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Riedel tem aprovação de 74,75%, diz Correio do Estado/Ipems

Em Campo Grande, a aprovação foi de 60,70% dos entrevistados enquanto no interior do Estado o governador teve aprovação de 81,46%

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Pesquisa realizada pelo Correio do Estado e o Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul (Ipems) junto a 1.720 eleitores de 53 municípios de Mato Grosso do Sul, no período de 5/5 a 16/5, revela que o governador Eduardo Riedel (PSDB) tem aprovação de 74,75% e reprovação de 25,25% da população sul-mato-grossense.

Na estratificação dos dados, em Campo Grande, a aprovação foi de 60,70% dos entrevistados e desaprovação de 39,30%, enquanto no interior do Estado o governador teve aprovação de 81,46% e desaprovação de 15,54%.

Além disso, de acordo com a pesquisa Correio do Estado/Ipems, Riedel obteve avaliação ótima e boa de 42,32% dos entrevistados, regular-aprova de 32,43%, ruim e péssimo de 13,58% e regular-desaprova de 11,68%.

Também na estratificação dos dados, na Capital, a avaliação ótima e boa foi de 27,49%, a regular-aprova foi de 33,21%, ruim e péssima foi de 27,25% e a regular-desaprova foi de 12,05%.

Já no interior de Mato Grosso do Sul, a avaliação ótima e boa foi de 49,41%, regular-aprova foi de 32,05%, ruim e péssima foi de 7,04% e a regular-desaprova foi de 7,04% dos entrevistados.

A pesquisa tem grau de confiança de 95% e a margem de erro é de 2,36 pontos porcentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados na amostra.

CAMPO GRANDE

O Correio do Estado/Ipems também fez uma pesquisa apenas em Campo Grande, junto a 404 eleitores nas sete regiões urbanas do município, no período de 14/5 a 16/5. Foi revelado que o governador Eduardo Riedel tem aprovação de 60,20% e desaprovação de 39,80%.

Além disso, de acordo com a pesquisa Correio do Estado/Ipems, Riedel obteve avaliação ótima e boa de 27,58% dos entrevistados, regular-aprova de 32,62%, ruim e péssimo de 27,99% e regular-desaprova de 11,68%.

A pesquisa tem grau de confiança de 95% e a margem de erro é de 4,88 pontos porcentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados na amostra.

ANÁLISE

O diretor responsável pelo Ipems, Lauredi Sandim, lembrou que, na primeira pesquisa, o levantamento foi realizado em 53 municípios, que representam 90,47% do eleitorado da população estadual.

Para ele, o motivo de o governador Riedel ter aprovação de 74,75% em vez de um índice maior é a falta de uma marca administrativa. “Hoje em dia, o governador ainda está na fase de elaboração de projetos, e somente a execução de obras que vai alterar realmente essa composição geral na avaliação”, explicou. 

Ele completou que faltam obras que chamem atenção, “emblemáticas mesmo, que marquem a gestão do Riedel”. “Então, é isso daí que faz a administração dele no terceiro ano ter uma avaliação ótima e boa de 42,32%. Se compararmos com outros administradores no mesmo período, como André Puccinelli [MDB] e Reinaldo Azambuja [PSDB], ele ainda está abaixo”, disse.

Sobre a segunda pesquisa, realizada somente em Campo Grande, Sandim disse que se trata de uma outra situação. “Como a cidade está com muitos problemas, a população fica brava com a prefeita, e isso está influenciando na avaliação do governador, pois ele apoiou a reeleição dela”, pontuou, referindo-se ao fato de Riedel ter alcançado só 32,62% de ótimo e bom.

“Ou seja, no Estado, ele tem 74,75% de aprovação, enquanto na Capital o porcentual é de 60,20%, isto é, 14,55 pontos porcentuais a menos. Isso devido à gestão da atual prefeita, bem como pela falta de uma obra que possa marcar a gestão dele na Capital”, concluiu, ressaltando que o Ipems tem 33 anos de mercado. 

 

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Chamamento

Tereza Cristina aciona 40 senadores para acompanhar julgamento de Moraes no STF

Tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes

14/09/2026 14h30

tereza

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A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) ligou para mais de 40 parlamentares ao longo do final de semana para pedir que venham a Brasília acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), visto que o julgamento no Supremo pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os congressistas que já estão na capital vão fazer um pronunciamento nesta segunda-feira, no Senado, com a presença de Tereza e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Conforme apurado pelo Estadão, a tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes.

Por sua vez, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou na semana passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que abra uma sessão extraordinária nesta terça para que os parlamentares acompanhem o julgamento no Supremo mas, conforme apurou a Coluna, Alcolumbre não deve se pronunciar oficialmente sobre o pedido.

