Política

eleições 2022

Tebet e Soraya foram alvo de mais de 5 mil ofensas após debate, diz estudo

O observatório identificou 6.661 termos que correspondiam a insultos ou tentativas de inferiorizar as candidatas à presidência

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Um estudo feito pelo Instituto AzMina mostra que as presidenciáveis Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) foram alvo de ao menos 5.246 tuítes ofensivos após participarem do debate realizado por Band, Folha de S.Paulo, UOL e TV Cultura, em agosto deste ano.

O levantamento, que é fruto de uma parceria com o InternetLab e o Núcleo Jornalismo, levou em consideração apenas as publicações que marcavam as contas das candidatas no Twitter, ou seja, que promoviam ataques de forma direta e explícita.

O MonitorA, como é chamado o observatório de violência política online do Instituto AzMina, analisou publicações que foram ao ar entre 28 de agosto, quando foi realizado o debate, e no dia seguinte a ele.

Ao todo, as duas presidenciáveis foram citadas diretamente em 63.863 manifestações no Twitter. 

A maior parte das menções foi feita em resposta a postagens de autoria das próprias candidatas. Da soma de publicações, cerca de 8% eram ofensivas.

"Esse total está relacionado a apenas dois dias. Se você pegar o número inicial de 63 mil menções, 5.246 [delas sendo ofensivas] é muita coisa", afirma a jornalista de dados Lu Belin, uma das responsáveis pelo estudo.

Entre as mais de 5.000 publicações consideradas hostis, o observatório identificou 6.661 termos que correspondiam a insultos ou tentativas de inferiorizar Tebet e Thronicke. 

Entre eles havia palavras consideradas misóginas, gordofóbicas, de descrédito intelectual e de assédio sexual, por exemplo.

Variações de "você é uma vergonha" e "você envergonha as mulheres", como dito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em ofensa à jornalista Vera Magalhães, foram identificadas em 1.050 tuítes. 

Muitos deles se voltavam às candidatas do MDB e do União Brasil, que repudiaram o episódio, mas também à profissional de imprensa.

Do total de tuítes ofensivos contra Tebet e Thronicke, 31% deles também citavam Magalhães. "A jornalista é ofendida diretamente em 215 tuítes", afirma o levantamento.

O observatório do Instituto AzMina diferencia insultos de ataques. 

"Os insultos têm como característica linguagem hostil e desrespeitosa, mas não se trata de um ataque propriamente, ainda que seja mais duro do que uma simples crítica", diz a seção que explica a metodologia do estudo. A categoria é exemplificada por meio de palavras como "mentirosa", "cínica", "corrupta" e "falsa".

Já os ataques são tipificados como aqueles em que uma pessoa é inferiorizada. 

"É comum lançar mão de artifícios como desumanização, ofensa e assédio sexual, apontamento de defeitos morais, ataques a ideologia política ou religiosa, descrédito intelectual, incitação a violência física, ameaças, além de gordofobia, transfobia, lesbofobia, misoginia, homofobia, bifobia e racismo", segue.

O observatório de violência política online do Instituto AzMina nasceu nas eleições municipais de 2020. Seu mais recente levantamento será divulgado na íntegra na próxima quinta-feira (22).

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CRISE NA DIREITA

Vídeo de Michelle Bolsonaro não deve alterar estratégia eleitoral do PL em MS

Presidente estadual do PL, o ex-governador Reinaldo Azambuja defende a união da sigla para enfrentar Lula no pleito deste ano

27/06/2026 08h30

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no vídeo em que fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, no vídeo em que fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro Reprodução

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A crise envolvendo a ex-primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, mobilizou a direção nacional do partido, mas, em Mato Grosso do Sul, a avaliação é de que o episódio não deve provocar mudanças na estratégia eleitoral para as eleições deste ano.

Em entrevista ao Correio do Estado, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL e pré-candidato a senador da República, informou que aqui não vai ter mudança nenhuma. 

