Política

ELEIÇÕES 2024

Rose diz que resultado de pesquisa é resposta às "máquinas" que enfrenta

Em convenção realizada na manhã deste sábado (03), a candidata à prefeitura de Campo Grande pelo União Brasil também falou pela primeira vez após oficialização de Roberto Oshiro (UB) como seu vice

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Na manhã deste sábado (03), foi a vez do União Brasil, liderado pela candidata Rose Modesto e seu vice Roberto Oshiro, realizar a convenção municipal, a fim de oficializar candidatos a vereador e à prefeitura da capital, através do slogan "União por Campo Grande".

Na coletiva aberta à imprensa, Rose falou sobre os resultados recentes nas pesquisas, do qual revelam que ela lidera as intenções de voto com 34%, mais que o dobro dos segundos colocados, Beto Pereira (PSDB) e Adriane Lopes (PP). Ela disse que isso é um passo importante para mostrar sua posição diante do enfrentamento às duas máquinas eleitorais.

“Bom, primeiro dizer que acho que as pesquisas já falam por si, né? O eleitor, mais do que nunca, principalmente nesse momento que a cidade tá tão sofrida, ele vai, ele está muito atento e as pesquisas revelam isso, quer saber quem é de fato tá mais preparado, com mais condições, quem é que conhece mesmo a cidade”, afirma Rose.

Ao lado de Roberto Oshiro (UB), advogado confirmado como vice de Rose, ela também comentou as principais valências do seu parceiro nesta eleição, o que ajudou a escolhê-lo para compor essa chapa.

“Hoje ele está aqui como uma indicação de muitas associações, de sindicatos, Grande parte dos empresários que estão filiados aí na associação comercial entende a importância de ter alguém ao nosso lado que realmente entenda o dia a dia de como está difícil em Campo Grande você manter um comércio aberto. O Oshiro está aqui com essa experiência toda para o nosso lado, a gente trabalha pelo social, trabalhar por uma educação que venha a trazer mais qualidade, mais oportunidades de inclusive valorização aos professores, ao administrativo.”, reforça a candidata do União Brasil.

Foi confirmado pelo partido o lançamento da candidatura de 30 vereadores, sendo nove mulheres e 21 homens. Rose afirmou que o objetivo é eleger seis desses para compor uma das 29 cadeiras do Plenário Municipal. São eles:

Fonte: União Brasil

Segunda-feira (05) é o prazo final para os partidos e coligações escolherem candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores. Posteriormente, as candidaturas devem ser formalizadas até dia 15 de agosto na Justiça Eleitoral e as propagandas eleitorais serão liberadas no dia 16 de agosto.

Trajetória - Rose Modesto

Rose começou como vereadora de Campo Grande, em 2008, quando se candidatou pela primeira vez e obteve 7.536 votos, o que a fez ser eleita. Em 2012, se candidatou à reeleição, ainda como vereadora, e foi a segunda parlamentar mais votada no Mato Grosso do Sul, com 10.813 votos.

Já em 2014, foi eleita vice-governadora, além de atuar como secretária estadual de Assistência Social. Em 2018, Rose entrou na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados e foi eleita com 120.901 votos, sendo a parlamentar mais votada no Mato Grosso do Sul.

Também nas últimas eleições, Rose foi candidata ao Governo do Estado e teve 178.599 votos, sendo 68.620 deles somente em na capital.Em 2022, Rose foi a primeira mulher a assumir o comando da Sudeco (Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste).

Trajetória - Roberto Oshiro

O candidato a vice-prefeito pelo União Brasil é formado em direito na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), com pós-graduação em Direito Tributário, feita no Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (Ibet), em São Paulo.

Também é especialista em Direito Imobiliário, Empresarial, Planejamento Tributário, Sucessório, Societário e Proteção Patrimonial.

Como empresário, atuou na estruturação de holdings empresariais e imobiliárias de Grupos Econômicos Familiares, Mediação, Conciliação e Arbitragem e Assessoria Legislativa e Parlamentar e Relações Governamentais.

Oshiro também tem experiência como consultor empresarial, especializado em Gestão Empresarial e em Projetos de Financiamento e Captação de Recursos, e em Planejamento Estratégico, Estudos de Viabilidade Econômica, Estruturação de Negócios (Empresariais e Imobiliários), Projetos de Financiamento do FCO e BNDES.

Há quase vinte anos, é membro titular julgador da Junta de Recursos Fiscais, tribunal que julga em segunda e última instância de todos os processos administrativos tributários de Campo Grande.

*Colaborou Alanis Netto e Daniel Pedra

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CASO MASTER

Quem supervisiona banco e tem dever de olhar o que está acontecendo é o BC, diz Haddad

O ex-ministro também disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à PGR

06/06/2026 17h00

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) Divulgação

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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que já tinha conhecimento desde o segundo semestre de 2024 sobre as irregularidades no Banco Master e que levou os fatos à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas reforçou que é papel do Banco Central (BC) supervisionar o sistema financeiro.

