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Senadores aprovam Estado contratar empréstimo bilionário com o Bird

Articulado pelo senador Nelsinho Trad, o relatório que garantiu os recursos foi apresentado pela senadora Tereza Cristina

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Por aclamação, o Senado aprovou, na tarde de ontem, a autorização para o governo estadual fazer um financiamento de US$ 200 milhões – cerca de R$ 1,2 bilhão – com o Banco Mundial (Bird). 

O recurso, mais US$ 50 milhões (R$ 250 milhões) de contrapartida estadual, vai ser usado para recuperar 730 quilômetros de rodovias e manter por 10 anos essas estradas em boas condições.

O texto só foi apreciado ontem porque na noite de terça-feira o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou que incluiria a matéria na pauta em razão de sua urgência em ser votada – precisava ser aprovada até o dia 20 – e atendendo ao pedido do governador Eduardo Riedel (PP) e do senador Nelsinho Trad (PSD).

Responsável por destravar a análise do Senado, o senador Nelsinho Trad disse que o crédito estava em risco por prazo, pois tinha data limite até o dia 20.

“Por isso, nós agimos. Quero agradecer a sensibilidade do presidente do Senado, que entendeu a urgência e permitiu que a matéria viesse direto ao plenário. Foi uma decisão correta, que garantiu ao Mato Grosso do Sul não perder esse financiamento”, argumentou.

Ele também disse que é importante reconhecer o trabalho técnico do governo estadual, que entregou um projeto pronto, ajustado dentro das normas e com qualidade. “Isso fez diferença, pois o governador Eduardo Riedel e sua equipe tiveram iniciativa e visão ao estruturar esse programa. E nós, aqui no Senado, fizemos a articulação necessária para transformar isso em resultado”, assegurou.

Nelsinho disse que não é discurso. “É estrada melhor, mais segurança, menos acidente e mais desenvolvimento, especialmente no Vale do Ivinhema. Estamos falando de logística, de competitividade e de dar condição para quem produz e trabalha no Estado. É assim que a gente atua: resolve problemas, cumpre prazo e entrega resultado para Mato Grosso do Sul”, falou.

RELATORIA

Como relatora do pedido, a senadora Tereza Cristina (PP) destacou a importância da aprovação, pelo Senado, da operação de crédito internacional que permitirá a Mato Grosso do Sul investir na recuperação e modernização da malha rodoviária estadual. 

“É com muita satisfação que apresento parecer favorável à autorização para que o meu Estado, Mato Grosso do Sul, contrate operação de crédito externo, garantida pela União, com o Banco Mundial”, disse a relatora, em plenário.

Ela explicou que a primeira coisa que desejava destacar é que a análise desse financiamento só chegou ontem ao Senado porque o governo do Mato Grosso do Sul demonstrou capacidade de pagamento e de honrar seus compromissos financeiros, o que é resultado direto da responsabilidade do governo de Riedel com a gestão das contas públicas.

“O mesmo devo dizer em relação ao fato de o governo federal ser avalista deste empréstimo externo. Apenas estados ou municípios com equilíbrio fiscal têm acesso a este tipo de crédito. O aval da União, já concedido, foi obtido porque Mato Grosso do Sul é um pagador confiável, com suas finanças em ordem”, frisou.

Tereza Cristina completou que a autorização representa um reconhecimento à responsabilidade fiscal do Estado, além de viabilizar investimentos estratégicos em infraestrutura e resiliência climática. 

De acordo com ela, a concessão do aval da União só foi possível em razão do equilíbrio fiscal de Mato Grosso do Sul e à sua credibilidade como bom pagador. 

A autorização para contratação do empréstimo terá validade de até 540 dias, período em que o governo estadual deverá formalizar os trâmites necessários para viabilizar os investimentos.

SUCESSÃO NA ALEMS

Presidência da Assembleia abre disputa entre deputados do PL

Reinaldo Azambuja afirma que partido precisará do apoio de outras bancadas para conquistar o comando da Casa em 2027

06/10/2026 07h45

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems

Os deputados estaduais Coronel David, Paulo Corrêa e Zé Teixeira querem comandar a Alems Foto: Montagem

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O PL vai pleitear a presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), mas precisa primeiro definir um candidato de consenso entre os nove deputados estaduais eleitos pelo partido.
Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual da legenda, apontou três nomes para a disputa: os deputados estaduais reeleitos Zé Teixeira, Paulo Corrêa e Coronel David.

Segundo Azambuja, o tamanho da bancada credencia o partido a buscar o comando da Casa, mas exige articulação com outras legendas. A definição interna, afirmou, deve anteceder as negociações para reunir os votos necessários à eleição.

“Temos de construir um consenso interno para lá na frente chegar com apenas um nome. Depois vamos precisar agregar os votos de outros partidos, pois só nove deputados não elegem ninguém, precisamos de pelo menos 14 votos”, declarou.

O senador eleito ressaltou que a apresentação de mais de uma candidatura do PL pode comprometer as chances da sigla. Para ele, a bancada precisa chegar unida à negociação com os demais parlamentares.

“Quem tem três, não tem ninguém, se você começa dividido dentro de casa, não ganha nada. Primeiro precisamos ter consenso dentro do PL. Porém, acredito que ainda temos tempo para tratar da eleição para a presidência da Assembleia Legislativa”, afirmou.

BUSCA DE APOIO

Depois de escolher seu representante, o PL pretende buscar o apoio da base de Riedel. Azambuja destacou que o chefe do Executivo, o governador reeleito Eduardo Riedel (PP), tem uma bancada forte na Assembleia, o que torna esse diálogo decisivo para as pretensões do partido.

