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STF pode anular diplomação, barrar posse e abrir inquérito contra 5 deputados de MS

Grupo Prerrogativas ajuizou ação contra Luiz Ovando, Marcos Pollon, Rodolfo Nogueira, João Henrique Catan e Rafael Tavares

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O Supremo Tribunal Federal (STF) pode anular a diplomação, impedir a posse e instaurar inquérito policial contra cinco deputados federais e estaduais de Mato Grosso do Sul pelas condutas praticadas por eles em defesa dos atos antidemocráticos realizados no dia 8, em Brasília (DF).

A petição foi protocolada no fim da tarde de ontem pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho, Fabiano Silva dos Santos e Pedro Estevam Alves Pinto Serrano, que fazem parte do grupo Prerrogativas, formado por juristas, advogados e defensores públicos de várias partes do Brasil.

No pedido, os advogados requereram a concessão de medida cautelar suspendendo os efeitos da diplomação, impedindo a posse marcada para o dia 1º de fevereiro, e a instauração de inquérito policial contra os deputados federais Dr. Luiz Ovando (PP), que foi reeleito, Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL), ambos eleitos, e os deputados estaduais João Henrique Catan (PL), reeleito, e Rafael Tavares (PRTB), eleito.

A decisão de recorrer ao STF foi motivada por denúncia feita ao Ministério da Justiça, que foi publicada com exclusividade pelo Correio do Estado na quinta-feira (12).

Segundo o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, como é de conhecimento público, a democracia brasileira sofreu frontal ataque por criminosos que invadiram e destruíram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o prédio do STF, causando danos ao patrimônio histórico e à sociedade brasileira, na tentativa absurda de desestabilizar o Estado de Democrático de Direito e, por meio de um golpe de Estado, estabelecer um regime de exceção, impedindo o exercício do mandato pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi democraticamente eleito e devidamente diplomado e empossado no dia 1º.

“A única saída é responsabilizar civil e criminalmente os responsáveis por essas manifestações. Por si só já é um crime grave a defesa dos atos antidemocráticos, mas, quando é cometido por um parlamentar que se sagrou vencedor de um processo eleitoral que agora ele mesmo questiona, chega a ser insustentável. Não é aceitável que pessoas que tenham sido eleitas como representantes do povo em um regime democrático, por meio de eleição livre, possam apoiar, incentivar e mesmo participar de atos que atentem contra o Estado Democrático de Direito”, analisou Marco Aurélio de Carvalho.

Ele completou ainda que seja oficiado ao Ministério Público Eleitoral para o ajuizamento de ação contra a expedição de diploma em decorrência da inelegibilidade superveniente dos requeridos, consistente na participação ou no apoiamento e divulgação de atos golpistas e terroristas, praticando assim atos criminosos e contrários ao Estado Democrático de Direito.

Petição

Na petição do grupo Prerrogativas, o deputado federal Luiz Ovando chegou a pedir intervenção militar, com “manifestantes”, na frente do Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande. Ainda de acordo com o que foi veiculado pela imprensa, Ovando, após a decretação de intervenção federal em Brasília, fez críticas veementes ao Ministério da Justiça, atacou o ministro do STF Alexandre de Moraes, pela suspensão de páginas de radicais bolsonaristas, e posicionou-se contra o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, e o veto às manifestações em frente dos quartéis.

Já o deputado federal eleito Marcos Pollon, conforme o texto, teve, há alguns dias, o nome citado por um homem preso por tentar colocar uma bomba no aeroporto de Brasília.

Em suas redes sociais, o parlamentar eleito publicou um vídeo afirmando: “Você que vai vir aqui desferir ofensas aos cidadãos brasileiros, que pacificamente se manifestaram contra o atual regime, pessoas que exerceram seu direito constitucional e que apoiam o presidente Bolsonaro, diferentemente de vocês, que são simpatizantes ou adeptos ao crime, estejam cientes que responderão civil e penalmente por isso”.

