Política

SAÚDE

Vander e Zeca recebem sinal positivo para criação do 2º Distrito Sanitário Especial Indígena

O novo Dsei deve ser implantado no município de Amambai ou no município de Dourados

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Mato Grosso do Sul vai ganhar uma segunda unidade de Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), que deve ser implantada no município de Amambai ou no município de Dourados. 

A boa notícia para os povos indígenas do Estado foi dada pelo deputado federal Vander Loubet (PT-MS), explicando que a conquista é fruto de reivindicação dele e do deputado estadual Zeca do PT, que há vários anos defendiam essa bandeira.

Segundo o parlamentar, um 2º Dsei auxiliará na correção do que ele chama de injustiça com os povos indígenas de Mato Grosso do Sul.

"Temos a segunda maior população indígena do Brasil, atrás apenas do Amazonas, e apenas um Dsei, que é esse que fica em Campo Grande. Por outro lado, nosso vizinho Mato Grosso tem apenas a sexta população indígena do país e cinco unidades de Dsei. Não tem cabimento isso”, pontuou Vander Loubet.

Ele completou que a implantação de mais unidades de Dsei no Estado é fundamental para corrigir essa injustiça e garantir melhor atendimento para as aldeias de Mato Grosso do Sul.

Recentemente, no dia 1º de junho, Zeca do PT e o chefe de gabinete do deputado Vander Loubet, Sandro Omar de Oliveira Santos, reuniram-se com lideranças indígenas de Amambai, Coronel Sapucaia e Tacuru, que reforçaram a cobrança da comunidade pela implantação do novo Dsei.

Com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República e a criação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Vander e Zeca iniciaram um trabalho de articulação junto ao governo federal para viabilizar mais um Dsei no Estado. 

“Até porque era uma pauta que a gente já havia discutido com o Lula ainda na campanha”, complementou o deputado federal petista, que também é o coordenador da bancada federal de Mato Grosso do Sul no Congresso Nacional.

A articulação contou com o apoio de uma importante liderança indígena de Mato Grosso do Sul, Lindomar Terena, que atualmente ocupa o cargo de diretor do Departamento de Promoção da Política Indigenista da Secretaria de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas do MPI.

“Esse novo momento que o Brasil está vivendo permitiu que a gente pudesse dar início ao trabalho para viabilizar essa reivindicação. Nesse sentido, como uma pessoa que conhece a realidade dos indígenas do nosso Estado, o Lindomar foi uma voz importante para nós nessa articulação”, ressaltou Vander Loubet.

O parlamentar reforçou ainda que, com o apoio de Lindomar Terena, recebeu uma sinalização positiva sobre a demanda por parte do governo federal e agora só resta uma agenda com o secretário especial de Saúde Indígena, Ricardo Weibe Nascimento Costa, para tratarmos dos detalhes da implantação desse 2º Dsei.

O Dsei é a unidade gestora descentralizada do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), subordinada à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde. Trata-se de um modelo de organização de serviços de atenção à saúde indígena.

No Brasil, existem atualmente 34 Dseis distribuídos por critérios territoriais, tendo como base a ocupação geográfica das comunidades indígenas, não obedecendo necessariamente os limites dos Estados.

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ELEIÇÕES 2026

Ala do PL de MS ignora Flávio Bolsonaro nas redes sociais e Azambuja exige apoio

O ex-governador e presidente estadual da sigla já determinou que a militância intensifique a divulgação do presidenciável

25/04/2026 08h30

Senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Reinaldo Azambuja

Senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador Reinaldo Azambuja Divulgação

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Na quarta-feira, o pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e ex-vereador pela cidade do Rio de Janeiro (RJ), Carlos Bolsonaro (PL), anunciou que está realizando um levantamento nas 27 unidades da Federação de prefeitos, vereadores, lideranças e filiados ao partido que não têm divulgado nas redes sociais a pré-candidatura de seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à Presidência da República, para encaminhar o “diagnóstico” à executiva nacional da sigla para “corrigir” o que considera falta de engajamento interno.

