Política

Eleições

"Vou blindar o MS de qualquer ideologia de esquerda", diz Contar se vencer

Perguntado sobre o que seria a ideologia, candidato não soube responder

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Em coletiva de imprensa após votar no Colégio Oswaldo Tognini (Funlec), localizado no bairro Chácara Cachoeira, o deputado estadual e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul Renan Contar (PRTB) afirmou que, se eleito, será o governador que irá trabalhar institucionalmente para blindar o Estado de qualquer ideologia de esquerda em caso da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o cargo de Presidente da República.

Perguntado pelos jornalistas, Contar não soube especificar o que seriam as ideologias de esquerda relacionadas a proposta de governo do Partido dos Trabalhadores: "Meu compromisso é com o cidadão sul-mato-grossense", rebateu.

Sobre o secretariado, o candidato do PRTB afirmou que sua equipe de governo será anunciada posteriormente, e que não irá fazer alianças com outros candidatos. "Fiquem tranquilos. Será técnico. Nada de indicações. Em relação a declaração dos outros candidatos, o voto é bem-vindo. Mas não significa que existam acordos ou espaço para o governo".

Agradecimentos

Contar usou a coletiva de imprensa para agradecer aos eleitores que o apoiaram durante o segundo turno, e declarou que hoje será um dia importantíssimo para democracia do nosso país. "Estamos em um dia histórico, onde a gente vai obviamente decidir os próximos quatro anos, tanto do Brasil como do Mato Grosso do Sul", pontuou.

"A expectativa é de que tenhamos o melhor vencedor, assim podemos trabalhar pelo Estado. Trazer dignidade e governar para o povo, e romper esse ciclo de oligarquias políticas. Isso vai ser histórico. Vou acompanhar a apuração em casa, com a minha família, onde acompanharemos cada passo o desenrolar. Continuamos em orações para que não haja fraudes ou situações adversas. Vamos respeitar a democracia e a escolha popular."

Com convicção, o candidato argumenta de que Bolsonaro se reelege. "É a certeza do partido, de que vamos continuar livres, com progresso e desenvolvimento. Qualquer outra alternativa, imagino que o Brasil vai ir pro buraco. Fé em Deus que o Bolsonaro [se reelege e] que a gente consiga garantir mais quatro anos de liberdade para os nossos filhos".

Questionado sobre a afirmação de que estaria se aproximando de Soraya Thronicke (União Brasil), Contar respondeu rispidamente: "Não há aliança com ninguém, muito menos com a senhora aí. Não sei de onde vocês da imprensa tiraram essa informação."

Histórico no exército

O candidato relembrou sua carreira no exército e a comparou com as eleições de 2022: "Me alistei esse ano pra servir, assim como fiz aos 18 anos. Agora é para servir a população de Mato Grosso do Sul. Coloquei o meu nome, busquei renovação na política, cheguei até aqui sem fazer conchavos, com o apoio das pessoas. Esse é o momento em que agradeço a Deus, a minha família e a todos ao meu redor por terem suportado uma campanha tão suja, com tanta mentira e fake news... Me sinto vitorioso chegando até aqui. É muito bom ser abraçado pelo povo sul-mato-grossense".

Vale ressaltar que Renan Contar optou por não participar da sabatina realizada pelo Correio do Estado. Os convites, a ele e ao candidato do PSDB, Eduardo Riedel, foram feitos assim que os resultados do primeiro turno das eleições foram divulgados, no início do mês de outubro. Por regra eleitoral, como o candidato do PSDB ocupou o espaço destinado a ele, o Correio do Estado deixou em aberto o espaço que deveria ser das respostas do candidato em sua edição impressa, de 29 de outubro de 2022.

 

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STF

Cármen Lúcia vota pela condenação de Eduardo Bolsonaro por difamação

Com a decisão de Cármen seguindo o relator, o julgamento conta com dois votos favoráveis à condenação

21/04/2026 12h00

Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) Foto: Arquivo

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Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia acompanhou integralmente o voto do relator Alexandre de Moraes para condenar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por crime de difamação contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

Moraes é o relator da ação penal que está em julgamento na corte e entendeu que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser condenado a um ano de prisão em regime aberto. O processo foi movido contra Eduardo Bolsonaro após uma postagem nas redes sociais.

Em 2021, Eduardo escreveu que o projeto de lei proposto pela parlamentar paulista para garantir a distribuição gratuita de absorventes íntimos para a população teria o objetivo de atender interesses empresariais de "seu mentor-patrocinador Jorge Paulo Lemann", acionista de uma companhia que fabrica produtos de higiene pessoal.

Ao votar pela condenação, Moraes entendeu que ficou configurada a difamação contra a deputada. O caso é julgado pelo plenário virtual do Supremo.