Com relação ao deputado federal eleito Rodolfo Nogueira, a petição citou que o parlamentar eleito, utilizando da Bíblia em postagem na rede Facebook, estimulou a movimentação de rua a fim de questionar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Enquanto o deputado estadual reeleito João Henrique Catan já fez vídeo se manifestando contra as decisões do STF, alegando que tinha “infiltrados” nos atos golpistas do dia 8 e culpando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por sua vez, o deputado estadual eleito Rafael Tavares postou, em seu perfil na rede social Instagram, um vídeo dizendo que seu grupo vai oferecer auxílio jurídico para os sul-mato-grossenses presos em Brasília.

Ainda na petição, o grupo Prerrogativas reforça que, como se vê, todos os parlamentares, de forma pública, apoiaram o atentado cometido contra a democracia brasileira no dia 8.

“Ora, não é aceitável ou imaginável que pessoas que tenham sido eleitas como representantes do povo, em um regime democrático, por meio de eleição livre, possam apoiar, incentivar e mesmo participar de atos que atentem contra o Estado Democrático de Direito”, trouxe o pedido, citando a Constituição Federal, que, em seu artigo 55, II, estabelece que perderá o mandato o deputado ou o senador “cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar”.

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ministro autorizou

STF: Flávio Bolsonaro é investigado por lavagem e corrupção em repasses de Vorcaro a filme

Flávio Bolsonaro rechaça qualquer irregularidade na captação dos recursos

11/09/2026 18h35

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República Carlos Moura/Agência Senado

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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) seja investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no financiamento de "Dark Horse", filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Flávio Bolsonaro rechaça qualquer irregularidade na captação dos recursos. O Estadão pediu manifestação da defesa do candidato ao Planalto. O espaço está aberto.

A ordem de Mendonça foi proferida em 22 de julho e só veio a público após o levantamento parcial do sigilo da investigação que apura as fraudes atribuídas a Vorcaro e suas conexões políticas em Brasília.

Em áudios revelados pelo Intercept Brasil, Flávio Bolsonaro pediu R$ 134 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o projeto. Desse total, mais de R$ 60 milhões foram pagos, segundo a Polícia Federal .

No Supremo, correm duas investigações distintas sobre o financiamento do filme "Dark Horse": uma sobre o custeio da obra com emendas parlamentares, que tramita no gabinete de Flávio Dino, e outra que acompanha os desdobramentos do caso Master, sob a alçada de André Mendonça. É nessa segunda investigação que está inserida a apuração que atinge Flávio Bolsonaro.

No áudio enviado ao banqueiro, Flávio Bolsonaro disse:

"Meu irmão, preferi te mandar o áudio aqui para você ouvir com calma. Bom, aqui a gente está passando por um dos momentos mais difíceis da nossa vida, né cara? Eu não sei como é que vai ser daqui para frente, como é que isso tudo vai acabar... mas está na mão de Deus aí. E você também, eu sei que você está passando por um momento dificílimo aí também, essa confusão toda, sem você saber exatamente como é que vai caminhar isso tudo.

E apesar de você ter dado liberdade, Daniel, da gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando, tá? Mas, enfim, .. é porque está num momento muito decisivo aqui do filme e, como tem muita parcela para trás, cara, está todo mundo tenso. E eu fico preocupado aqui com o efeito ao contrário do que a gente sonhou para o filme. Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, no Cyrus (Nowrasteh) ... os caras, porra, renomadíssimos lá no cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim. Todo o efeito positivo que a gente tem certeza que vai vir com esse filme pode ter o efeito elevado a -1 aí, cara.

Então, se você puder me dar um toque, uma posição aí, Daniel, porque a gente precisa saber o que que faz, cara, da vida. Porque tem muita... já tem muita conta para pagar esse mês, e o mês seguinte também. E agora que é a reta final que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo, cara. Tudo: contrato, perde ator, perde diretor, perde equipe, perde tudo.

Puder me dar um toque aí, irmão. Desculpa o áudio longo aí, tá? Um abração, fica com Deus, cara."

'Lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos'

O despacho de Mendonça afirma que "a Polícia Federal requer a instauração de PET sigilosa em apartado, vinculada ao INQ 5026, para apurar a possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República FLÁVIO NATES BOLSONARO, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro DANIEL BUENO VORCARO".

