Política

EX-GOVERNADOR

Zeca do PT passa por procedimento cardíaco e está internado na UTI da Cassems

Com 73 anos, o deputado vinha sentindo dores no peito há alguns dias, ontem à noite foi internado às pressas e passou por cateterismo

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O ex-governador e atual deputado estadual José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, que completou 73 anos em fevereiro, foi internado às pressas ontem à noite e passou por cirurgia cardíaca após sentir fortes dores no peito.

Conforme a assessoria, o procedimento foi satisfatório e agora ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Cassems, em Campo Grande.

Ainda de acordo com a assessoria, ele vinha sentindo dores no peito faz alguns dias e depois de exames ontem à noite, foi submetido a cateterismo e colocação de dois stents (pequeno tubo) para desobstrução das artérias.

Embora ainda esteja na UTI, seu estado de saúde é considerado satisfatório e provavelmente deve ir para o quarto ou até mesmo ter alta hospitalar ainda hoje. 

Em vídeo publicado nas redes sociais, disse que está se “recuperando depois do susto, está tudo bem. Acho que ainda hoje vou pra casa, tranquilo e pronto pra outra. Beijo pra todo mundo.”.

Mas antes desta possível alta, terá de passar por novos exames ao longo do dia para descobrir a real gravidade do entupimento das  artérias e confirmar se o procedimento da noite passada foi o suficiente para restabelecer a saúde. 

O problema cardíaco do deputado surge em meio a uma série de embates que está tendo com companheiros petistas por conta de seu discurso, na semana passada, contra a invasão de indígenas numa área rural de Rio Brilhante. 

Zeca, que além de ter sido governador por dois mandatos, deputado federal, deputado estadual e vereador de Campo Grande fundamentou a crítica suas críticas contra a invasão ao afirmar que os índios estariam errados em invadir a área, a fazenda do Inho, de quase 400 hectares,  porque ela é produtiva e que nem era parte de algum estudo antropológico para investigar se seria, ou não, terra indígena. 

Desde o pronunciamento desastroso do deputado, vários movimentos e lideranças, se posicionaram de forma contundente contra a referida manifestação do deputado Zeca", cita trecho de uma nota distribuída à imprensa nesta segunda-feira (13) pelo presidente regional do PT, Vladimir Ferreira, associado à sigla desde 1994, 28 anos atrás.

O Cimi (Conselho Missionário Indigenista) informou ao Correio do Estado que a área ocupada é estudada como eventual território indígena desde 2007, há 16 anos.

No comunicado, Ferreira foi mais longe: "essa indignação, tem como justificativa que tal posicionamento em que o deputado questiona de forma veemente e incoerente com relação a sua própria história e a do Partido dos Trabalhadores, o direito de luta e resistência dos povos indígenas e também dos trabalhadores sem-terra, vítimas da exclusão histórica em nosso país e particularmente nesse caso da cultura latifundiária e concentradora de terras no Brasil".

A terra em questão, a fazenda do Inho, é propriedade do presidente do PT, em Rio Brilhante, José Raul das Neves Junior.

Quanto a isso, o comandante regional do PT, também se manifestou: "Na vida e na política é preciso ter coerência. O fato de a área Tekora Laranjeira Nanhanderu [fazenda do Inho], estar na posse de um companheiro do PT, não pode fazer com que mudemos de posição em defesa dos direitos dos indígenas de recuperar seu território tradicional".

Por fim, o presidente do PT de MS, escreveu: "reafirmo que o posicionamento do deputado Zeca é um posicionamento isolado e equivocado, e de forma alguma representa o que o PT historicamente defende e que o governo do Presidente  também".
 

Barragem

STF valida proibição de devedor contumaz pedir recuperação judicial

Regra foi confirmada pelo plenários por unanimidade

25/08/2026 21h00

Supremo Tribunal Federal (STF)

Supremo Tribunal Federal (STF) Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu confirmar a validade da regra do Código de Defesa do Contribuinte (Lei Complementar 225/2026) que proibiu empresas que são devedoras contumazes de solicitarem recuperação judicial. A decisão foi tomada no dia 21 deste mês.

Por unanimidade, o plenário virtual da Corte rejeitou ação protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para suspender esse trecho da norma. Para a entidade, a proibição impede o acesso à Justiça e representa uma forma coercitiva de cobrança de impostos.

Prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Flávio Dino. No entendimento do ministro, a lei criou uma proteção para que o Estado possa se proteger de empresas que não pagam impostos de forma reiterada.

"O princípio da preservação da empresa deve recair sobre unidades que operam sob a égide da boa-fé e da lealdade fiscal, hipótese que não se coaduna com o agir do devedor contumaz, o qual incorpora o não pagamento de tributos, reitero, ao seu modelo de negócios", afirmou o relator.

O entendimento pela validade da lei foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, André Mendonça, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Nunes Marques. 

Devedor contumaz 
A lei aprovada pela Câmara em dezembro criou a figura do devedor contumaz. A categoria abrange empresas que praticam inadimplência reiterada, utilizando a prática como estratégia de negócio. 

De acordo com a Receita Federal, a medida busca fortalecer a conformidade tributária, estimular a concorrência leal e dar mais transparência às ações de fiscalização.

O órgão ressalta que a iniciativa não tem como foco empresas que enfrentam dificuldades financeiras temporárias, mas casos em que a inadimplência é planejada para gerar vantagem competitiva.

Pelas regras, quem for comprovadamente um devedor contumaz fica impedido de receber benefícios fiscais, contratar com o Poder Público e não é beneficiado com extinção de punibilidade em crimes tributários caso pague o tributo. 

Um processo administrativo é aberto para que o contribuinte possa se defender antes de ser considerado devedor contumaz. Até julho, a Receita Federal já enquadrou 22 pessoas jurídicas nessa categoria. 

Oportunidade

IFMS oferece 2,2 mil vagas em 12 municípios; saiba como se inscrever

Inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 1º de setembro

25/08/2026 17h45

Divulgação/IFMS

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Com 2,2 mil vagas, estão abertas as inscrições no Exame de Seleção 2027, processo seletivo para ingresso nos cursos técnicos integrados do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). São 2.270 vagas em 11 opções de cursos gratuitos ofertados em 12 municípios, com início das aulas no 1º semestre de 2027.

As inscrições devem ser feitas na Página do Candidato da Central de Seleção do IFMS até 1º de setembro. A taxa de inscrição é de R$ 20, e deve ser paga até 2 de setembro via PagTesouro, (Pix, cartão de crédito ou boleto).

Há vagas para os cursos técnicos integrados em Administração, Agropecuária, Alimentos, Agricultura, Desenvolvimento de Sistemas, Edificações, Eletrotécnica, Informática, Informática para Internet, Mecânica e Metalurgia. A oferta abrange os municípios de Amambai, Aquidauana, Campo Grande, Corumbá, Coxim, Dourados, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

Para se inscrever no exame de seleção é preciso concluir o 9° ano do ensino fundamental até a data da matrícula no IFMS, prevista para janeiro do próximo ano. Outra regra é ter o Cadastro de Pessoa Física (CPF) em seu próprio nome.

Os interessados que não têm acesso à internet podem ir à Central de Relacionamento (Cerel) dos campi do IFMS, ou aos Centros de Referência Amambai e Paranaíba, e solicitar o uso de um computador para fazer a inscrição. Confira os endereços e horários de funcionamento de cada unidade.

Quem tiver a solicitação indeferida (negada), deverá pagar a taxa de inscrição até a data limite para poder fazer a prova.

Ações Afirmativas

Metade das vagas ofertadas no Exame de Seleção 2027 é reservada a estudantes que cursaram todas as séries do ensino fundamental em escola pública ou em escola comunitária conveniada com o poder público que atue no âmbito da educação do campo. 

As vagas reservadas serão distribuídas para candidatos com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e para candidatos com qualquer renda familiar. Nesses dois grupos ainda há reserva para negros e pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

Os candidatos serão classificados de acordo com a nota na prova, observados os critérios de desempate. 

Exame de Seleção

O exame de seleção é uma prova de múltipla escolha, que será aplicada no dia 27 de setembro em todos os municípios, com 30 questões de Língua Portuguesa (10), Matemática (10) e Ciências da Natureza (10).

O conteúdo da prova pode ser consultado no anexo X do edital de abertura do processo seletivo.

No hotsite do Exame de Seleção 2027 é possível consultar provas e gabaritos de edições anteriores do processo seletivo.

Serviço: dúvidas sobre o edital ser encaminhadas ao e-mail [email protected].

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