Política

PREFEITURA DE CAMPO GRANDE

Vereador derrotado nas urnas e fora do alto escalão consegue "cargo alto"

Fora da política campo-grandense e do secretariado, o que sobrou para eles foram cargos comissionados especiais, especificados como "DCA-1", com salários de até R$ 15 mil

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Vereadores, derrotados nas eleições 2024 e fora do alto escalão do secretariado municipal, foram nomeados para exercer grandes cargos comissionados de assessoria na Prefeitura Municipal de Campo Grande, para o mandato 2025-2028.

Fora da política campo-grandense e do secretariado, o que sobrou para eles foram cargos comissionados especiais, especificados como “DCA-1”. Nesta categoria, os salários podem alcançar os R$ 15 mil.

Os cargos altos na prefeitura são os de direção, chefia e assessoramento, que são ocupados por servidores em comissão.

Os cargos de comissão são: 

  • Secretário Municipal
  • Secretário Especial
  • Subprefeito
  • Secretário-Adjunto
  • Secretário-Executivo Adjunto
  • Chefe de Gabinete Pessoal do Prefeito
  • Chefe de Gabinete Pessoal do Vice-Prefeito
  • Chefe de Gabinete

É o caso de Tiago Henrique Vargas, mais conhecido como Tiago Vargas, ex-vereador de Campo Grande e ex-policial civil de Mato Grosso do Sul.

Vargas foi vereador de Campo Grande de 2021 a 2024 e Policial Civil de Mato Grosso do Sul de 2014 a 2020. Ele foi expulso da corporação após “peitar” o ex-governador do Estado, Reinaldo Azambuja, xingando-o de "canalha e corrupto".

Tentou a reeleição para vereador em 2024 pelo Partido Progressistas (PP), mas, com 6.202 votos, foi derrotado nas urnas.

Agora, foi nomeado como assessor especial na Secretaria Especial de Articulação Regional. 

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

ADRIANE BARBOSA NOGUEIRA LOPES, Prefeita de Campo Grande, Capital do Estado de Mato Grosso do Sul, no uso de suas atribuições legais, resolve:

NOMEAR THIAGO HENRIQUE VARGAS, para exercer o cargo em comissão de Assessor Especial, símbolo DCA-1, na Secretaria Especial de Articulação Regional, em conformidade com a Lei n. 6.774, de 3 de fevereiro de 2022, com efeito a contar de 2 de janeiro de 2025.

A prefeita da Capital, Adriane Lopes, anunciou, na segunda-feira (13), que iria conceder cargos a alguns políticos que perderam nas eleições do ano passado.

“Com certeza. Eles foram grandes parceiros de gestão. Eles têm como prioridade melhorar a qualidade dos serviços para Campo Grande e estarão conosco também nessa caminhada”, disse a prefeita, durante coletiva de imprensa realizada na Câmara Municipal de Campo Grande.

Os vereadores que não conseguiram reeleição são Ayrton Araújo (PT), Betinho (Republicanos), Coronel Vilassanti (União Brasil), Dr. Loester (MDB), Tiago Vargas (PP), Dr. Sandro Benites (PP), Edu Miranda (Avante), Gian Sandim (PSDB), Gilmar da Cruz (PSD), Prof. João Rocha (PP), Marcos Tabosa (PP), Valdir Gomes (PP), William Maksoud (PSDB), Zé da Farmácia (PSDB), mas, até agora, foram nomeados Tiago Vargas, Valdir Gomes e Sandro Benites, todos do Progressistas, partido da prefeita.

Valdir Gomes está no alto escalão da gestão, como secretário de Cultura. Sandro Benites também está no alto escalão, como secretário do Esporte, apesar de ser médico.

ELEIÇÃO CONTESTADA

Capitão Contar contesta eleição de Lula e critica prorrogação dos votos

Em vídeo, senador lembrou que Zanin foi advogado do presidente reeleito e colocou em dúvida a questão do atraso nos ônibus em Salvador

26/10/2026 10h30

Capitão Contar, eleito senador por Mato Grosso do Sul com 746.580 votos

Capitão Contar, eleito senador por Mato Grosso do Sul com 746.580 votos Divulgação

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Renan Contar, o Capitão Contar (PL), eleito senador por Mato Grosso do Sul, contestou a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse, em sua rede social, que esta foi a "eleição mais controversa da história do Brasil". Em vídeo publicado no fim da noite deste domingo (25), o parlamentar disse que as eleições deste ano foram "entupidas de aberrações jurídicas".

A revolta do senador é, principalmente, com a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a eleição até às 19h, nos locais em que a votação não havia sido encerrada às 17h. Contar lembra que Zanin foi advogado de Lula e coloca em dúvida a questão do atraso nos ônibus em Salvador.

Além disso, o senador questiona como que "todos os institutos de pesquisa erraram e Lula aparece com mais 10 milhões no 2º turno".

Após a apuração das urnas se encerrarem e Lula ser declarado, novamente, presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro discursou para a imprensa e não reconheceu a eleição do adversário, alegando que Zanin mudou a "regra do jogo" e passou por cima da Justiça Eleitoral.

"É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, mais uma vez, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal. É inexplicável isso ter acontecido. As coisas acontecem do nada, a pedido de um ex-sócio, do próprio Zanin, e ele atende a um pedido e passa por cima da Justiça Eleitoral", disse Flávio Bolsonaro.