A Procuradoria-Geral da República não se opôs à abertura de inquérito para a apuração dos fatos envolvendo o candidato ao Planalto e o banqueiro.

"Nessa perspectiva, considerando os termos da representação da Polícia Federal e a concordância da Procuradoria-Geral da República, autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial", anota Mendonça.

Com a determinação, Flávio está sujeito a "realização das diligências investigativas" da Polícia Federal.

Delação de operador financeiro

Na terça-feira, 8, André Mendonça homologou o acordo de delação premiada do empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, dono da Entre Investimentos. O empresário relatou em sua delação que gerava dinheiro vivo e o entregava em malas a emissários do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Como mostrou o Estadão, na delação, o empresário afirmou que mantinha uma conta conjunta com Vorcaro para pagar despesas de interesse do banqueiro. Ele apresentou comprovantes de operações de câmbio e documentos que mostram o envio de recursos para o exterior.

Entre as operações, Freixo Júnior detalhou transferências enviadas ao Havengate Development Fund LP, no Texas (EUA), administrado pelo advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro no exterior.

Comprovantes e diálogos do celular de Vorcaro registram o envio de ao menos US$ 10 milhões (R$ 61 milhões na época) ao fundo. A justificativa apresentada pelo banqueiro era o patrocínio do filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os investigadores apuram o destino final desses recursos e se o dinheiro serviu para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

A Polícia Federal e a PGR buscam cruzar os documentos de câmbio entregues na delação com dados do celular de Vorcaro para corroborar as suspeitas de evasão de divisas e identificar os destinatários do dinheiro em espécie.

Noitada

Dj de MS, Vintage Culture animou festa privada de Vorcaro com mulheres estrangeiras

Além do sul-mato-grossense Vintage Culture, entre as atrações musicais estavam o grupo sueco Swedish House Mafia, o DJ bósnio Solomun

11/09/2026 14h15

Lukas Rafael Hespanhol Ruiz, conhecido como Vintage Culture, foi uma das diversas atrações musicais da festa promovida pelo banqueiro

Lukas Rafael Hespanhol Ruiz, conhecido como Vintage Culture, foi uma das diversas atrações musicais da festa promovida pelo banqueiro Vintage Culture

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O DJ sul-mato-grossense Lukas Rafael Hespanhol Ruiz, conhecido mundialmente como Vintage Culture foi uma das atrações musicais da festa de Halloween organizada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, em 31 de outubro de 2023, em São Paulo.

O evento, realizado na boate Madame Satã, reuniu cerca de 20 homens e 120 mulheres, muitas delas estrangeiras, segundo reportagem publicada pela Revista Piauí nesta quinta-feira (10).

Segundo a Piauí, Vorcaro utilizava festas como uma forma de estreitar relações, conquistar aliados e agradar pessoas consideradas estratégicas para seus interesses.

Para o Halloween de 2023, o então ex-ministro de Jair Bolsonaro, Fábio Faria, ficou encarregado de convidar alguns homens, enquanto o promoter Tiago Polo cuidou do recrutamento das mulheres.

As conversas obtidas pela revista constam de relatório da Polícia Federal. Em 24 de outubro de 2023, Fábio Faria informou a Vorcaro que os senadores Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco (PSB-MG) estariam na festa e que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli também havia sido convidado.

Diálogos

Na mesma conversa, Faria perguntou sobre a presença das “suíças” e Vorcaro respondeu que elas viriam. O conteúdo dessa troca de mensagens já havia sido divulgado pelo site Fatos Online, mas a Piauí afirma ter tido acesso aos detalhes completos do material.

No dia seguinte, 25 de outubro, Tiago Polo informou a Vorcaro que havia articulado com agências de modelos para recrutar mulheres para o evento. “Costurei várias agências pra gente conversar. Mega, Ford, Joy”, escreveu o promoter, segundo a reportagem.

Vorcaro mencionou ainda a agência Allure, mas disse que não queria homens de fora no evento, alegando que haveria “uma turma relevante” para ele e que não queria deixar os convidados desconfortáveis.

