Política

Eleições 2026

Vander Loubet confirma pré-candidatura ao Senado

Após especulações sobre ausência nas eleições de 2026, Vander divulga carta pública onde reafirma intenção de disputar vaga por Mato Grosso do Sul

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O deputado federal Vander Loubet (PT) anunciou que será pré-candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul. A confirmação veio após a circulação de informações de que o parlamentar não participaria do pleito de 2026. Diante da repercussão, Vander veio a público e oficializou sua intenção de disputar uma vaga na Casa.

A decisão foi divulgada por meio de uma carta aberta à população sul-mato-grossense, na qual afirma assumir o novo desafio “com responsabilidade”, após diálogo com diferentes setores da sociedade.

No documento, o deputado destaca sua trajetória de quase 24 anos na Câmara Federal, período em que, segundo ele, destinou mais de R$ 5 bilhões em investimentos ao Estado, por meio de emendas parlamentares e projetos que atenderam dezenas de municípios.

Vander ressalta que a experiência acumulada e a capacidade de articulação política foram fundamentais para transformar demandas em resultados concretos.

O parlamentar também menciona que a decisão de disputar o Senado ocorre em meio a um entendimento coletivo, além de um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo ele, embora tivesse condições de buscar a reeleição para a Câmara dos Deputados, optou por colocar seu nome à disposição para ampliar sua atuação em nível nacional.

Na carta, o pré-candidato reafirma o compromisso com a democracia e com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, destacando que pretende continuar defendendo os interesses da população caso seja eleito.

Antes dessa definição, os movimentos do Partido dos Trabalhadores (PT) apontavam para uma possível candidatura da deputada federal Camila Jara ao Senado. A estratégia seria utilizá-la como puxadora de votos, visando fortalecer a sigla e garantir ao menos uma cadeira no Senado.

Com a entrada de Vander Loubet na disputa, a expectativa dentro do partido é de que ele concentre votos da legenda e desempenhe esse papel de liderança eleitoral, contribuindo para ampliar a representação do PT no Estado.

Confira a carta na íntegra:

CARTA AO POVO SUL-MATO-GROSSENSE

Sim, sou pré-candidato a senador por Mato Grosso do Sul.

Faço esta carta de forma direta para esclarecer qualquer dúvida e afirmar, com responsabilidade, a decisão que assumo neste momento da minha vida pública. Trata-se de uma escolha construída com diálogo e ouvindo, principalmente, a população do nosso estado.

Ao longo de quase 24 anos como deputado federal, tive a honra de representar o povo sul-mato-grossense em Brasília por seis mandatos. Viabilizei mais de R$ 5 bilhões em investimentos para Mato Grosso do Sul, por meio de emendas, projetos e ações que chegaram aos 79 municípios.

Construí experiência e mantive portas abertas por onde passei, principalmente em Brasília. Essa capacidade de diálogo e de construção de consensos sempre foi essencial para transformar demandas em resultados concretos para nosso povo.

Cada obra, cada recurso, cada investimento representa mais do que números, representa o compromisso de nunca esquecer de onde viemos e para quem trabalhamos.

Ao longo da minha trajetória, representando um único partido e a sua linha de pensamento, trabalhei sempre em defesa da democracia e da melhoria da vida das pessoas, seja como filiado, dirigente ou parlamentar.

Agora, a partir de um entendimento coletivo, e atendendo a um pedido do presidente Lula, encaro um novo desafio. Embora muitos digam que eu teria uma reeleição tranquila como deputado federal, tenho a convicção de que política não se faz para a gente e sim para o coletivo. Por isso, coloco meu nome como pré-candidato ao Senado pelo Mato Grosso do Sul, com o compromisso de seguir representando nosso povo em Brasília, ampliando as oportunidades de ser um instrumento de desenvolvimento para nosso estado.

Sempre trabalhei pelo desenvolvimento do Mato Grosso do Sul e pelos interesses da nossa população. E reafirmo o compromisso de continuar trabalhando assim no Senado, se for a vontade do nosso povo.

Muito obrigado.