O presidente do Congresso tem se queixado a aliados da pressão que vem sofrendo de seus pares, especialmente os da oposição, para que dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Em conversas reservadas, os congressistas reclamam da "passividade" da Casa diante da crise que passou a assombrar a Corte. Alcolumbre é próximo de Alexandre de Moraes e voltou a ter boa interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que diminuem ainda mais as chances de o presidente do Senado agir em relação aos conflitos envolvendo o STF antes das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo 
 

BASTIDORES DO PODER

Veteranos se unem para levar Londres à presidência da Assembleia Legislativa

Puccinelli, Teixeira, Zeca e Jerson articulam eleição do decano, enquanto Riedel avalia Caravina e Corrêa busca apoio de Azambuja

14/09/2026 07h55

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado Foto: Montagem

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Uma articulação envolvendo alguns dos políticos mais experientes de Mato Grosso do Sul começa a desenhar a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosos do Sul (Alems) na próxima legislatura. 
Conforme apuração do Correio do Estado, o deputado estadual Londres Machado (PP), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado estadual Zeca do PT e o ex-conselheiro Jerson Domingos (União Brasil), do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), já teriam se alinhado em torno de um acordo para entregar a presidência da Casa ao decano do Parlamento estadual.

Nos bastidores, de acordo com a reportagem, o grupo é chamado de “Bancada da Bengala”, em referência à idade e à longa trajetória política de seus integrantes, afinal, juntos, os cinco têm idade média de quase 80 anos. 

Zé Teixeira é o mais velho, com 86 anos, seguido por Londres Machado, de 84 anos, André Puccinelli, com 78 anos, Zeca do PT, com 76 anos, e Jerson Domingos, com 75 anos – ele completará 76 anos em novembro.

No entanto, a movimentação depende do resultado das urnas no dia 4 de outubro, pois, enquanto Londres, Zé Teixeira e Zeca tentam renovar os respectivos mandatos, Puccinelli e Domingos buscam retornar à Alems. 

Caso todos os três sejam reeleitos e os dois eleitos, o grupo pretende trabalhar para que Londres assuma novamente o comando do Legislativo, independentemente das preferências das principais lideranças políticas do Estado.

Embora Zé Teixeira seja o mais velho, Londres é considerado o decano em razão do número de mandatos e do tempo de atuação parlamentar. 

Ele tenta chegar ao 14º mandato de deputado estadual e acumula diversas passagens pela presidência da Alems.

A articulação antecipada pode contrariar os planos do governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição, e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que busca uma cadeira no Senado, duas das principais forças políticas envolvidas na formação da futura Mesa Diretora.

Riedel cogitaria apoiar Pedro Caravina (PSDB) para a presidência. O deputado, entretanto, precisaria conquistar um novo mandato e construir maioria entre os parlamentares eleitos. 

No PL, Paulo Corrêa também estaria pressionando Azambuja para receber o apoio do partido na disputa pelo principal cargo da Casa.

PONTO PACÍFICO

Apesar das divergências em torno da presidência, há espaço para uma composição. O ponto considerado pacífico nas conversas é que Riedel e Azambuja poderiam participar diretamente da escolha do primeiro-secretário, segundo posto mais importante da Mesa Diretora e responsável pela administração da Alems.

Para a função, a preferência seria por Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems. O parlamentar mantém bom trânsito tanto com Riedel quanto com Azambuja e também possui uma relação política próxima com Londres Machado. 

Essa condição permitiria que ele funcionasse como elo entre a bancada governista, o grupo ligado ao ex-governador e os parlamentares veteranos. 

A eventual chapa com Londres na presidência e Gerson Claro na primeira-secretaria surgiria, assim, como uma solução para acomodar os diferentes grupos. 

O arranjo preservaria o comando político da Alems com o decano, ao mesmo tempo que garantiria às duas principais lideranças influência sobre a administração da Casa.

Qualquer acordo, entretanto, continuará condicionado ao desempenho dos envolvidos nas eleições. 
Além de conquistarem os respectivos mandato, os integrantes do experiente grupo precisarão reunir votos dos outros 19 deputados estaduais que formarão a próxima legislatura.

* Saiba 

Presidente da Alems precisa ter 13 votos

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 1º de fevereiro de 2027, depois da posse dos 24 deputados estaduais. 

A votação será nominal e aberta, com possibilidade de disputa por chapa ou candidatura individual.
Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisará de pelo menos 13 votos. 

Se ninguém alcançar esse número, haverá uma segunda votação por maioria simples. Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso.

Além do presidente, serão escolhidos três vice-presidentes e três secretários para mandatos de dois anos, com possibilidade de reeleição. 

Os interessados deverão registrar as chapas ou candidaturas individuais até o início da sessão, indicando o cargo que pretendem disputar.

O presidente eleito ficará responsável por conduzir as sessões e os trabalhos legislativos, além de participar do comando administrativo da Casa. 

As regras estão previstas no Regimento Interno da Alems.

Caso algum dos cargos não seja preenchido após o segundo escrutínio, será aberto um novo prazo de até 48 horas para inscrições, e outra eleição deverá ocorrer em até 72 horas. Até a definição, os trabalhos serão conduzidos provisoriamente.

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