A preocupação com a quantidade de convidados aparece em outras mensagens. Vorcaro perguntou a Faria quem estava confirmado e, posteriormente, detalhou a proporção planejada para a festa: “Cara, tem 120 mulheres e 20 homens. Tô tendo que tirar mulher porque não tá cabendo”, escreveu.

O banqueiro também demonstrou preocupação com a privacidade do encontro. O endereço da boate foi mantido em sigilo até o dia da festa. A preocupação incluía a proibição do uso de celulares, que deveriam ser deixados na entrada.

Faria também teria demonstrado receio de que imagens ou informações do evento fossem divulgadas. Em uma conversa, sugeriu reduzir o número de brasileiras e aumentar a quantidade de estrangeiras.

Sobre o perfil das convidadas, Vorcaro foi específico ao escrever: “Só menina nova. Metade de fora e as daqui conhecemos.”

Faria respondeu que a medida seria positiva porque uma festa com muitas brasileiras poderia gerar publicidade caso houvesse vazamento. Vorcaro, por sua vez, afirmou que havia tomado medidas para evitar a divulgação de informações.

As mensagens também mencionam a possibilidade de participação de Wesley. Faria informou que uma pessoa identificada pelas iniciais “MV”, - segundo reportagem, possível referência ao ex-presidente da OAB, Marcos Vinícius Furtado Coêlho, que também atua como advogado de Vorcaro - entraria em contato com o banqueiro para perguntar se poderia convidá-lo. Vorcaro respondeu afirmativamente e disse que seria “bom demais”.

Em outro trecho, Faria afirmou que pretendia transmitir aos convidados a ideia de que estaria em Brasília e mencionou a possibilidade de convidar outras autoridades. A Polícia Federal suspeita que “Arthur” fosse uma referência ao deputado Arthur Lira e que “Alexandre” se referisse ao ministro Alexandre de Moraes.

O endereço da festa só foi enviado por Vorcaro a Faria no dia do evento. “Rua Conselheiro Ramalho, 873, Bela Vista”, escreveu. O local corresponde à boate. 

Alto padrão 

Para organizar a festa, Vorcaro contratou uma produtora do Marrocos, que chegou ao Brasil semanas antes do evento e tratou diretamente com os fornecedores. Segundo a reportagem, as negociações eram feitas em inglês e os pagamentos foram realizados em dólar.

A boate possui dois pisos. No térreo ficaram as comidas e bebidas, em um ambiente decorado com lustre de cristal, chaise longues e tecidos. O subsolo tinha iluminação baixa e decoração com tecidos escuros, sendo destinado a uma área mais reservada.

Na entrada, um homem de perna de pau recepcionava os convidados. Entre 20 e 30 pessoas foram contratadas para atuar fantasiadas e interpretar personagens ligados ao universo do Halloween.

Vorcaro apareceu usando uma capa escura, caracterizado como Drácula. Fábio Faria, por sua vez, optou por uma aparência mais discreta e usou apenas um boné.

Mesmo com a proibição de celulares, uma das convidadas publicou no dia seguinte um vídeo no TikTok com o título “MELHOR FESTA DE HALOWEEN”. O vídeo, que consta no relatório da PF, mostrava uma mulher loira.

Vorcaro ficou irritado com a publicação e questionou Tiago Polo sobre a identidade da mulher. Polo respondeu que ela era “amiga do Lukas” e afirmou que entraria em contato para pedir a retirada do conteúdo. O vídeo acabou apagado.

Os seguranças contratados para o evento também impediam que convidados fotografassem a fachada e o ambiente externo da boate.

Uma convidada ouvida pela Piauí, que pediu anonimato, relatou que o local estava escuro e bem decorado, com serviço de open bar e open food. O bufê incluía mesa de queijos e diferentes opções de sushi.

“Tinha muita mulher mesmo, e muitas delas, gringas”, relatou a convidada à revista. Ela afirmou não ter presenciado atividade sexual no local e disse ter deixado a festa cedo porque estava muito quente.

As agências de modelos citadas nas conversas negaram participação no recrutamento de modelos para a festa.

