Política

CAMPO GRANDE

Rose Modesto sonda Verruck e Puccinelli Jr. para serem vice

Mandatária da Sudeco e pré-candidata a prefeita mira nomes do PSD e MDB para compor sua chapa

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A chefe da Superintendência para o Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Sudeco) Rose Modesto (União Brasil), que é uma das pré-candidatas à prefeitura de Campo Grande, já faz contatos para escolher o vice em sua chapa. 

Entre os nomes sondados pelo grupo de Rose estão o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (PSD) e também o advogado e professor de Direito, André Puccinelli Jr. (MDB), filho do ex-governador André Puccinelli. 

A tarefa não será fácil, pois estes dois partidos tem, pelo menos em público, tomado rumos distintos ao da pré-candidatura de Rose. Um cacique político de Mato Grosso do Sul, entretanto, disse ao Correio do Estado que já existe uma sondagem neste sentido. 

Quanto a Jaime Verruck, o nome foi discutido com lideranças do PSD, por meio de cúpula. Embora o partido esteja dentro da aliança do pré-candidato Beto Pereira (PSDB), o posicionamento de Rose Modestos nas pesquisas, sempre com mais de dois dígitos, e até mesmo na liderança da preferência do eleitor quando o ex-prefeito André Puccinelli (MDB) não aparece nelas, é o trunfo dos candidatura de Rose. O assédio tem sido forte nos políticos do PSD. 

Em se tratando de André Puccinelli Jr., embora o pai dele apareça liderando as principais pesquisas publicadas até agora - em preferência, mas também em rejeição - o convite seria para “agradar” o ex-governador e ex-prefeito, e tirá-lo das negociações com o PSDB.

Apesar de ser pré-candidato, Puccinelli depende de financiamento para concorrer, e também mantém conversas com o PSDB de Beto Pereira. 

As lideranças que têm apoiado o nome de Rose Modesto para a prefeitura de Campo Grande acreditam que, ou o nome de Jaime Verruck, ou o sobrenome Puccinelli, na chapa dela para a prefeitura, a tornaria uma candidata mais forte ainda para o pleito de outubro próximo. 

O principal argumento dos que defendem a candidatura de Rose Modesto para convencer estes dois possíveis vice em sua chapa são as chances reais de vitória da ex-deputada federal e superintendente da Sudeco, segundo números demonstrados em pesquisas recentes, como a do Instituto Paraná Pesquisas, mas também em levantamentos internos realizados por todos os partidos. 

Disputa por partidos

Para viabilizar sua candidatura, Rose espera uma liberação de pelo menos todo o teto de gasto que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) estabelecerá para Campo Grande por seu partido e partidos da coalizão.

Com a vinda de partidos com bons fundos partidários, como PSD e MDB, aumenta a chance de Rose ter mais recursos para enfrentar candidatos que terão estrutura de máquinas administrativas como a prefeita da Capital Adriane Lopes (PP), que deve disputar a reeleição, e Beto Pereira (PSDB), que representa o grupo político que ocupa o governo de Mato Grosso do Sul. 

O PSD, por sua vez, também é cobiçado para fornecer o vice tanto para Beto Pereira quanto para Adriane Lopes. No entorno de Adriane Lopes, já há quem fale em convite similar feito a Jaime Verruck.

Já no entorno de Beto Pereira, a diretora da Fundação Juliano Varela, Malu Fernandes, é um dos nomes cotados. 

1ª Semana de junho

A superintendente da Sudeco, Rose Modesto, deverá se afastar do cargo que ocupa na primeira semana de junho, caso queira concorrer à prefeitura de Campo Grande. 

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ELEIÇÕES 2026

Renan Santos cumpre agenda no Estado durante giro pelo Centro-Oeste

Pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão passará por Campo Grande e outros cinco municípios entre os dias 24 e 26 de julho

14/07/2026 15h58

Fundador do MBL e presidente nacional do Partido Missão, Renan Santos cumprirá agenda em seis municípios de Mato Grosso do Sul

Fundador do MBL e presidente nacional do Partido Missão, Renan Santos cumprirá agenda em seis municípios de Mato Grosso do Sul Divulgação

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O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Missão, Renan Santos, cumprirá uma série de compromissos em Mato Grosso do Sul nos dias 24, 25 e 26 de julho, como parte de uma extensa agenda pelo Centro-Oeste. O roteiro inclui visitas a Campo Grande, Corguinho, Miranda, Bonito, Antônio João e Ponta Porã.

A passagem pelo Estado integra uma caravana que percorrerá, entre os dias 19 e 26 de julho, o Distrito Federal e os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, passando por capitais e municípios do interior.

