Política

No apgar das luzes

Sessão relâmpago da Câmara livra prefeita da Capital de improbidade

As emendas impositivas teriam de ser pagas no exercício de 2023, mas agora poderão ser executadas no exercício de 2024

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A sessão extraordinária realizada no fim da tarde desta sexta-feira pela Câmara Municipal de Campo Grande teve como motivo principal a aprovação do Projeto de Lei nº 11.223/23, que altera o anexo das emendas parlamentares impositivas da Lei Municipal nº 6.981, de 29 de dezembro de 2022, que “estima a receita e fixa a despesa do município de Campo Grande para o exercício financeiro de 2023 e dá outras providências”.

Segundo o presidente da Casa de Leis, vereador Carlos Augusto Borges (PSB), o Carlão, a não aprovação dessa alteração poderia fazer com que a prefeita Adriane Lopes (PP) incorresse no crime de improbidade administrativa.

Isso porque as referidas emendas impositivas foram aprovadas em 2022 na Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2023 e, portanto, teriam de ser pagas neste ano, mas, como não foram quitadas, a prefeita poderia, a partir de 1º de janeiro de 2024, ser denunciada por improbidade administrativa.

No entanto, para evitar essa complicação para Adriane Lopes, os vereadores aprovaram uma adequação à LOA para o exercício de 2023, visando ao cumprimento das emendas parlamentares de caráter impositivo no exercício de 2024, conforme acordado entre os parlamentares e a chefe do Executivo municipal.

“Esse projeto exigia que fosse votado ainda neste ano, pois a prefeita tinha de executar as emendas impositivas em 2023, mas algumas não foram cumpridas. Então, ela poderia incorrer em algum crime, podendo até ter problemas na Justiça”, alertou.

Carlão ressaltou ainda que as emendas impositivas têm de ser executadas pelo Executivo dentro do ano vigente do Orçamento, sob várias penas, inclusive a abertura de processos e pedidos de afastamento da prefeita.

“Para não cometer esse deslize, esse erro, fomos convocados para fazer essa votação extraordinária e aprovamos a prorrogação para que a prefeita possa executar essas emendas até 23 de junho do ano que vem”, reforçou Carlão, informando que o projeto foi aprovado por 27 votos a favor e 1 contra – do vereador Professor André Luis (Rede).

O vereador Tabosa (PDT) lembrou que a prefeita deveria ter executado as emendas impositivas neste ano, mas, como não o fez, terá até junho de 2024 para não incorrer em crime de improbidade administrativa. 
“Se ela não cumprir até essa data, vamos pedir a cassação do mandato dela”, ameaçou, completando que a maioria das emendas impositivas trata de praças e reformas.

Já a vereadora Luiza Ribeiro (PT) revelou que os parlamentares estavam tratando da questão da realização de uma sessão extraordinária desde quando começou o recesso, há cerca de 10 dias.

“Porque a emenda impositiva é uma novidade na nossa lei, não existia no nosso Orçamento, passando a existir a partir de 2022. Se ela não cumprisse no exercício seguinte, que era 2023, poderia sofrer penalidades. É entendimento de todos que, no ato de não pagar neste ano, ela cometeu improbidade administrativa, então, por isso a urgência de votar essa prorrogação”, detalhou.

OUTROS PROJETOS


Outros seis projetos também foram aprovados pelos vereadores, como o Projeto de Lei nº 11.184/23, de autoria do Executivo municipal, que dispõe sobre o sistema de compartilhamento de bicicletas em vias e logradouros públicos.
 
A proposta prevê um mecanismo de autoatendimento para a disponibilização de bicicletas compartilhadas pelos usuários, com pontos de retirada e devolução distribuídos pela cidade.

Outro aprovado foi o Projeto de Lei Complementar nº 898/23, também de autoria do Executivo, que altera e acrescenta dispositivos à Lei Complementar nº 421/21. O texto, também de autoria do Executivo, trata das Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIs), áreas destinadas ao cumprimento de políticas habitacionais e de regularização fundiária do município.

O Projeto de Lei Complementar nº 914/23, que inclui e altera dispositivos na Lei Municipal nº 1.466/73, que trata do Código Tributário Municipal (CTM), foi aprovado.

Também foram aprovados outros cinco projetos, todos do Executivo, visando incentivos a empresas no âmbito do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes).
O Projeto de Lei nº 11.227/23, autoriza a concessão de incentivos à empresa JBS S.A., enquanto o Projeto de Lei nº 11.229/23 autoriza a doação de imóvel público, com encargos, à empresa Ponzan Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. 

Já o Projeto de Lei nº 11.230/23 autoriza a transferência de titularidade de imóvel para a Parisi & Cia Ltda., e o Projeto de Lei nº 11.234/23 autoriza a adesão da empresa Brasil Telecom Call Center S.A. ao Plano de Repactuação do Prodes.

Por fim, o Projeto de Lei nº 11.231/23 autoriza a doação de imóvel público, com encargos, à empresa Vanessa Locatelli Mendes Eireli.