O PP contará com os deputados reeleitos Gerson Claro e Londres Machado, além do ex-prefeito de Ponta Porã, Hélio Peluffo. Pelo PSDB, foram reeleitos Pedro Caravina e Paulo Duarte, enquanto o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, conquistou outra cadeira.

A composição mencionada por Azambuja inclui ainda o deputado estadual Rinaldo Modesto, reeleito pelo União Brasil, e os deputados estaduais Pedrossian Neto e Renato Câmara, ambos reeleitos pelo

Republicanos. O ex-governador André Puccinelli, do MDB, e Lidio Lopes, do Avante, também foram citados entre os parlamentares com os quais será necessário construir entendimento.

Apesar de defender que o PL dispute o comando do Legislativo estadual, Azambuja afirmou que a prioridade neste momento é a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. As negociações sobre a Assembleia Legislativa, segundo ele, ficarão para uma etapa posterior.

“Primeiro, como presidente estadual do PL, é ajudar na eleição do Flávio como presidente do Brasil, depois vamos pensar no comando da Assembleia Legislativa, o mais importante agora é a eleição do Flávio no segundo turno, depois vamos discutir as outras eleições”, declarou.

CANDIDATOS

Entre os três nomes mencionados, Coronel David confirmou interesse em disputar o cargo, mas condicionou a candidatura à construção de um entendimento entre os integrantes da legenda.

“Tenho interesse, desde que haja um consenso dentro do partido”, declarou o deputado reeleito.
Paulo Corrêa também confirmou que é pré-candidato à presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou que trabalhará internamente para ser o escolhido da legenda, respeitando a orientação do presidente estadual do partido.

“Primeiro temos de obedecer à decisão do presidente do partido e, como o Reinaldo falou, o PL, com a maior bancada, é normal que reivindique a presidência da Assembleia Legislativa. Diante disso, posso dizer que, neste momento, sou pré-candidato ao cargo e vou trabalhar dentro da legenda para ser o escolhido e, se Deus quiser, conseguir ser o próximo presidente da Casa de Leis”, declarou.

Já Zé Teixeira defendeu que as conversas envolvam os 24 deputados estaduais, destacando que a bancada do PL, sozinha, não consegue eleger o presidente. Ao tratar do número de votos necessários, o parlamentar mencionou um mínimo de 13, enquanto Azambuja falou em reunir pelo menos 14.

“Para se eleger um presidente da Assembleia Legislativa precisa de no mínimo 13 votos. Não adianta conversar entre nove, pois nove não elegem um presidente”, afirmou Zé Teixeira.

O deputado também ressaltou o peso do governador reeleito Eduardo Riedel na definição do comando da Casa. Na avaliação dele, o apoio do chefe do Executivo é indispensável para viabilizar uma candidatura.

“Outra coisa é que essa eleição depende muito do governador Eduardo Riedel, sem o apoio dele não será possível”, declarou.

Zé Teixeira acrescentou que a disputa exige disposição para conquistar apoio entre todos os parlamentares, sem impor uma candidatura aos demais.

“Por isso, não discuto eleição para a presidência da Assembleia Legislativa com nove deputados estaduais, eu discuto com 24. Não existe você exigir ser candidato, você tem de colocar o nome à disposição e conquistar os votos necessários”, disse.

Ao comentar suas condições para participar dessa articulação, o parlamentar destacou a experiência na primeira-secretaria da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e afirmou compreender a proposta de Azambuja de construir uma indicação consensual do PL.

“Tenho a experiência de oito anos atuando como primeiro-secretário da Casa, período em que acredito ter realizado um excelente trabalho. Entendo perfeitamente a ideia defendida pelo senador Reinaldo Azambuja, considerando que o PL tem a maior bancada eleita”, afirmou.

Ele também se colocou à disposição para construir os apoios necessários, tanto dentro da legenda quanto entre os demais integrantes da Casa.

“Acho que o primeiro passo é conversarmos para chegar a um consenso da bancada dentro de Casa de Leis. Depois, o desafio é buscar o apoio dos demais deputados, pois sei que ninguém é escolhido presidente ou primeiro-secretário sozinho. Da minha parte, estou pronto para construir esses apoios”, declarou.

em cima do muro

Renan Santos nega ter sido procurado para fazer alianças

Ele afirmou que evitará conversas e seguirá com outras prioridades, como a estruturação do Missão e questões internas do Movimento Brasil Livre (MBL)

06/10/2026 06h47

No 1º turno, Renan conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24% dos válidos

No 1º turno, Renan conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24% dos válidos

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Em entrevista ao SBT News na segunda-feira, 5, Renan Santos (Missão) afirmou que não foi contatado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) depois do primeiro turno, realizado no domingo, 4. Ele declarou que o Centrão também não entrou em contato.

Renan afirmou que evitará conversas e seguirá com outras prioridades, como a estruturação do Missão, questões internas do Movimento Brasil Livre (MBL) e o lançamento de um novo álbum de sua banda de rock, Limão Rosa. O deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, é integrante da banda.

O ex-presidenciável também comentou sobre Flávio Bolsonaro (PL) e a direita brasileira. Em sua fala reconheceu a força do bolsonarismo. "Não existe direita sem Bolsonaro", declarou.

Além disso, afirmou que não fará oposição a integrantes do movimento que optarem por seguir Flávio Bolsonaro.

No primeiro turno das eleições, Renan Santos, então candidato à Presidência, conquistou 2,6 milhões de votos, um valor que representa 2,24%.

Seu partido conseguiu reeleger Kim Kataguiri como deputado federal e eleger Rafa Minato como estadual por São Paulo.
 

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