Atual titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck afirmou em conversa com jornalistas que não deve deixar a pasta visando uma possível candidatura para eleições municipais deste ano.
Cerca de 20 dias após sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD), a fala foi feita após anúncio do evento MS Day, que acontecerá em Nova York, quando o secretário da Semadesc foi abordado a respeito dos prazos para deixar a pasta e concorrer em cargo eletivo.
"Não! Eu não sou candidato, vou continuar na secretaria normalmente", comentou enfático Jaime Verruck.
Ainda, provocado sobre a "pompa" que fez durante ato de filiação - que contou com a presença do governador e vice, Eduardo Riedel e Barbosinha, além do comandante estadual do PSD, Nelsinho Trad -, Verruck desconversou e questionou: "quando fiz pompa?".
"Não tenho pretensões políticas. No caso do PSD fui convidado a participar, mas não tenho nenhuma pretensão, vou continuar no Governo", disse.
Em complemento, Jaime Verruck reforçou - diante do prazo de 06 de junho para decidir seu futuro político - que não participa do processo eleitoral de campo grande, apenas: "apoiando o nosso candidato que é o Beto Pereira", comentou o secretário.
Requisitado
Mais recente, como abordou o Correio do Estado, a pré-candidata a prefeitura de Campo Grande e atual chefe da Superintendência para o Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Sudeco), Rose Modesto (União Brasil), indicou a sondagem ao nome de Verruck.
Além do secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck (PSD), Rose cogita também o advogado e professor de Direito, André Puccinelli Jr. (MDB), filho do ex-governador André Puccinelli.
Porém, essa não é a primeira vez que o nome de Jaime Verruck é apontado como a ser escolhido para uma função que não seja comandar a Semadesc.
Economista, mestre em Economia Rural, doutor em Desenvolvimento e Planejamento Territorial e formação executiva em Estratégias e Inovação, Verruck comandou por anos o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de Mato Grosso do Sul (Senai/MS) e acumula experiência também como diretor-corporativo da Federação das Indústrias do Estado (Fiems).
Vale lembrar também que, assim que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente, a integrante local do gabinete de transição à época, Simone Tebet - que acabou assumindo o Ministério do Planejamento e Orçamento -, cogitou arrastar Verruck para o governo federal quando ainda era cotada para a pasta do Meio Ambiente.
Conforme o secretário de Estado de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Rocha (MDB) - que é marido de Simone Tebet -, em conversa com Verruck na entrega de medalhas da Ordem do Mérito e do Colar do Mérito Pantaneiro, foi ponderada a incorporação de Jaime ao futuro ministério de Simone.
O fato não aconteceu, mas à época Verruck já tratava, confidencialmente com amigos, uma certa chateação por estar sendo excluído do projeto de governo de Eduardo Riedel.
Hoje, aos jornalistas, Verruck detalhou durante conversa que sua saída do Partido Progressistas (PP) se deu por convite do próprio PSD, solicitação que não foi feita pelo partido tucano, grupo ao qual Jaime já era ligada por conta da secretaria.
**(Colaborou Eduardo Miranda)





