Política

Eleições 2024

Três partidos devem concentrar 40,9% do Fundo Eleitoral de R$ 4,961 bilhões

PL, PT e União Brasil terão a maior parte do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e serão os fiéis da balança em MS

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Caso o Congresso Nacional confirme a decisão da Comissão Mista de Orçamento (CMO), em que senadores e deputados federais aprovaram a retirada de recursos das emendas de bancada estadual para reforçar o Fundo Especial de Financiamento 
de Campanha (FEFC), mais conhecido como Fundo Eleitoral, três partidos devem concentrar quase 50% do total previsto para as eleições municipais de 2024.

Tratam-se do PL, do PT e do União Brasil, que juntos poderão receber R$ 2.031.000.000, ou seja, 40,935% do total calculado (R$ 4.961.519.777), fruto da Instrução Normativa nº 2/2023 da CMO, que projeta aporte de mais de R$ 4 bilhões aos R$ 938,2 milhões previstos no Projeto de Lei Orçamentária (Ploa), enviado em agosto pelo Poder Executivo para custear as eleições municipais de 2024.

O aporte bilionário foi aprovado pelos parlamentares da CMO há duas semanas, o que assegura para o próximo ano 
o mesmo valor usado em 2022, ou seja, os mais de R$ 4,961 bilhões. De acordo com o texto, o valor total destinado às emendas de bancada estadual, que têm execução obrigatória, é de R$ 12,57 bilhões. Descontados os recursos para o Fundão, cada representação no Congresso pode sugerir despesas de até R$ 316,9 milhões no Orçamento de 2024.

A instrução normativa foi acolhida pelo Comitê de Admissibilidade de Emendas (CAE). Conforme o colegiado, que é vinculado à CMO, cada bancada estadual pode propor de 15 a 20 emendas de apropriação, além de três emendas de remanejamento.

Caso o dinheiro das emendas de bancada reservado para o Fundo Eleitoral não seja integralmente utilizado na campanha, a sobra é dividida pelo relator-geral do Orçamento, que deve respeitar a mesma proporção adotada nos pareceres de emendas de bancada aprovados pela CMO. Portanto, com a distribuição dos recursos bilionários, o PL poderá ficar com R$ 879 milhões, o PT com R$ 616 milhões e o União Brasil com R$ 536 milhões.

Na prática, em Mato Grosso do Sul, onde os três partidos estão projetando lançar candidatos a prefeito na maioria dos 79 municípios, incluindo Campo Grande, eles devem ser os fiéis da balança, principalmente na Capital, maior colégio eleitoral do Estado e cidade em que nenhuma das três siglas são apontadas como favoritas.

No caso do partido que receberá a maior cota do Fundão, o PL, a princípio o pré-candidato a prefeito em Campo Grande é o presidente estadual da legenda, deputado federal Marcos Pollon. Porém, nos últimos dias, o deputado estadual Coronel David, do mesmo partido, também se colocou à disposição, o que pode provocar um racha dentro da legenda.

Além disso, em função do fraco desempenho da sigla nas pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, há uma grande possibilidade de o partido apoiar a reeleição da prefeita Adriane Lopes (PP), candidata da senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Pasta de Agricultura, Pecuária e Abastecimento na gestão de Jair Bolsonaro.

Já o PT tem a deputada federal Camila Jara definida como a pré-candidata à prefeita da Capital. Entretanto, 
as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento também colocam a parlamentar com chances mínimas de conseguir chegar ao segundo turno das eleições municipais.

Por isso, é mais provável que o partido acabe por apoiar o pré-candidato do PSDB, deputado federal Beto Pereira, que é um desejo já externado por algumas lideranças da legenda, pelo fato de o PT contar com cargos públicos no governo de Eduardo Riedel (PSDB).

