Política

em fevereiro

Senado analisa quatro vetos em 1ª sessão

Senado analisa quatro vetos em 1ª sessão

Agência Senado

09/01/2014 - 15h00
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Quatro vetos presidenciais devem ser analisados na primeira sessão do Congresso Nacional de 2014, prevista para 18 de fevereiro. O mais polêmico é o que resultou na rejeição integral de projeto que facilitava a criação de municípios. Também devem ser analisados os vetos sobre o repasse de recursos públicos às universidades comunitárias; o que normatiza a travessia de pedestres próximos às escolas; e o que regula a condução de veículos de emergência.

Novos municípios
A presidente Dilma Rousseff vetou totalmente o substitutivo da Câmara dos Deputados ao projeto de lei do Senado (PLS) 98/2012 – Complementar, que estipulava novas regras para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios. Em tese, a proposta, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) possibilitaria a criação de aproximadamente 400 novas cidades no país.

Segundo a União Brasileira em Defesa da Criação dos Novos Municípios (UBDCNM), seriam criados mais municípios principalmente nos estados do Maranhão, Bahia, Ceará e Pará. No Ceará, 26 distritos têm condições de pedir a emancipação dos municípios de que fazem parte. É o caso de Jurema (Caucaia), Guanacés (Cascavel) e Pajuçara (Maracanaú), localizados próximos à capital, Fortaleza, e que reivindicam autonomia.

Para Dilma, o projeto contraria o interesse público porque “o crescimento de despesas não será acompanhado por receitas equivalentes, o que impactará negativamente a sustentabilidade fiscal e a estabilidade macroeconômica”.

De acordo com Mozarildo, foi feita uma leitura equivocada do projeto, ao supor-se que o resultado será aumento de gastos públicos. O senador afirmou que, caso a lei que propôs estivesse em vigor há dez anos, 2,8 mil municípios não teriam sido criados. Ele lembrou que, pela primeira vez, é exigido um estudo de viabilidade tanto do município a ser criado quanto do que será desmembrado.

O substitutivo da Câmara condiciona a criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios à realização de Estudo de Viabilidade Municipal (EVM) e de plebiscito junto às populações dos municípios envolvidos. Com a nova lei, as assembleias legislativas do país voltam a examinar a criação de novos municípios, o que não ocorria há 17 anos.

De acordo com a proposta, para a criação ou desmembramento de municípios, um requerimento assinado por 20% dos eleitores moradores da área deve ser avaliado na assembleia legislativa do estado. Já para os casos de fusão ou incorporação, o pedido de criação deverá ser assinado por 10% dos eleitores residentes em cada uma das cidades envolvidas.

Outro requisito é o mínimo populacional de 50% da média de habitantes nas regiões Norte e Centro-Oeste; de 70% da média na região Nordeste; e o mínimo de 100% da média populacional nas regiões Sul e Sudeste.

Também é exigida a existência de um núcleo urbano já constituído, com infraestrutura, edificações e equipamentos “compatíveis com a condição de município”. O distrito deve ter ainda receitas de arrecadação própria.

Universidades comunitárias
A lei que autoriza as universidades comunitárias a receberem recursos públicos diretos para suas atividades em parceria com os governos federal, estadual e municipal, mediante a gratuidade de ensino para a população, foi vetada parcialmente pela presidente da República.

De acordo com o projeto da deputada federal Maria do Carmo (PT-MG), as Instituições Comunitárias de Educação Superior (Ices) deverão ofertar serviços gratuitos à população proporcionais aos recursos obtidos do Poder Público e, ainda, organizar programas permanentes de extensão e ação comunitária voltados à formação e ao desenvolvimento dos alunos e da sociedade (PLC 1/2013).

Entre as razões do veto, Dilma Rousseff afirma que o dispositivo impõe entraves à criação de novas instituições superiores públicas, podendo prejudicar a expansão da rede pública federal, ao requerer análise da capacidade instalada da universidade comunitária em comparação à criação de nova instituição estatal.

Também foi vetada a garantia de vínculo das Ices ao sistema estadual de educação, porque o conceito do projeto de lei é bastante amplo, abrangendo inclusive instituições que devem estar vinculadas ao sistema federal de ensino, o texto confrontaria o disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Ainda segundo a presidente, a proposta contraria a própria lógica de repartição das receitas tributárias ao considerar que as instituições de ensino criadas por lei estadual ou municipal devem ser mantidas pelos respectivos entes federados independentemente da proporção de recursos provenientes destes. O poder Executivo se comprometeu a apresentar medida alternativa que apoie sua sustentabilidade financeira.

Trânsito
Outro veto integral a ser examinado em fevereiro é o do PLC 31/ 2012, do deputado federal Sandes Júnior (PP-GO), que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) para tornar obrigatória a pintura de faixas de pedestres no raio de um quilômetro em torno de escolas públicas e privadas situadas em área urbana.

Para o deputado, acidentes que vitimam alunos a caminho das escolas, ou na volta para casa, estão se tornando mais frequentes, exigindo, assim, uma adequada sinalização dos pontos de travessia nas vias públicas ao longo desses percursos.

Uma das emendas à proposta foi apresentada pelo senador Wellington Dias (PT-PI) e incluiu, ao lado da pintura de faixas, a previsão de construção de passarelas ou passagens subterrâneas para pedestres nos arredores das escolas.

Para a presidência da República, da forma ampla como foi redigida, a proposta não prevê “a consideração de critérios técnicos, nem das necessidades concretas para sua implementação”. Além disso, por um lado não leva em conta a vontade da população envolvida e, por outro, impõe gastos ao poder local, que não poderá decidir quanto à conveniência da alocação dos recursos do orçamento municipal destinados à sinalização do trânsito.

