Política

MATO GROSSO DO SUL

Riedel nomeia substituto de petista demitido

Governador faz limpa nos cargos executivos do Estado comandados por petistas depois de declaração que estaria alinhado a extrema-direita

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Após a demissão ontem de mais um petista que ainda restava no primeiro escalão do Governo, Riedel nomeou substituto para o cargo de Diretor-Presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer).

Por meio da edição do diário oficial do governo de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (23), foi divulgada a nomeação de Fernando Luiz Nascimento como novo Diretor-Presidente do cargo.

Antes, o novo presidente da Agraer, já havia assumido como diretor-executivo da comissão especial da mesma agência em 2022 e, também, esteve em outros cargos de comissão e notoriedade dentro do Governo.

Desde fevereiro de 2023 até agora em 2025, ele ficou à frente da Coordenação da Agricultura da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), como segundo coordenador e devido a isso foi presidente do Conselho Estadual de Agrotóxicos (CEA).

A exoneração do antigo cargo ocorreu 4 dias atrás, mas foi divulgada no diário oficial de ontem (22), em que estava também a demissão do ex-diretor-presidente Washington Willeman de Souza.

Fernando Luiz Nascimento está dentro do governo de Mato Grosso do Sul desde 2008, ano em que foi nomeado para o cargo de comissão de Direção Executiva e Assessoramento, na antiga Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (SEPROTUR), -- agora incluída na pasta da Agraer – no governo de André Puccinelli.

Cortes no executivo do estado

Entre os cargos de confiança do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel – antes ocupados por indicações de Vander Loubet, deputado federal – resta apenas a chefe da Secretaria de Estado da Cidadania, Viviane Luiza da Silva.

Considerada a “única” petista dentre os cargos de liderança, as outras demissões foram motivadas após reunião do diretório do Partido dos Trabalhadores (PT) de Mato Grosso do Sul, em que o partido oficializou rompimento com o governador, uma vez que o governador demonstra fidelidade à extrema-direita.

Há pouco mais de um mês o governador demitiu uma série de nomes à frente de cargos executivos do governo.

Entre os petistas demitidos, e suas respectivas pastas, aparecem: 

  • Humberto de Mello Pereira - Secretaria-executiva de Agricultura Familiar, dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais;
  • Marcos Roberto "Betão" Carvalho de Melo - Diretoria-executiva na Agraer/MS;
  • Vagner Campos Silva - Subsecretaria de Políticas Públicas LGBTQIA+;
  • Vania Lucia Baptista Duarte - Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial;
  • Zirleide Silva Barbosa - Subsecretaria de Políticas Públicas para Pessoas Idosas.

Na reunião do partido, Vander Loubet disse que era necessário prudência e que apesar da decisão ser pessoal, o recomendado era que cada um comunicasse a própria saída.

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Eleições 2026

A 100 dias do pleito, PL ainda segue sem definir o 2º candidato ao Senado em MS

A executiva nacional agendou para a próxima semana a divulgação de uma lista com todos os candidatos do partido no Brasil

26/06/2026 08h00

O ex-deputado Capitão Contar e o deputado Marcos Pollon

O ex-deputado Capitão Contar e o deputado Marcos Pollon Montagem

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A 100 dias do primeiro turno das eleições gerais deste ano, que será realizado no dia 4 de outubro, a executiva nacional do PL ainda não definiu quem será o companheiro de chapa do ex-governador Reinaldo Azambuja na disputa pelas duas vagas para o Senado em MS.

O Correio do Estado confirmou ontem com Azambuja, presidente estadual da legenda, que foi adiada para a próxima semana a divulgação da lista com todos os pré-candidatos do partido ao Senado nas 27 unidades da Federação, já com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

A direção nacional da sigla tinha previsto divulgar o conjunto de candidaturas em todo o País nesta semana, mas a conclusão dos processos internos foi remarcada e a expectativa agora é de que o anúncio ocorra até quarta-feira.

Em Mato Grosso do Sul, o PL contratou dois institutos de pesquisa – a Quaest, paga pelo diretório estadual, e o Paraná Pesquisas, custeado pelo diretório nacional – para auxiliar na definição do segundo nome que vai compor a chapa ao Senado.

Os resultados dos dois levantamentos já foram encaminhados ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao senador Rogério Marinho (PL-RN), secretário-geral do partido, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que ficou de compartilhar com seu pai, para análise final.