"Àquela altura, eu já tinha, pelo Tesouro Nacional, pela Febraban (Federação Brasileira das Associações de Bancos), a radiografia da fraude bancária que estava em curso no País. Lembrando que o Ministério da Fazenda não supervisiona banco. Quem supervisiona banco é o Banco Central. Quem tem o dever de olhar o que está acontecendo com o banco é o Banco Central. E a gestão do presidente indicado pelo Bolsonaro (Roberto Campos Neto) foi alertada inúmeras vezes", afirmou Haddad, em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicada neste sábado, 6.

Haddad disse que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, também já sabia da fraude bancária quando assumiu o cargo, em janeiro de 2025. "Já tinha sido aberto, no último mês da gestão do Roberto Campos, uma espécie de processo administrativo contra o Banco Master", afirmou.

"No segundo semestre, ou mais particularmente no último trimestre de 2024, é que a coisa eclodiu com muita força. E aí, tudo o que foi feito foi levar o que estava acontecendo ao conhecimento do Procurador-Geral da República e da Polícia Federal, até que o cara (Daniel Vorcaro, dono do Master) terminou preso".

O ex-ministro da Fazenda afirmou ainda que foi procurado diversas vezes por terceiros para receber Daniel Vorcaro, mas garantiu que nunca se reuniu com o banqueiro. "Nunca recebi o Vorcaro, nunca recebi ninguém do Banco Master", disse.

Haddad também disse que a classificação, pelos EUA, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas "é muitas vezes usada como cortina de fumaça para espantar o negócio do Banco Master".

Resolução

Fachin cria grupo de trabalho para rever 'penduricalhos' de juízes

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados

06/06/2026 13h30

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, publicou uma portaria, nesta sexta-feira (5)  que cria um grupo de trabalho para discutir a remuneração dos magistrados brasileiros

A medida vem na esteira de iniciativas de Fachin para tentar enfrentar o tema dos "penduricalhos" dos salários de juízes. Esses extras permitem remuneração muito acima do teto constitucional e são fontes de críticas ao Poder Judiciário. Um levantamento do CNJ identificou a existência de mais de 500 registros de "penduricalhos", pagos com nomes distintos.

O objetivo do grupo de trabalho será "realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional".

Com isso, Fachin pretende "superar os obstáculos para a construção de um sistema remuneratório que atenda aos princípios republicanos de relevo para a questão" e apresentar uma "solução de longo prazo que gere uma disciplina remuneratória consentânea com os princípios constitucionais".

Pelos próximos seis meses, a comissão deverá analisar propostas voltadas à uniformização, padronização, transparência e previsibilidade das parcelas remuneratórias do Judiciário.

Na justificativa apresentada para a criação do grupo, Fachin destacou que o atual sistema de pagamentos, criado em 1998, tem problemas que vão da ausência de revisão anual até a falta de uniformidade nos diferentes tribunais.

Segundo ele, isso gerou um "cenário de desigualdades, insegurança jurídica, falta de publicidade e, o mais grave, utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade"

O alvo são mecanismos utilizados por tribunais para ampliar remunerações acima do teto constitucional, prática que ganhou destaque em Mato Grosso do Sul após magistrados receberem salários superiores a R$ 200 mil em abril.

"Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias objetivando superar a defasagem do teto remuneratório. Na esteira da má solução, o reconhecimento de passivos funcionais nem sempre devidamente amparados na adequada interpretação das normas previstas no ordenamento jurídico", escreveu o ministro.

Na última sessão do CNJ, em maio, o plenário aprovou proposta de Fachin que implementa um contracheque único para magistrados e magistradas de todos os tribunais do País.

O texto obriga os tribunais a adotarem uma nomenclatura padronizada para todas as rubricas remuneratórias e cria a Tabela Remuneratória Unificada (TRU).

O grupo de trabalho terá um comitê executivo composto pelos seguintes membros, definidos por Fachin:

- Francisco José Rodrigues de Oliveira Neto, Desembargador Auxiliar da Presidência do CNJ, coordenador

- Paula Fernanda de Souza Vasconcelos Navarro, Juíza Auxiliar da Presidência do CNJ, secretária;

- Clara da Mota Santos Pimenta Alves, secretária-geral do CNJ;

- Paulo Marcos de Farias, Secretário de Estratégia e Projetos do CNJ;

- Lizandro Garcia Gomes Filho, Juiz Auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça.

- Terá ainda representantes do Conselho Nacional do Ministério Público, da Defensoria Pública da União, do Conselho Superior da Defensoria Pública dos Estados, da Advocacia Pública da União, do Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, da Câmara dos Deputados, do Senado, do Executivo e do Tribunal de Contas da União (TCU).

Com informações de Estadão Conteúdo 

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