Política

'mas ninguém acredita'

'Sou de esquerda', diz FHC em evento

'Sou de esquerda', diz FHC em evento

Folhapress

09/04/2014 - 14h44
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Em encontro com intelectuais no Rio, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso brincou na noite de ontem com a imagem de neoliberal. Ele afirmou que é de esquerda, mas ninguém acredita.

"Hoje, se disser que sou de esquerda, as pessoas não vão acreditar. Embora seja verdade. É verdade!", jurou, em debate no Museu de Arte do Rio com o ex-ministro Sergio Paulo Rouanet.

Prestes a reaparecer na TV na propaganda do PSDB, que vai ao ar dia 17, o tucano desdenhou a pesquisa Datafolha que mostrou que 57% dos brasileiros não votariam em um candidato apoiado por ele.

"Isso não vale muito. Essas opiniões são muito momentâneas. E não é isso que conta. O que conta é se você tem ou não convicção", afirmou. "Em política, você não tem que contar quem é a favor e quem é contra. Você tem que transformar quem é conta em a favor. Tem que argumentar."

O programa do dia 17 marcará uma guinada na relação do marketing tucano com FHC. O presidenciável Aécio Neves promete reabilitar o ex-presidente, que deixou o poder há mais de 11 anos com altos índices de reprovação. Nas ultimas três campanhas, ele foi deixado de lado por José Serra e Geraldo Alckmin.

Questionado sobre sua fala na propaganda, FHC desconversou. "Gravei alguma coisa, mas não me lembro mais, sinceramente. Nem sei se vão aproveitar. Eu nunca fiz questão de aparecer em programa do PSDB", disse. 

"Desde que deixei a Presidência, sempre reiterei que minha visão não é eleitoreira. Não sou uma pessoa que queira popularidade. Eu quero é ter valores, acreditar nas coisas."

Bem-humorado, FHC lembrou na palestra o ex-presidente Hugo Chávez (1954-2013), a quem defendeu de uma tentativa de golpe em 2002. Apesar da amizade, confidenciou que tentava não se associar ao venezuelano, que o tratava como mestre. 

"O Chávez só me chamava de 'Mi maestro'. Eu dizia para ele: 'Baixinho, por favor...'", contou. O tucano também brincou com a vaidade do senador José Sarney (PMDB-AP) ao recordar a criação da lei Rouanet de incentivo à cultura, que substituiu a antiga lei Sarney no governo Fernando Collor.

"Na política, você tem que tomar cuidado com os egos. Fazer a lei Sarney se chamar lei Rouanet era um passo complicado..." 

Designado

Bitto Pereira representará OAB Nacional no CNJ

Presidente da OAB-MS foi escolhido por Beto Simonetti, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil

15/10/2026 17h45

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS

Bitto Pereira, Advogado e presidente da OAB-MS Divulgação

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Presidente da  Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Bitto Pereira será o representante máximo da OAB no Conselho Nacional de Justiça em Brasília, evento que acontece na próxima terça-feira (20). 

A participação de Bitto foi designada pelo presidente do OAB nacional, Beto Simonetti, e confere a Bitto o posto de maior representante da advocacia nacional na 2ª Sessão Extraordinária de 2026. 

"Essa designação é uma das mais honrosas missões institucionais que recebo na minha trajetória na OAB. Portanto, eu compartilho com toda a advocacia sul-mato-grossense, certo de que, muito além de uma distinção pessoal, essa é uma deferência do presidente Simonetti", disse Bitto em uma de suas redes sociais. 

Para Bitto, a representação institucional da OAB no CNJ é muito importante para o aperfeiçoamento do poder judiciário, onde estará "com muita honra representando o presidente Beto Simonetti e a advocacia".

Encontros periódicos, as reuniões reúnem os 15 conselheiros sob a presidência do presidente do STF, Edson Fachin

 


 

 

Repercussão

Alckmin diz que PL apoiou fim da escala 6x1 por 'medo eleitoral' e pretende mudar medida depois

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente

15/10/2026 16h09

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

Geraldo Alckmin, vice-presidente da República Arquivo

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, vice na chapa presidencial de Lula (PT), afirmou nesta quinta-feira, 15, que integrantes do PL apoiaram o fim da escala de trabalho 6x1 por “medo eleitoral” e pretendem modificar a medida posteriormente. A fala aconteceu durante entrevista coletiva em Salvador, antes de um encontro com empresários baianos.

“Na realidade, nós sempre defendemos. O presidente Lula sempre defendeu. Eles votaram por medo eleitoral e tem a ideia de mudar em seguida. Essa é a realidade. Então vamos ficar atentos, ficar atentos com a verdade”, afirmou Alckmin.

A crítica ocorre após o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na terça-feira, 13, que votaria a favor do fim da escala 6x1, proposta aprovada pelo Senado na quarta-feira, 14, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Até então, o senador havia classificado a medida como “oportunista”.

Apesar da mudança de posição, reportagens apontaram que Flávio já estaria sinalizando a aliados e empresários a intenção de rever a PEC caso fosse eleito presidente.

Durante a coletiva, Alckmin também defendeu um ajuste fiscal concentrado no combate a supersalários, privilégios e desperdícios, sem impor perdas aos aposentados. “Ajuste fiscal, nós defendemos. Agora, não é possível você faz um ajuste fiscal em cima, por exemplo, do aposentado”, disse. “Nós vamos fazer ajuste fiscal em cima dos supersalários, dos privilégios de 300 000 e 400.000 reais, de desperdício”, acrescentou.

O vice-presidente afirmou ainda que o controle das despesas deve ser acompanhado do crescimento da economia e do emprego, de forma a melhorar a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB).

Alckmin rejeitou medidas que levem o País à recessão e ao desemprego ou transfiram o custo do ajuste à classe média e à população de menor renda. “Nós temos que fazer a economia crescer, o PIB crescer, o emprego crescer, a economia crescer e segurar despesa. Aí você melhora a relação dívida PIB”, afirmou.

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