Em Mato Grosso do Sul, a programação começa na sexta-feira (24), quando Renan Santos terá compromissos exclusivamente em Campo Grande. No sábado (25), a agenda será ampliada com visitas a Corguinho, Miranda, Bonito, Antônio João e Ponta Porã, município onde o pré-candidato encerrará sua passagem pelo Estado no domingo (26).

Fundador e coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente nacional do Partido Missão, Renan Santos busca fortalecer a presença da legenda nos estados e ampliar o diálogo com integrantes do partido durante a pré-campanha eleitoral.

Segundo a organização da agenda, o objetivo da viagem é consolidar a estrutura partidária na região, promover encontros com apoiadores e lideranças políticas e apresentar as principais propostas defendidas pelo Partido Missão para as eleições presidenciais deste ano.

Renan Santos é apontado pelo partido como um dos nomes que disputam a Presidência da República e tem sua trajetória associada ao MBL, movimento que ganhou projeção nacional por defender reformas econômicas, combate à corrupção, renovação política e maior transparência na gestão pública.

Nas redes sociais, o pré-candidato reúne cerca de 1,9 milhão de seguidores no Instagram e quase 200 mil inscritos em seu canal no YouTube. O MBL e o Partido Missão também mantêm forte presença digital, com centenas de milhares de seguidores e inscritos em suas plataformas oficiais.

A agenda pelo Centro-Oeste terá início no dia 19 de julho, em Brasília, passando posteriormente por cidades de Goiás e Mato Grosso, antes de chegar a Mato Grosso do Sul, onde será concluída em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

Deputados aprovam LDO de R$ 27,9 bilhões com uma emenda em 2ª votação

A partir de agora, a matéria vai para redação final

14/07/2026 15h15

Sessão plenária de 14 de julho . FOTO: LUCIANA NASSAR

Sessão plenária de 14 de julho . FOTO: LUCIANA NASSAR

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Deputados estaduais de Mato Grosso do Sul aprovaram, em segunda votação, a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO 2027) - Projeto de Lei 77/2026, durante a sessão plenária, realizada nesta terça-feira (14), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).

A proposta está estimada em R$ 27,9 bilhões para o próximo exercício financeiro – 2027 e define as metas, prioridades e regras que orientarão a aplicação dos recursos públicos estaduais.

Desse total, as receitas primárias são estimadas em R$ 24,492 bilhões. As despesas primárias correntes deverão alcançar R$ 19,860 bilhões, sendo que R$ 10,226 bilhões serão destinados ao pagamento de pessoal e encargos sociais.

A LDO, encaminhada pelo Poder Executivo, passou pela segunda discussão e sofreu uma emenda. A partir de agora, a matéria vai para redação final.

A emenda incorporada estabelece que os percentuais do duodécimo destinados aos Poderes e órgãos autônomos serão definidos pela Lei Orçamentária Anual (LOA).

Art. 1º O §3º do art. 12 do Projeto de Lei n. 077/2026, passa a vigorar com a seguinte redação, suprimidos os seus incisos I a V:

"§3º Na elaboração de suas propostas, os Poderes e as instituições de que trata o caput deste artigo terão como limite de suas despesas de pessoal o estabelecido nos arts. 19 e 20 da Lei Complementar Federal nº 101, de 2000, bem como o total orçamentário de que trata o art. 168 da Constituição Federal de 1988. Os repasses dos duodécimos destinados aos Poderes e às instituições de que trata o caput deste artigo serão aqueles estabelecidos na LOA".

A presente emenda substitutiva tem por finalidade aperfeiçoar o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias, a fim de assegurar que a Lei Orçamentária Anual seja elaborada com observância ao regular processo de consolidação, apreciação e deliberação das propostas orçamentárias dos Poderes e dos órgãos constitucionalmente autônomos, preservando-se a função própria da LDO como instrumento de orientação da elaboração orçamentária, sem substituir a etapa específica de definição dos montantes na Lei Orçamentária Anual.

Veja como cada deputado votou:

Sessão plenária de 14 de julho . FOTO: LUCIANA NASSAR

LDO

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é o instrumento que estabelece as metas, prioridades e regras para a elaboração do orçamento público do ano seguinte.

Ela funciona como uma ponte entre o Plano Plurianual (PPA), que define os objetivos do governo para um período de quatro anos, e a Lei Orçamentária Anual (LOA), que detalha quanto será destinado a cada área da administração pública.

Na prática, a LDO orienta a distribuição dos recursos, fixa metas fiscais e estabelece critérios para o controle dos gastos públicos.

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