Veículos de emergência
Também deve ser analisado na próxima sessão do Congresso o veto total a projeto que regulamenta a atividade do motorista de veículos de emergência (PLC 105/2012). A Presidência alegou que a proposta estabelecia restrições excessivamente onerosas, sobretudo para pequenos municípios e empregadores, que tendem a contratar um único profissional para a condução deste tipo de veículo e para outras finalidades.

Segundo o projeto, do deputado federal Marco Ubiali (PSB-SP), a cada cinco anos, os motoristas receberiam treinamento especializado e reciclagem em cursos específicos de condução de veículos de emergência. Os cursos seriam custeados pelo empregador. O projeto também previa seguro para cobertura de riscos inerentes à atividade.

REFORMA ADMINISTRATIVA

Riedel inicia mudanças no secretariado e ex-titulares podem voltar ao 1º escalão

Viviane Luiza e Jaime Verruck são cotados para reassumir antigas pastas e Dr. Luiz Ovando tenta "cavar" vaga na Saúde

13/10/2026 07h45

Derrotados nas urnas, Viviane Luiza e Jaime Verruck podem voltar e Dr. Luiz Ovando quer vaga

Derrotados nas urnas, Viviane Luiza e Jaime Verruck podem voltar e Dr. Luiz Ovando quer vaga Foto: Montagem

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A reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) abriu uma nova fase de movimentações políticas em Mato Grosso do Sul, com antigos integrantes do primeiro escalão interessados em retornar à gestão e aliados buscando espaço na administração a partir de janeiro de 2027.

Apesar das articulações, Riedel já declarou que não pretende distribuir cargos apenas para atender a interesses partidários. Ele afirmou que a definição da equipe será precedida por uma avaliação da estrutura administrativa e das necessidades do segundo mandato.

No entanto, a primeira mudança já ocorreu na Comunicação, com a entrada de Frederico Felini no lugar de Frederico Fukagawa, mais conhecido como Tico. A nomeação de Felini foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 6 deste mês, dois dias depois da reeleição do governador, enquanto outras secretarias estratégicas entraram no radar das articulações de bastidores.

Conforme apuração do Correio do Estado, entre os nomes cotados para retornar está o da ex-secretária estadual da Cidadania, Viviane Luiza (PSDB), que deixou o comando da Pasta em abril para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

A reportagem obteve informação de que ela, que obteve 45.083 votos nas eleições do dia 4 de outubro, mas não conseguiu se eleger, pois os colegas de chapa deixaram a desejar na conquista de votos, é considerada um ativo importante para a gestão estadual e há movimentações para que reassuma a Secretaria Estadual de Cidadania (SEC), atualmente comandada por José Francisco Nogueira.

Outro que também pretende voltar é o ex-titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck (Republicanos), que também saiu para concorrer a deputado federal, mas não obteve sucesso, mesmo tendo conseguido nas urnas 49.585 votos.

O nome dele é praticamente certo para retornar à Semadesc, que atualmente é dirigida por Artur Falcette.
Já na Secretaria Estadual de Saúde (SES), o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), que não conseguiu renovar o mandato, está tentando “cavar” uma vaga na Pasta, chegando a divulgar release se oferecendo para o cargo e dizendo que, por ser médico de formação e do mesmo partido do governador, seria a melhor escolha para substituir Maurício Simões Corrêa, que já demonstrou interesse em não continuar.

Mais uma secretaria que entrou nas articulações políticas é a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), pois, nos bastidores, há um movimento para que um coronel da Polícia Militar assuma o comando em substituição ao atual titular Antonio Carlos Videira, que também já revelou que não pretende continuar.

MSGÁS

A reorganização administrativa também poderá atingir o comando da Companhia de Gás de Mato Grosso do Sul (MSGás), atualmente presidida pela economista Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, nomeada em 2024.

Nos bastidores políticos, há avaliações de que a permanência da dirigente poderá ser revista diante dos desgastes e questionamentos que marcaram episódios de sua gestão, considerados fontes de dores de cabeça para o governador.

Entre as situações que provocaram repercussão estão os questionamentos públicos sobre despesas com viagens e a transparência das informações da estatal. 

Outro episódio foi a participação dela na campanha presidencial de Ronaldo Caiado (PSD), para a qual foi anunciado o seu afastamento temporário da presidência da companhia em agosto deste ano.

* Saiba 

O governador reeleito Eduardo Riedel já criou um grupo de trabalho responsável por discutir o planejamento estratégico da administração de 2027 a 2030 sob a coordenação do vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha, com prazo final até o início de dezembro deste ano.

pesquisa

Flávio tem 48% e Lula 45%, em empate técnico, aponta BTG/Nexus

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%

13/10/2026 06h56

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%,

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O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, tem 48% das intenções de voto e o presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, tem 45%, segundo a primeira pesquisa BTG/Nexus deste segundo turno, divulgada nesta terça-feira, 13. Os candidatos estão tecnicamente empatados, considerada a margem de erro de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

No resultado oficial do primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na BTG/Nexus divulgada nesta terça, os que dizem que não irão votar em nenhum dos dois candidatos, ou votarão branco/nulo somam 5%. Os que não sabem ou não responderam são 2%.

Considerados apenas os votos válidos, com exclusão dessas respostas, Flávio registra 52% e Lula, 48%.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Flávio tem 46% e Lula, 44%, também em empate técnico. Nenhum, branco e nulo somam 5%, e 4% não sabem ou não responderam.

A Nexus entrevistou 2.002 eleitores por telefone, entre 10 e 12 de outubro, a pedido do banco BTG Pactual. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-07997/2026.

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