Vander Loubet
Deputado Federal e Presidente do Diretório Estadual do PT/MS

DEMOCRACIA

PT inicia ofensiva contra André Mendonça e pede apoio de militantes

Mobilização começou após o presidente dizer que "se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral"

10/09/2026 07h08

"Ou o STF abre o sigilo sobre Flávio Bolsonaro ou a integridade da eleição está comprometida", disse Lula

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou, nesta quarta-feira, 9, uma campanha nas redes sociais contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Banco Master.

Depois de Lula dar uma declaração pública pedindo a quebra integral do sigilo da investigação, petistas vieram a público criticar o juiz e iniciaram uma campanha de mobilização da militância em oposição a Mendonça.

"Na minha opinião, ou o STF abre o sigilo e mostra ao Brasil os segredos ocultos sobre Flávio Bolsonaro ou a integridade da eleição está comprometida. É preciso revelar toda a verdade sobre o candidato suspeito", disse Éden Valadares, secretário nacional de Comunicação do PT.

Poucos minutos antes, Lula pediu "explicações e medidas imediatas" para enfrentar a "crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário" em seu perfil nas redes sociais.

"Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral", afirmou o presidente e candidato à reeleição. "Por isso é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja a quem for, doa a quem doer."

Nos bastidores, alguns dos principais conselheiros de Lula veem André Mendonça como o responsável pelo momento ruim do presidente nas pesquisas de intenção de voto. Eles apontavam o entorno do ministro do STF como responsável pelos vazamentos da investigação da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha - a situação piorou após a queda do sigilo de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A gota d’água ocorreu após a divulgação de pesquisas que apontam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, o que mergulhou a campanha de vez numa crise.

Para alguns desses conselheiros, a situação envolvendo Moraes complicou ainda mais a situação de Lula. Para esse grupo, é inevitável que parte do eleitorado brasileiro não associe Moraes a Lula. Além disso, dizem eles, ainda existe gratidão do Planalto ao que ministro fez no julgamento da tentativa de golpe de Estado, que levou, entre outros, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à prisão.

A campanha pediu apoio da militância nos grupos de WhatsApp. "Faltam só 25 dias para as eleições, gente! Não tem para onde correr: a missão de hoje é para agora, hein? Precisamos falar sobre as atitudes do ministro André Mendonça no caso envolvendo a blindagem de Flávio Bolsonaro e defender que as instituições cumpram o seu papel com independência", disse um dos textos divulgados no grupo de WhatsApp "Lulaverso", criado pela campanha de Lula em 2022 e ativo até hoje.

Essa publicação foi feita antes da declaração pública de Lula. "Bora botar a boca no trombone! Cada compartilhamento, postagem e conversa importam muito. Está proibido deixar a tarefa para depois."

Éden Valadares defendeu em publicação nas redes que o momento pede reação imediata. "A situação política no Brasil é muito grave. O que eram suspeitas se confirmam em evidências, e precisamos denunciar e reagir agora. A crise institucional que se instalou no Supremo Tribunal Federal está sendo transformada em instrumento eleitoral pelo ministro relator do caso do Banco Master ao barrar as investigações sobre Flávio Bolsonaro, ao ser parcial nas apurações do banqueiro Daniel Vorcaro, ao negar ao Brasil a verdade sobre o escândalo Dark Horse", afirmou.

"A condução do processo claramente tenta influenciar as eleições brasileiras ao proteger o candidato bolsonarista à Presidência da República."

Na semana passada, o Estadão revelou que Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro trocaram 51 mensagens ao longo de 21 dias. A investigação mostrou que Vorcaro pedia auxílio e orientações ao ministro do Supremo sobre as investigações do Master. Também aparecem conversas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, intermediadas por um advogado.

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, aponta Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% no segundo turno. O cenário não era registrado desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

Política

Fachin decide tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Relator havia incluído acusações contra André Mendonça no processo

09/09/2026 19h10

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (9) e ficam preservadas todas as decisões tomadas por Moraes no processo até a data de hoje.

O inquérito foi aberto pela Corte em março de 2019 e continua em andamento. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater a veiculação de notícias que atingiam a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator.

A decisão de Fachin ocorre durante uma crise protagonizada por Moraes e o ministro André Mendonça. Na semana passada, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da PF que trazia mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Vorcaro é alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master, e está preso atualmente.

Nesta quarta, Fachin determinou a retirada da investigação contra Mendonça do inquérito das fake news. Todo seu conteúdo foi remetido ao próprio presidente da Corte.

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