Em Mato Grosso do Sul, o Correio do Estado fez uma consulta rápida às mídias sociais de alguns filiados ao PL detentores de mandato e constatou que, nos últimos dias, eles não fizeram nenhuma postagem de apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

No caso da Assembleia Legislativa, os destaques são os deputados estaduais Neno Razuk, Mara Caseiro, Zé Teixeira e Lucas de Lima.

Já entre os prefeitos os destaques são Thalles Tomazelli, de Itaquiraí, que é o atual presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), e Juliano Ferro, de Ivinhema, que tem mais de um milhão de seguidores, entre outros gestores municipais.

No entanto, o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, disse à reportagem que saiu na frente do vereador Carlos Bolsonaro, ao determinar a mobilização interna do partido nas redes sociais em torno da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. 

“Já determinei a todos os prefeitos, vereadores, lideranças e filiados do nosso partido que intensifiquem a divulgação da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Precisamos fortalecer o engajamento interno e unificar o discurso para ampliar a presença do PL em todo o País”, afirmou.

A cobrança por maior exposição pública do nome de Flávio tem sido um dos pontos centrais do discurso de Carlos Bolsonaro.

Em publicação recente, ele classificou como “estarrecedor” o fato de que, meses após o início da pré-campanha, muitos quadros do partido ainda não tenham feito manifestações explícitas de apoio.

“Quem quer vencer precisa agir, comunicar e vestir a camisa”, escreveu, ao defender que o mínimo esperado seria a demonstração pública de posicionamento político. Ele também incentivou apoiadores a cobrarem, “com bom senso”, lideranças locais do partido que ainda não se manifestaram.

Carlos reconheceu que a postura pode gerar desgaste interno, mas disse agir por convicção. O movimento ocorre em meio a ruídos dentro do campo da direita, inclusive no PL.

Nos últimos dias, divergências públicas envolveram nomes ligados ao bolsonarismo, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A troca de farpas teve início após críticas de Eduardo a um perfil influente nas redes sociais que declarou não apoiar Flávio no primeiro turno. Nikolas compartilhou o conteúdo, o que foi interpretado como sinal de desalinhamento.

A reação gerou uma sequência de publicações com críticas e acusações de desrespeito. O episódio ampliou a percepção de fragmentação no grupo político, em um momento em que aliados tentam consolidar o nome de Flávio Bolsonaro como alternativa para a disputa presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Política

Com mistura de 32% gasolina ficará mais barata e haverá autossuficiência, diz ministro

Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação

24/04/2026 22h00

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito

Gasolina em Campo Grande ultrapassa os R$ 7 no crédito Gerson Oliveira

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse nesta sexta-feira, 24, que a gasolina ficará mais barata com a elevação da mistura de etanol para 32% (E32). Ele também argumentou que a medida tem potencial de reduzir em cerca de 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina. Esse volume seria suficiente para zerar a dependência externa da importação do combustível. Ou seja, na avaliação dele, poderá ser atingida a condição de autossuficiência.

A medida será adotada após os testes já realizados no país, que comprovaram a viabilidade técnica da mistura durante os estudos conduzidos para a mistura de 30% em 2025, segundo o MME. A Pasta assegura que está garantida a segurança na implementação.

O fator central para a decisão é o preço. A cotação do petróleo no mercado internacional, com reflexo em derivados como a gasolina, foi elevada significativamente após o acirramento do conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, ampliar o uso do etanol seria uma medida para reduzir custos.

"Já tivemos os testes aprovados quando adotamos o E30. E nós nos tornaremos autossuficientes em gasolina. Absurdamente, o governo anterior vendeu refinarias. No momento de guerra, como essa, vemos a importância da segurança do suprimento", afirmou o ministro, que participa nesta sexta da 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, evento organizado pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

A elevação da mistura terá caráter excepcional e temporário, com vigência inicial de 180 dias, prorrogáveis por igual período, conforme deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). "A proposta integra um conjunto de ações do MME voltadas a garantir segurança energética no curto prazo e consolidar soluções estruturais para o País", declarou o MME.

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