Política

ELEIÇÕES 2024

'Dinossauros' da política ficam fora da Câmara Municipal de Campo Grande

Carlão foi o único 'dinossauro' que conseguiu se reeleger e garantiu o quinto mandato consecutivo; veja quem não se reelegeu

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Dr. Loester (MDB), Valdir Gomes (PP) e João Rocha (PP), os antigões da política campo-grandense, ficaram de fora e não conseguiram garantir cadeiras na Câmara Municipal de Campo Grande, no mandato 2025-2028.

Dinossauro é o termo utilizado para se referir aos veteranos e mais antigos vereadores da Capital, com no mínimo quatro mandatos consecutivos.

Loester Nunes de Oliveira, mais conhecido como dr. Loester, exerceu três mandatos como deputado estadual de Mato Grosso do Sul (1991-1995), (1999-2003) e (2003-2007) e quatro como vereador de Campo Grande (2009-2012), (2013-2016), (2017-2020) e (2021-2024), permanecendo quase 33 anos na política.

Mas, desta vez, não conseguiu se reeleger. Ele recebeu 3.333 votos nas eleições municipais de 2024.

Valdir João Gomes de Oliveira, mais conhecido como Valdir Gomes, exerceu quatro mandatos consecutivos como vereador da Capital (2009-2012), (2013-2016), (2017-2020) e (2021-2024).

Mas, desta vez, não conseguiu garantir uma cadeira no legislativo municipal pelos próximos quatro anos. Ele recebeu 3.648 votos nestas eleições.

João Batista da Rocha, mais conhecido como João Rocha, permaneceu por quatro mandatos como vereador de Campo Grande, sendo eleito em 2008 e reeleito em 2012, 2016 e em 2020, totalizando 16 anos na política. Mas, com 3.693 votos em 2024, não conseguiu se reeleger pela quinta vez.

Vereador Carlão, presidente da Câmara de Vereadores. Foto: Marcelo Victor

Carlos Augusto Borges (PSB), mais conhecido como Carlão, foi o único ‘dinossauro’ que conseguiu se reeleger e garantiu o quinto mandato consecutivo. Ele recebeu 6.912 votos e foi o 3º vereador mais votado, perdendo apenas para Marquinhos Trad (8.567) e Rafael Tavares (8.128).

Primeiro turno das eleições municipais 2024 ocorreu neste domingo (6), quando eleitores foram às urnas escolher prefeitos e vereadores para o pleito 2025-2028.  

VEREADORES ELEITOS

Confira todos os vereadores que foram eleitos em Campo Grande:

  • Marquinhos Trad (PDT)
  • Rafael Tavares (PL)
  • Carlão (PSB) - reeleição
  • Silvio Pitu (PSDB) - reeleição
  • Veterinário Francisco (União Brasil) - reeleição
  • Fábio Rocha (União Brasil)
  • Professor Riverton (PP) - reeleição
  • Junior Coringa (MDB) - reeleição
  • Dr. Victor Rocha (PSDB) - reeleição
  • Professor Juari (PSDB) - reeleição
  • Flávio Cabo Almi (PSDB)
  • Luiza Ribeiro (PT) - reeleição
  • André Salineiro (PL)
  • Papy (PSDB) - reeleição
  • Ana Portela (PL)
  • Neto Santos (Republicanos)
  • Maicon Nogueira (PP)
  • Delei Pinheiro (PP) - reeleição
  • Wilson Lands (Avante)
  • Herculano Borges (Republicanos) 
  • Beto Avelar (PP) - reeleição
  • Dr. Jamal (MDB) - reeleição
  • Landmark (PT)
  • Clodoilson Pires (Podemos) - reeleição
  • Jean Ferreira (PT)
  • Dr. Lívio (União Brasil)
  • Ronilço Guerreiro (Pode) - reeleição
  • Leinha (Avante)
  • Otávio Trad (PSD) - reeleição

VEREADORES ANTIGOS NÃO ELEITOS

Confira os atuais vereadores que se candidataram, mas não venceram as eleições:

  • Ayrton Araújo (PT)
  • Betinho (Republicanos)
  • Coronel Vilassanti (União Brasil)
  • Dr. Loester (MDB)
  • Dr. Sandro Benites (PP)
  • Edu Miranda (Avante)
  • Gian Sandim (PSDB)
  • Gilmar da Cruz (PSD)
  • Prof. João Rocha (PP)
  • Marcos Tabosa (PP)
  • Valdir Gomes (PP)
  • William Maksoud (PSDB)
  • Zé da Farmácia (PSDB)
  • Tiago Vargas (PP)

* Colaborou Glaucea Vaccari

Política

Fachin decide tirar Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Relator havia incluído acusações contra André Mendonça no processo

09/09/2026 19h10

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes Divulgação/STF

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (9) e ficam preservadas todas as decisões tomadas por Moraes no processo até a data de hoje.

O inquérito foi aberto pela Corte em março de 2019 e continua em andamento. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a medida como forma de combater a veiculação de notícias que atingiam a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator.

A decisão de Fachin ocorre durante uma crise protagonizada por Moraes e o ministro André Mendonça. Na semana passada, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da PF que trazia mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes. Vorcaro é alvo central da Operação Compliance Zero, que trata da suspeita de fraudes financeiras bilionárias no Master, e está preso atualmente.

Nesta quarta, Fachin determinou a retirada da investigação contra Mendonça do inquérito das fake news. Todo seu conteúdo foi remetido ao próprio presidente da Corte.

stf

Mendonça solta filho do Careca do INSS, que era sócio em empresas investigadas por desvios

Em meio à crise no STF, ministro determina a libertação de filho do empresário investigado por fraudes com aposentadorias

09/09/2026 17h13

Antonio Carlos Antunes, o

Antonio Carlos Antunes, o "Careca do INSS" Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou a soltura do filho de Antônio Carlos Camilo, o Careca do INSS. Romeu Carvalho Antunes era sócio do pai em empresas usadas no esquema de descontos a aposentados. Ele fica proibido de se comunicar com os outros investigados.

Na decisão, o magistrado sustenta que Romeu não representa risco suficiente às investigações para justificar a manutenção da reclusão absoluta. Afirma que as novas cautelares impostas são o bastante.

“No caso de ROMEU, entendo que a segregação física integral não mais se mostra necessária na intensidade anteriormente reconhecida. A análise atual deve considerar, cumulativamente, o estágio alcançado pela investigação, a possibilidade de controle objetivo dos deslocamentos do investigado, sua retirada dos ambientes institucionais diretamente associados aos fatos apurados, a vedação de interlocução com investigados e testemunhas e a manutenção de sua vinculação à jurisdição nacional”, diz o magistrado.

Ele também diz que a defesa do réu provou que ele não exercia mais cargo nas empresas da família no período em que os crimes investigados teriam sido cometidos.

“A defesa comprovou que ROMEU havia deixado as funções empresariais. Tais elementos não eliminam, isoladamente, os riscos cautelares, mas possuem relevância na aferição de sua intensidade atual, especialmente quando conjugados com medidas diretamente dirigidas às fontes concretas de risco apontadas na investigação.”

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