TSE reconhece vitória de Lula

Com 64.256.232 votos (51,79% dos votos válidos), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente da República. O candidato Flávio Bolsonaro (PL) ficou em segundo lugar, com 59.826.041 votos (48,21%). O resultado foi anunciado neste domingo (25) pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

Durante o pronunciamento, Kassio Nunes Marques ressaltou a participação popular no processo democrático. O 2º turno contou com mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar, dos quais 128,2 milhões compareceram às urnas. A abstenção ficou em torno de 19,2%, abaixo dos 21,08% registrados no 1º turno. 

O acesso dos eleitores ao transporte coletivo gratuito nos dias de votação também foi abordado pelo ministro. A medida segue parâmetros estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.013 e previstos na Resolução-TSE nº 23.751/2026. 

Segundo Kassio Nunes Marques, os tribunais regionais eleitorais (TREs) foram orientados a fiscalizar a oferta do serviço em suas respectivas regiões. O cumprimento da medida também foi acompanhado pelo TSE e pela Corregedoria-Geral Eleitoral. 

“A eventual insuficiência de transporte sempre será apurada e enfrentada pela Justiça Eleitoral, instituição à qual nossa Constituição atribuiu a competência exclusiva de gerir o processo eleitoral”, afirmou o ministro. 

 

 

ELEIÇÕES 2026

Em MS, Lula vence em cidades com forte presença indígena

O petista obteve maioria dos votos em Miranda, Japorã, Paranhos, Taquarussu, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Selvíria, Vicentina, Itaquiraí e Corumbá

26/10/2026 09h30

Cidades de MS com forte presença da população indígena escolheram Lula ao invés de Flávio Bolsonaro

Cidades de MS com forte presença da população indígena escolheram Lula ao invés de Flávio Bolsonaro Valdenir Rezende / Arquivo Correio do Estado

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Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil, na noite deste domingo (25), com 64.256.232 votos(51,79%), sendo 628.973 em Mato Grosso do Sul. Lula terminou vitorioso em 10 cidades sul-mato-grossenses, com algumas delas tendo forte presença da população indígena. Miranda, Japorã, Paranhos, Taquarussu, Tacuru, Dois Irmãos do Buriti, Selvíria, Vicentina, Itaquiraí e Corumbá.

No primeiro turno, Lula ganhou em Miranda, Dois Irmãos do Buriti, Vincentina, Paranhos, Sete Quedas e Japorã. Em Corumbá, quinto maior colegiado do Estado, o presidente conseguiu uma virada, terminando com 25.229 votos (50,73%), contra 24.501 (49,27%) de Flávio Bolsonaro (PL).

Em Miranda, onde residem cerca de 9 mil indígenas, Lula venceu com 8.590 votos (58,71%) contra 6.041 votos (41,29%) de Flávio Bolsonaro. Dos 20.067 eleitores aptos a votar no município, 5.199 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 25,91%. 

Em Japorã, onde cerca de 58% da população é composta de povos indígenas, o maior percentual do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Lula conseguiu 3.632 votos (70,98%) contra 1.485 votos (29,02%) de Flávio. 

Neste 2º turno, Paranhos, que abriga seis principais comunidades e aldeias indígenas dos povos Guarani Kaiowá e Guarani Ñandeva, Lula obteve vitória com 4.088 votos, o que representa 61,09% do total. Flávio Bolsonaro teve 2.604 votos (38,91%). 

Em Dois Irmãos do Buriti (MS), Lula terminou com 3.886 votos (60,30%). Flávio Bolsonaro (PL) teve 2.558 votos (39,70%). Dos 8.599 eleitores do município, 2.056 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 23,91%.

Em Taquarussu, foram 1.522 votos (51,06%) para Lula e 1.459 votos para Flávio Bolsonaro. Em Vicentina, município próximo a Dourados, que tem a maior população indígena do Estado, o petista teve 2.554 votos (52,70%) e o seu adversário teve teve 2.292 votos (47,30%). 

Itaquiraí, que possui um longo histórico de atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lula obteve 5.507 votos (51,15%) e Flávio Bolsonaro, 5.259 votos (48,85%). 

Lula teve 3.189 votos em Tacuru e Flávio Bolsonaro teve 1.939 votos. Dos 7.003 eleitores aptos a votar em Tacuru, 1.769 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 25,26%.

Em Selvíria, foram 2.625 votos para Lula e 2.450 votos para Flávio Bolsonaro. Dos 7.236 eleitores aptos a votar em Selvíria, 2.006 não compareceram no 2º turno, o que corresponde a uma abstenção de 27,72%.

Abstenção caiu

 

A abstenção no 2º turno das eleições caiu de 21,08% para 19,20% em relação ao 1° turno. Esse número representa que cerca de 30 milhões de eleitores não apareceram para votar. No dia 4 de outubro, foram 33 milhões de ausentes, quando foi registrado o recorde de abstenção desde 1998.

Porém, desta vez, com dois pontos percentuais a menos que no turno anterior, a abstenção teve o menor índice desde 2006.

Os primeiros resultados chegaram do exterior. Em 11 dos 134 países onde há brasileiros aptos a votar, foram às urnas mais de nove mil eleitores que não votaram na primeira etapa da eleição.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, destacou a participação de mais de 128 milhões de eleitores neste segundo turno em todo o Brasil. 

O número de votos válidos também foi maior, porque houve uma redução no votos brancos e nulos, que caíram, em média, dois milhões no segundo turno das eleições. 

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