Até o momento, com a decisão de Cármen seguindo o relator, o julgamento conta com dois votos favoráveis à condenação. O prazo para o julgamento termina no dia 28 de abril. Faltam os votos de oito ministros.

Durante a tramitação do processo, a defesa de Eduardo Bolsonaro disse que as declarações foram feitas no âmbito da imunidade parlamentar.

Na noite desta segunda-feira (20), em postagem nas redes sociais, o ex-deputado publicou imagens do casamento de Tabata Amaral com João Campos, prefeito do Recife, em uma cerimônia da qual participou, como convidado, o ministro Alexandre de Moraes.

"Na mesma imagem, a autora do processo contra mim (Tabata) e o 'juiz' (Moraes) que me condenou a um ano de prisão + multa, tudo no casamento dela!", escreveu o deputado.

"Isso que se tornou o Brasil com a associação Lula-Moraes. Já imaginou ser condenado por um juiz amigo daquela que te processa?", acrescentou.

Tabata Amaral não se manifestou publicamente sobre o andamento da votação no STF.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por acumular faltas às sessões da Câmara dos Deputados.

 

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eleições 2026

Cúpula da Justiça Eleitoral debaterá em Campo Grande fake news criadas por IA

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian informou que o 59º Ccorelb vai tratar de outros desafios impostos pela tecnologia

21/04/2026 08h30

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento

O juiz eleitoral Olivar Augusto Coneglian detalhou o evento divulgação

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De 22 a 24 de julho, o auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande, vai receber a cúpula da Justiça Eleitoral para a 59ª edição do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais do Brasil (Ccorelb), tendo como um dos principais focos o debate para combater as fake news impulsionadas por inteligência artificial (IA) nas eleições deste ano.

Conforme o juiz eleitoral Olivar Augusto Roberti Coneglian, que atua como auxiliar da Vice-Presidência e da Corregedoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), esse tema vem ganhando centralidade no debate eleitoral brasileiro diante dos desafios impostos pelas novas tecnologias.

Para isso, de acordo com ele, o evento reunirá autoridades de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) do Brasil, além de representantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidando-se como um dos principais fóruns de articulação da Justiça Eleitoral no País.

O magistrado sul-mato-grossense explicou que o Ccorelb é um colegiado que reúne corregedores eleitorais de todo o Brasil para debater e aprimorar práticas relacionadas com a gestão, fiscalização e regularidade dos serviços eleitorais. 

Realizados três vezes ao ano, os encontros funcionam como espaços estratégicos para troca de experiências, alinhamento de procedimentos e fortalecimento da atuação conjunta da Justiça Eleitoral.

Olivar Augusto Coneglian acrescentou que Campo Grande foi escolhida para sediar a 59ª edição do
Ccorelb, que é a última antes da eleição deste ano, por vários motivos. “O principal é que o TRE-MS está há vários anos entre as cortes eleitorais que mais rapidamente apura as eleições. E, mais que isso, Mato Grosso do Sul é um dos estados que têm um melhor desenvolvimento do pleito, isso significa que a população tem acesso fácil às urnas e consegue desenvolver a contento seu direito ao voto”, argumentou.

Entre os temas em destaque nesta edição, além do enfrentamento à desinformação produzida com o uso de inteligência artificial, estarão as auditorias periódicas que garantem a segurança das urnas eletrônicas e do sistema de votação brasileiro – frequentemente apontado como referência internacional –, bem como estudos voltados à melhoria da logística eleitoral. 

A redução de filas em locais de votação, problema recorrente em grandes centros urbanos e regiões com alta densidade eleitoral, também deve entrar na pauta. “O avanço das tecnologias exige uma atuação cada vez mais coordenada da Justiça Eleitoral, especialmente no enfrentamento às fake news produzidas por inteligência artificial, que representam um dos maiores desafios para a lisura do processo eleitoral”, assegurou.

Por isso, os corregedores e equipes das corregedorias, além da organização das eleições, também debaterão o assunto. “Combater a produção e a disseminação das notícias falsas sempre foi e sempre será uma das obrigações da Justiça eleitoral”, reforçou.

Dentro desta máxima, ele pontuou que, apesar de ter ainda muito para se estudar e decidir sobre IA, um entendimento que vem se fixando é que não é o caso de só se sancionar quem produz, mas também quem divulga e quem se beneficia do falso. 

“Não basta a pessoa alegar que não sabia que uma notícia que reenviou era falsa, cada cidadão tem a obrigação de verificar antes de replicar”, alertou.

O magistrado ainda explicou que devem ser discutidas iniciativas de modernização dos serviços prestados ao eleitor, como o uso de ferramentas digitais, a ampliação do atendimento remoto e estratégias para aumentar a transparência e a confiança pública nas eleições.

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