Eli Hadid, proprietário da Mega Models, afirmou à Piauí que não conhece Vorcaro e negou qualquer envolvimento da agência com o evento. Segundo ele, modelos da Mega não podem frequentar festas ou andar com promoters e a empresa não presta esse tipo de serviço.

Hadid também afirmou que já recusou uma tentativa de aproximação de Vorcaro e declarou não permitir prostituição envolvendo modelos da agência.

Liliana Gomes, sócia da Joy Models, também negou participação. Segundo ela, a agência veta esse tipo de festa e considera promoters uma ameaça à carreira das modelos.

Décio Restelli Ribeiro, presidente da Ford Models no Brasil, igualmente negou que a agência tenha participado do recrutamento e disse que nunca havia visto Vorcaro.

A reportagem aponta, porém, que no mercado de modelos é comum promoters convidarem profissionais “por fora”, sem a intermediação das agências. As empresas profissionais, segundo a piauí, rechaçam esse tipo de prática.

Felipe Nisti, proprietário da Allure, afirmou que sua agência também não enviou modelos para a festa. Ele negou ainda rumores de que Vorcaro seria sócio oculto da empresa.

Nisti contou que Tiago Polo chegou a perguntar sobre a possibilidade de investimento, mas sem mencionar o nome de um eventual investidor.

Tiago Polo, nascido em São José do Rio Preto, é conhecido por organizar eventos e convidar mulheres para festas no Brasil e no exterior. Segundo a piauí, seu nome é vetado por algumas agências de modelos, que podem cortar do elenco profissionais que mantenham vínculos com ele.

Um amigo de Vorcaro ouvido pela revista explicou que o banqueiro costumava organizar festas com grande presença de mulheres. Segundo ele, Vorcaro promovia eventos em restaurantes de alto padrão e caso algum convidado se interessasse por uma mulher que fazia programas, poderia ocorrer um encontro posterior.

Respostas

Procurados pela Piauí, os envolvidos apresentaram negativas sobre a participação no evento.

Fábio Faria afirmou, por meio de nota, que conheceu Vorcaro em um fórum empresarial em outubro de 2023 e que, dias depois, a pedido do anfitrião, apenas transmitiu convites a amigos em comum. Segundo ele, sua participação se limitou a isso.

O advogado Marcos Vinícius Furtado Coêlho negou ser a pessoa identificada como “MV” nas mensagens. Ele afirmou que estava fora de São Paulo na data da festa e que não participou do evento.

A reportagem também procurou Tiago Polo por telefone, mensagens e Instagram, mas não recebeu resposta.

Gé Rodrigues, sócio do Madame Satã, disse que a casa noturna não foi alugada diretamente em nome de Vorcaro. Segundo ele, o espaço foi locado por uma produtora. Rodrigues afirmou que não compactua com as informações divulgadas sobre o evento e disse que verificaria com o sócio qual produtora havia feito a locação, mas não retornou com a informação à reportagem.

Dias Toffoli negou ter participado da festa. Davi Alcolumbre também afirmou que não esteve no evento e disse que, em 31 de outubro de 2023, estava em Brasília cumprindo agenda de trabalho no Senado.

Rodrigo Pacheco igualmente negou participação. Segundo ele, naquela noite estava em Brasília presidindo uma sessão do Senado, transmitida ao vivo, e jantou com Alcolumbre.

A reportagem da Piauí também relata que Vorcaro tentou retirar das redes sociais uma publicação sobre a festa. Em outro episódio, enviou a um colaborador um link de Instagram acompanhado da ordem para “derrubar” o conteúdo.

Saiba*

Nascido em Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, Vintage Culture, de 33 anos, é um dos principais nomes da música eletrônica brasileira no cenário internacional, com apresentações em festivais como Coachella, Tomorrowland e Lollapalooza, além de presença fixa em clubes de Ibiza.

O Dj ganhou projeção nacional após remixes de clássicos como “Blue Monday”, do New Order, e “Another Brick in the Wall”, do Pink Floyd, além de versões eletrônicas de sucessos brasileiros, como “Bete Balanço”, de Cazuza.

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