que estavam comprometidos com a reeleição do senador Nelsinho Trad (PSD) para a campanha do ex-deputado estadual Capitão Contar (PL) ao Senado.

Conforme apuração do Correio do Estado, Azambuja iniciou conversas com lideranças municipais para consolidar nos municípios a chapa Eduardo Riedel (PP) para a reeleição ao governo e Reinaldo Azambuja e Capitão Contar para as duas vagas ao Senado.

A movimentação ocorre depois de Nelsinho desistir da própria candidatura à reeleição e acertar sua participação como primeiro suplente de Azambuja.

Com a nova composição definida, o esforço agora é direcionado para evitar a dispersão do segundo voto ao Senado entre os prefeitos e as lideranças que estavam comprometidos com Nelsinho.

Azambuja assumiu a missão de aproximar Contar desse grupo e tentar fazer com que os prefeitos incorporem o ex-deputado estadual quando forem pedir votos nos seus municípios.

A estratégia também passa pela tentativa de ampliar a presença dos nomes de Azambuja e Riedel entre os eleitores identificados como a direita mais radical. 

Contar construiu sua trajetória eleitoral ligado ao bolsonarismo e pode funcionar como uma ponte entre a ampla estrutura política reunida em torno de Riedel e Azambuja e de uma parcela do eleitorado mais ideologicamente alinhada à direita.

Ao mesmo tempo, o desafio está no caminho inverso: fazer com que Contar avance entre prefeitos e lideranças políticas que estavam ligados a Nelsinho e que não necessariamente mantinham relação política próxima com o ex-deputado estadual.

Com Nelsinho agora integrado à chapa de Azambuja, a avaliação entre interlocutores do ex-governador é de que existe espaço para que a estrutura municipal que apoiava o senador seja incorporada à campanha dos dois candidatos do PL ao Senado.

A operação é considerada importante porque Nelsinho mantinha uma extensa rede de prefeitos e lideranças municipais comprometidos com sua tentativa de conquistar um novo mandato. 

Com sua saída da disputa, abriu-se uma concorrência pelo destino desse segundo voto. É justamente nesse espaço que Azambuja pretende avançar com o nome de Contar.

A orientação trabalhada nos bastidores é para que os prefeitos da base façam campanha pelo conjunto da chapa, apresentando ao eleitor Riedel para governador e Azambuja e Contar como os dois candidatos ao Senado.

O movimento representa uma nova etapa da reorganização eleitoral provocada pela desistência de Nelsinho.

Se inicialmente o acordo resolveu a composição da chapa de Azambuja, com o senador ocupando a primeira suplência, agora começa o trabalho para transferir aos candidatos que permaneceram na disputa a estrutura política que estava organizada em torno da reeleição do senador.

Para Contar, a articulação pode representar acesso a uma capilaridade municipal que sua candidatura, isoladamente, teria maior dificuldade para construir. 

Os prefeitos são considerados peças importantes nas campanhas majoritárias pela capacidade de mobilização de vereadores, lideranças comunitárias e cabos eleitorais.

Para Azambuja, fechar a base em torno de Contar também reduz o risco de prefeitos aliados a Riedel e ao próprio ex-governador utilizarem o segundo voto para fortalecer candidatos adversários ao Senado.

A estratégia procura, portanto, unir duas forças diferentes dentro da mesma chapa: de um lado, a identificação de Contar com o eleitorado mais radical da direita e, de outro, a estrutura política e municipal construída por Nelsinho.

* Saiba 

Nas eleições deste ano, Mato Grosso do Sul terá duas das três cadeiras do Estado no Senado em disputa. Isso ocorre porque o mandato de senador dura oito anos e a renovação da Casa é feita alternadamente por um terço e dois terços das 81 vagas.

Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado. Serão eleitos os dois mais votados no Estado, independentemente de partido ou coligação.

surto

Há crise de sarampo porque a turma do Tarcísio fala mal de vacina, diz Haddad

Declarações foram dadas durante a chamada Sabatina CNN, na noite desta segunda-feira. SP está fazendo mutirão de vacinação contra o sarampo

11/08/2026 07h08

Segundo Haddad,

Segundo Haddad, "inventaram que um cientista americano mentiu sobre a vacina. Distorceram a fala do cara".

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O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 10, que integrantes do grupo político do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) difundem críticas às vacinas nas redes sociais, o que contribui para a queda da cobertura vacinal no Estado.

"Estamos tendo crise de sarampo em São Paulo porque essa turma do Tarcísio fica na internet falando mal da vacina", disse o petista durante sabatina da CNN Brasil. Haddad não citou nomes nem indicou publicações específicas.

Segundo o candidato, aliados do governador distorceram recentemente a declaração de um cientista americano para questionar a segurança dos imunizantes. "Agora inventaram que um cientista americano mentiu sobre a vacina. Distorceram a fala do cara. E a cobertura vacinal está caindo", afirmou.

Na semana passada, o Estado de São Paulo confirmou 23 casos de sarampo. Apesar de críticas de bolsonaristas à obrigatoriedade da imunização, Tarcísio disse que a vacina contra o sarampo é "consagrada e segura", antes do debate promovido pela Band TV no domingo, 9.

Haddad acusou ainda a extrema direita de construir um "universo paralelo" e de não lidar com a realidade. "Tem a ver com detergente, tem a ver com vacina, tem a ver com coisas incompreensíveis para uma pessoa de boa-fé", disse.

Nunes e o bolsonarismo

Na sabatina, Haddad também disse que o prefeito da capital paulista e aliado do governador Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes (MDB), integrava a base aliada de sua gestão municipal e passou por uma "transição para o bolsonarismo" nos últimos anos

Nunes e Haddad protagonizaram uma série de atritos recentes. Durante a convenção de Tarcísio, no dia 1º, o prefeito chamou o petista de "professorzinho de nariz empinado". Já no domingo, 9, após o debate promovido pela Band TV, Nunes abordou Haddad no estúdio e o segurou pelo braço para contestar acusações sobre as investigações envolvendo um contrato de R$ 108 milhões para a instalação de pontos de wi-fi na periferia da capital.

Durante sabatina da CNN Brasil, Haddad descreveu Nunes como um vereador "pacato" que liderava o MDB na Câmara Municipal e apoiava os projetos encaminhados pelo Executivo. O petista comandou a Prefeitura de São Paulo entre 2013 e 2016.

"Ele nunca votou contra um projeto de lei do Executivo enquanto fui prefeito. Para mim, essa é uma faceta nova do Ricardo, essa transição para o bolsonarismo", declarou.

Haddad citou como exemplos de propostas aprovadas com o apoio de Nunes a renegociação da dívida municipal, o Plano Diretor, o Código de Obras e a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo

O candidato também contestou críticas do prefeito à atuação do governo federal e afirmou que, quando comandava o Ministério da Fazenda, autorizou empréstimos para a capital paulista às vésperas da eleição municipal de 2024. "Ele me ligou agradecendo os empréstimos que liberei na Fazenda. Deve estar registrado no telefone dele", disse.

Nunes possui a missão de atuar em prol da campanha de Tarcísio na capital, onde o atual governador perdeu para o petista em 2022.

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