Por fim, entre os três partidos, o União Brasil é o que tem a pré-candidata à prefeita de Campo Grande com o melhor desempenho nas pesquisas eleitorais, a ex-deputada federal Rose Modesto, atual titular da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) e presidente estadual da sigla.

No entanto, ela mesma disse que somente no início de 2024 tomará uma decisão final sobre sua candidatura ou não ao cargo de gestora municipal, pois, conforme interlocutores próximos, são grandes as chances de Rose Modesto disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2026.

Entretanto, caso seja essa a decisão da titular da Sudeco, os boatos seriam de que o União Brasil engrossaria as fileiras de aliados ao projeto de reeleição de Adriane Lopes. Afinal, um grupo de pessoas ligadas à ex-deputada federal já ocupa cargos de confiança na Prefeitura de Campo Grande.

CONHEÇA O FUNDÃO

O FEFC foi criado em 2017 após uma alteração na Lei Federal nº 9.504, de 1997. 

De acordo com a norma, ele deve ser constituído por dotações orçamentárias da União, além de um porcentual de emendas impositivas das bancadas estaduais do Congresso.

O montante é depositado pelo Tesouro Nacional em uma conta especial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de junho de cada ano de pleito. O dinheiro só vai para os partidos depois que cada legenda define critérios de distribuição, aprovados pela respectiva executiva nacional.

Conforme o TSE, os recursos destinados às campanhas saltaram de R$ 1,71 bilhão em 2018 para R$ 2,03 bilhões em 2020, acréscimo de 18,57%. 

O ano passado teve o maior crescimento registrado: R$ 4,96 bilhões, que representaram aumento de 143,81%.

Barragem

STF valida proibição de devedor contumaz pedir recuperação judicial

Regra foi confirmada pelo plenários por unanimidade

25/08/2026 21h00

Supremo Tribunal Federal (STF)

Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu confirmar a validade da regra do Código de Defesa do Contribuinte (Lei Complementar 225/2026) que proibiu empresas que são devedoras contumazes de solicitarem recuperação judicial. A decisão foi tomada no dia 21 deste mês.

Por unanimidade, o plenário virtual da Corte rejeitou ação protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para suspender esse trecho da norma. Para a entidade, a proibição impede o acesso à Justiça e representa uma forma coercitiva de cobrança de impostos.

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Flávio Dino. No entendimento do ministro, a lei criou uma proteção para que o Estado possa se proteger de empresas que não pagam impostos de forma reiterada.

"O princípio da preservação da empresa deve recair sobre unidades que operam sob a égide da boa-fé e da lealdade fiscal, hipótese que não se coaduna com o agir do devedor contumaz, o qual incorpora o não pagamento de tributos, reitero, ao seu modelo de negócios", afirmou o relator.

O entendimento pela validade da lei foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. 

Devedor contumaz 
A lei aprovada pela Câmara em dezembro criou a figura do devedor contumaz. A categoria abrange empresas que praticam inadimplência reiterada, utilizando a prática como estratégia de negócio. 

De acordo com a Receita Federal, a medida busca fortalecer a conformidade tributária, estimular a concorrência leal e dar mais transparência às ações de fiscalização.

O órgão ressalta que a iniciativa não tem como foco empresas que enfrentam dificuldades financeiras temporárias, mas casos em que a inadimplência é planejada para gerar vantagem competitiva.

Pelas regras, quem for comprovadamente um devedor contumaz fica impedido de receber benefícios fiscais, contratar com o Poder Público e não é beneficiado com extinção de punibilidade em crimes tributários caso pague o tributo. 

Um processo administrativo é aberto para que o contribuinte possa se defender antes de ser considerado devedor contumaz. Até julho, a Receita Federal já enquadrou 22 pessoas jurídicas nessa categoria. 

Oportunidade

IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios; saiba como se inscrever

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 1º de setembro

25/08/2026 17h45

Divulgação/IFMS

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Com 2,2 mil vagas, estão abertas as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027.

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 1º de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

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