O Correio do Estado apurou que o resultado das duas pesquisas teria apontado que o ex-deputado estadual Capitão Contar obteve o melhor desempenho na comparação com o deputado federal Marcos Pollon, como já demonstrou a pesquisa IPR/Correio do Estado.

Portanto, caso o critério de seguir o resultado das duas pesquisas seja obedecido, Capitão Contar será o escolhido para fazer a “dobradinha” com Azambuja, entretanto, a principal liderança nacional da legenda, Jair Bolsonaro, tem o hábito de não cumprir o que é previamente acordado, como já demonstrou inúmeras vezes.

Além disso, há o impacto dos posicionamentos recentes da ex-primeira-dama do Brasil Michelle Bolsonaro, que divulgou em fevereiro deste ano uma carta escrita à mão pelo marido declarando apoio a Pollon no Estado e tem, rotineiramente, publicado nas suas redes sociais que o deputado é o seu candidato e de seu marido.

“Você continua sendo o nosso candidato, Pollon”, escreveu Michelle Bolsonaro na última publicação a respeito. Para agravar a situação, na noite de quarta-feira, ela postou um vídeo revelando as desavenças com Flávio Bolsonaro, que já deixou claro para as lideranças do PL no Estado que pretende fazer valer o resultado das duas pesquisas de intenções de votos, contrariando o posicionamento da madrasta de que o segundo nome seria o de Pollon.

Na tarde de ontem, Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente à ex-primeira-dama, após as declarações e os ruídos internos, que geraram desconforto no entorno político da família Bolsonaro.

A manifestação ocorreu em meio às tentativas de reaproximação e contenção de tensões dentro do grupo político ligado ao ex-presidente.

Porém, dificilmente o pedido de desculpas deve reduzir o desgaste e restabelecer a unidade em torno das articulações do PL para as eleições em nível nacional.

No entendimento das lideranças do partido em Mato Grosso do Sul, ainda não é possível projetar os desdobramentos políticos, mas que eles devem afetar a escolha do segundo nome no Estado é certeza.

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Vorcaro

André Mendonça ordena transferência de Daniel Vorcaro para a Papudinha

Vorcaro estava na Superintendência da Polícia Federal na capital federal enquanto negociava um acordo de delação premiada

25/06/2026 21h00

Daniel Vorcaro

Daniel Vorcaro Foto: Divulgação

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para o 19º Batalhão da Polícia Militar em Brasília, conhecido como Papudinha. Vorcaro estava na Superintendência da Polícia Federal na capital federal enquanto negociava um acordo de delação premiada.

Depois que a PF e a Procuradoria-Geral da República (PGR) recusaram duas propostas da defesa de colaboração, Mendonça decidiu transferir Vorcaro para o sistema prisional.

Mendonça negou o pedido da defesa para permitir que Vorcaro fosse para a prisão domiciliar. O ministro concordou com o alerta da PF no sentido que o suspeito deve continuar em prisão preventiva, porque haveria "riscos de interferência na colheita de provas, de continuidade de práticas voltadas à dissimulação patrimonial e de comprometimento da efetividade da persecução penal".

Na decisão, o ministro considerou que a permanência de Vorcaro na Superintendência da PF ou na Penitenciária da Papuda seria inadequada. "Ainda que a manutenção do custodiado na sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília não seja a mais adequada, tampouco o seria a alocação do custodiado em cela comum do sistema prisional", escreveu.

Segundo Mendonça, "as circunstâncias dos autos evidenciam risco concreto à integridade física do requerente, decorrente da elevada exposição pública do caso, da natureza dos fatos apurados e da sua condição pessoal. Trata-se de conjuntura que impõe ao Estado o dever de adotar providências concretas para prevenir ameaça à sua vida, segurança e integridade física".

O ministro ainda ressaltou a importância da equipe da Papudinha impedir o contato do preso com outros investigados no caso Master. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, está no mesmo estabelecimento.

"Considerando a presença de outro investigado na Operação Compliance Zero nas mesmas instalações, impõe-se a adoção das providências administrativas necessárias para assegurar a absoluta incomunicabilidade entre o referido investigado e o requerente, com vistas à preservação da higidez e efetividade das investigações em curso", anotou.

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