O líder nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou em propaganda veiculada pelo partido na televisão que, caso sua própria candidatura à Presidência da República se torne inviável, será o ex-presidente Jair Bolsonaro quem decidirá o candidato pelo partido em 2026.
Costa Neto enfatizou que é Bolsonaro quem "possui os votos" necessários e destacou que o PL, que ele descreve como o maior partido do país, deve isso ao ex-presidente.
"Queremos que Bolsonaro seja o candidato à presidência do Brasil pelo PL. Se ele não puder, então é Bolsonaro quem decide quem será o candidato à presidência. É ele quem decide quem será o vice-presidente. Devemos isso a ele, pois são ele e o povo brasileiro que fizeram do PL o maior partido do Brasil", afirmou Valdemar na propaganda política.
A inserção foi ao ar no sábado (15). Apesar disso, Valdemar e Bolsonaro estão proibidos pelo STF de se comunicarem desde fevereiro, após a Operação Tempus Veritatis, que investiga um suposto plano para evitar a posse de Lula e manter Bolsonaro na Presidência.
A referência de Costa Neto à possibilidade de Bolsonaro não concorrer se relaciona com a decisão do TSE no ano passado, que o tornou inelegível até 2030 devido ao uso político do Sete de Setembro e disseminação de informações falsas sobre a urna eletrônica em reuniões com embaixadores.
Porém, o ex-presidente indicou a pelo menos três pessoas que pretende recorrer da decisão na corte eleitoral para recuperar o direito de concorrer à Presidência em 2026. Esse discurso é visto mais como uma mensagem para a base de apoiadores do que uma expectativa realista.
As projeções de Bolsonaro também enfrentam desafios jurídicos significativos, especialmente no Supremo Tribunal Federal.
No campo da direita, estão sendo considerados como potenciais candidatos à presidência em 2026 governadores que apoiam o bolsonarismo: Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).