SAIBA

No fim de cada ano, os Poderes do município discutem a LOA, ou seja, como serão destinados os recursos do ano seguinte. Um dos principais quesitos do Orçamento são as emendas impositivas, que são um instrumento que os vereadores têm para destinar recursos para realização de obras e projetos ou para instituições na elaboração da Lei Orçamentária. Como as emendas impositivas integram a LOA, cabe à prefeitura executá-las.

eleições 2026

Flávio Bolsonaro não vem a MS e Riedel afirma que não haverá impacto na campanha

Governador disse que é normal o candidato a presidência não visitar todos os estados, assim como ele, que concorre a reeleição ao governo, não irá aos 79 municípios

24/08/2026 18h34

Senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda em Campo Grande

Senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda em Campo Grande Foto: Paulo Ribas

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O governador de Mato Grosso do Sul e candidato a reeleição, Eduardo Riedel (PP), minimizou o fato do senador e candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) não vir a Mato Grosso do Sul durante a campanha eleitoral, afirmando que a não visita não terá impacto na campanha da direita no Estado.

A informação de que Flávio não deve vir ao Estado no período de campanha foi repassada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do presidenciável, e que cumpre uma série de agendas em Campo Grande nesta segunda-feira (24).

Riedel disse que apesar de Flávio não vir, a esposa dele, Fernanda Bolsonaro, deve vir "em algum momento". O governador ressaltou que o apoio permanece.

"Nós somos o Flávio aqui em Mato Grosso do Sul, está aqui o coordenador-geral da campanha, a gente tem que se somar agora. O Brasil é muito grande, a campanha é muito curta. Eu não vou conseguir ir nos 79 municípios, vou em diversos, mas tenho certeza que terá algum Eduardo Riedel me representando, como aqui está o Flávio Bolsonaro representado, então nenhum impacto", disse o governador.

Riedel disse ainda que a majoritária está bem consolidada, fruto de um arranjo politico-partidário que envolve PP, PL, MDB, Republicanos, PSD, PSDB, e que a centro-direita se uniu.

Ela ressalta, no entanto, que alguns políticos dos partidos citados tem posição diferente e acabaram manifestando apoio a candidatos de outra vertente política, como é o caso de cerca de 40 prefeitos bolsonaristas que declararam apoiar o petista Vander Loubet (PT) ao Senado.

"Um ou outro que tem uma posição diferente para um voto específico, é natural que se manifeste, mas eu não acredito que haja um impacto nessa composição", avaliou Riedel.

Marinho discursa em evento

Em encontro com políticos e apoiadores, no comitê do PL em Campo Grande, Rogério Marinho discursou e teceu elogios a senadora Tereza Cristina (PP), afrimando que ela é uma liderança importante não só no setor do agro, mas em todo o Brasil, pelo trabalho que exerce e capacidade de "construir consensos".

Ele também elogiou os demais candidatos ao Senado pela aliança, Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, afirmando estar "falando para convertidos", se referindo ao fato de que o público era composrto de pessoas da centro-direita.

A nível nacional, Marinho teceu críticas ao PT e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e alegou que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro teria sido boicotado pelo Judiciário.

Por fim, ele disse que não há terceira via no Brasil e defende a eleição de Flávio como forma de tirar o PT do governo. 

Marinho disse ainda que, caso seja eleito, a primeira medida de Flávio será entregar um projeto de lei que proíbe a reeleição presidencial.

"Flávio vai pensar nas próximas gerações, porque ele não está preocupado em se reeleger, ele está preocupado em deixar um legado, ele tá preocupado em honrar o legado de Jair Messias Bolsonaro", concluiu Marinho.

 Senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, cumpriu agenda em Campo GrandeRiedel, Azambuja e demais políticos da centro-direita participaram de reunião com o senador Rogério Marinho (Foto: Paulo Ribas)

Eleições 2026

Pardal já soma 19 denúncias de irregularidades eleitorais em MS

Consulta feita pelo Correio do Estado mostra que Campo Grande concentra 12 registros

24/08/2026 16h30

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 19 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (24), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. O número representa três denúncias a mais em relação ao balanço do encerramento da primeira semana, que apontava 16 ocorrências.

Campo Grande concentra 12 registros, o equivalente a mais de 60% das denúncias feitas no Estado. Dourados aparece em seguida, com duas. Ivinhema, Jardim, Miranda, Nova Andradina e Três Lagoas possuem uma ocorrência cada.

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual e a deputado federal aparecem empatados, com oito denúncias cada. As duas ocorrências restantes têm como alvo candidaturas ao governo de Mato Grosso do Sul.

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com quatro registros. Bens públicos, comícios e showmícios, distribuição de material gráfico e outdoors aparecem com três denúncias cada. Também há uma ocorrência por omissão de informações obrigatórias e outra sem classificação.

Das 19 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 15 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. Outras duas permanecem em andamento e duas foram baixadas do sistema. A maior parte dos registros, 13, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto seis partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso.
 

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