“Não vamos nos meter nessa história e acredito que eles vão se resolver dentro de casa, pois o nosso adversário está lá fora e precisamos estar unidos para derrotá-lo”, afirmou, referindo-se ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Azambuja ainda revelou à reportagem que as primeiras informações que chegaram até ele diretamente da executiva nacional do PL é que Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro já estariam se entendendo.

O entendimento do presidente estadual do PL é que o desgaste ocorre em âmbito nacional e está relacionado à definição da campanha presidencial, sem reflexos diretos na organização das candidaturas e alianças já em construção no Estado.

No entanto, a repercussão levou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a antecipar seu retorno dos Estados Unidos para tentar conter o conflito, sendo que para isso pretende reunir Michelle e Flávio para encerrar o impasse.

“Eu tenho que conversar com a Michelle chegando e com o Flávio. Nós temos que acertar isso aí, porque, se não acertar isso aí, nós já vamos sair perdendo em casa. Vamos ter que acertar”, declarou em entrevista para a imprensa nacional.

Segundo o dirigente, a situação é considerada séria por envolver duas das principais lideranças do campo bolsonarista. Valdemar também ressaltou a importância política de Michelle para o partido e demonstrou preocupação com possíveis reflexos da crise na disputa presidencial.

O atrito ganhou dimensão pública, após Michelle divulgar vídeos nas redes sociais afirmando ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro durante uma conversa por telefone. 

O desentendimento teve origem nas divergências internas sobre a articulação do PL no Ceará, onde parte dos aliados defende uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB), movimento criticado pela ex-primeira-dama.

Após a repercussão, Michelle voltou às redes sociais para minimizar o episódio. Ela afirmou que “não há briga nem competição” entre aliados e disse que seu objetivo foi apenas esclarecer uma situação que estaria sendo interpretada de forma equivocada.

Também pediu que suas declarações não fossem retiradas de contexto e defendeu a união da direita para as eleições.

Flávio Bolsonaro adotou o mesmo tom, afirmando que o campo conservador precisa permanecer unido e destacando que Michelle terá papel relevante na campanha presidencial.

* Saiba 

A executiva nacional do PL estaria agendando um encontro entre Michelle e Flávio em um evento da campanha voltado para mulheres, marcado para quarta-feira.

Na ocasião, ambos devem ser vistos com sorrisos largos e em um clima de que está tudo superado.

A partir daí, será “bola para frente”. As estratégias de comunicação, no entanto, não darão conta de tudo. Esse imbróglio depende também de uma série de acertos políticos com outros personagens relevantes.

E o mais importante deles é o ex-presidente Jair Bolsonaro, que ainda não se pronunciou sobre tudo isso. A palavra dele será fundamental para saber como essa briga termina.

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ex-presidente

Bolsonaro tem picos de pressão alta durante a semana, diz boletim médico

Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso

26/06/2026 22h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro Walter Campanato/Agência Brasil

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 O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou picos de pressão alta moderados ao longo da semana, segundo boletim médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os picos foram controlados com doses extras da medicação em uso.

O relatório informa ainda que o tratamento para os episódios recorrentes e prolongados de soluço foi mantido no limite de segurança, sem alterações na prescrição. Os médicos observaram efeitos colaterais da medicação: sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal.

Os pulmões do ex-presidente ainda mostram sequela da pneumonia que o ex-presidente contraiu em março deste ano.

Bolsonaro, de 71 anos, está em acompanhamento médico domiciliar. O boletim é o mais recente de uma série de relatórios semanais divulgados desde que o ex-presidente passou a cumprir prisão domiciliar.

O boletim anterior, divulgado na sexta-feira, 19, apontava evolução no tratamento, com melhora no ombro operado e redução dos episódios de soluço.

Na ocasião, os médicos relataram também maior disposição física do ex-presidente. Os efeitos colaterais da medicação, sonolência diurna e instabilidade no equilíbrio corporal, já estavam presentes naquele relatório.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

No fim de março, ele obteve autorização para permanecer me prisão domiciliar humanitária monitorada pelo prazo de 90 dias devido à situação grave de saúde.

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