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Cuidados com o sol: conheça mitos e verdades do verão

Cuidados com o sol: conheça mitos e verdades do verão

Jornal do Brasil

20/12/2011 - 00h00
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O verão está chegando e a previsão do tempo é de dias nublados com pancadas de chuva e um ou outro dia de sol. Para o Climatempo, tempo firme de sol por período prolongado só em fevereiro. Engana-se, no entanto, quem acha que pode ir para a praia sem protetor solar em um dia nublado.

"Os dias de céu encobertos são mais perigosos que os dias de sol forte", alerta a dermatologista Daniela Lemes Nunes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

De acordo com ela, os raios ultravioleta conseguem atravessar as nuvens e atingir a pele.

"A sensação de ardor e calor vêm dos raios infravermelhos do sol, que não atravessam as nuvens, portanto, em dias de tempo fechado eles não nos dão o alerta de que estamos sendo queimados, o que leva muitas pessoas a dispensarem o protetor solar", alerta a especialista que é diretora médica da Slim Clinique. “No dia seguinte, você perceberá as queimaduras e o pós-sol vai acalmar e restabelecer a barreira lipídica, impedindo a descamação e irritação cutânea a pele, mas não reverterá os danos causados pelo sol no DNA das células”, continua.

Os raios ultravioleta são os responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele e também os causadores do câncer de pele, neoplasia mais comum no mundo. Segundo estimativas do INCA sobre o câncer para 2012 são esperados 65 casos novos de câncer de pele não melanoma a cada 100 mil homens e 71 para cada 100 mil mulheres. "No verão é quando os raios ultravioleta são mais incidentes devido à proximidade da Terra com o sol, portanto, o protetor solar deve ser aplicado diariamente e reaplicado, mesmo para quem apenas caminha de um ponto a outro na rua", diz.

O site do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informa diariamente a incidência dos raios ultravioleta. Antes mesmo do início do verão, na segunda semana de dezembro, o mapa do Brasil já tem aparecido em sua maior parte com incidências altas e muito altas – a escala e composta por índice baixo, moderado, alto, muito alto e extremo.

Segundo a médica para retardar o envelhecimento e se ver longe do câncer, o cuidado deve começar desde cedo. "Todo o sol que tomamos até os 20 anos é o grande vilão da degradação de colágeno que começa a se iniciar aos 30 anos de idade. A exposição solar é cumulativa", explica.

Além do protetor solar, a médica recomenda protetores de barreira como bonés, chapéus e guarda-sóis. “Os homens não podem se esquecer de passar o protetor nas orelhas, nuca, nariz e boca que estão mais expostos”, ressalta a Daniela.

Conheça outros mitos do sol:

MITO. O protetor solar impede o bronzeamento.

É possível se bronzear com protetor solar. Ele é um aliado do bronzeado bonito, pois vai bloquear os raios ultravioleta, que liberam os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento da pele.

MITO. Em dia de céu encoberto não preciso usar protetor.

É o dia em que você deve ter mais cuidado, principalmente no verão quando a incidência solar é mais forte. O que nos dá a sensação de calor são os raios infravermelhos do sol, que em dias de muitas nuvens no céu não chegam ao solo. No entanto, os raios ultravioleta conseguem atravessar as nuvens e queimar nossa pele sem nos dar a sensação no momento de ardor. Os raios ultravioleta são os responsáveis pelo envelhecimento precoce e pelo câncer de pele.

VERDADE. Cremes bronzeadores podem manchar a pele.

Nas regiões em que a pele é mais áspera, o creme bronzeador vai absorver mais, então essa região ficará mais escura que o resto do corpo (joelho e cotovelos). Então, alguns dias antes de aplicar o creme bronzeador, faça uma esfoliação na pele para igualar o tom. Na hora da aplicação também use uma luva para não manchar as mãos.

VERDADE. Para garantir um bronzeado bonito, é bom esfoliar a pele uma semana antes de se expor ao sol.

A pele deve estar em tom uniforme para adquirir uma cor bonita sem manchas, para isso faça uma esfoliação corporal uma semana antes de se expor ao sol e capriche no hidratante diariamente. Para que a pele não descame, a hidratação é fundamental. Então no verão, tente aplicar o hidratante duas vezes ao dia.

MITO. A maquiagem com proteção solar tem o mesmo efeito que o protetor.

Para que o filtro de uma base tenha esse efeito será preciso aplicar muita quantidade do produto, o que não dará uma boa base. O que existe no mercado são protetores solares com cor de base. Esse sim pode ser usado. Antes de se maquiar é recomendável usar o filtro solar na quantidade adequada, mesmo que a maquiagem tenha filtro. A proteção do filtro da maquiagem será complementar.

MITO. Somente o filtro solar para cabelos protege os fios do sol.

O filtro solar foi desenvolvido para a pele. O FPS é aferido de acordo com o eritema causado pelo sol na pele. Mas no cabelo não há estudos que verifiquem qual é o FPS mais adequado para combater a exposição solar. Por isso, a recomendação é usar o filtro solar para cabelos mas também mantê-los cobertos com chapéus ou bonés.

MITO. Se eu passar protetor antes de sair de casa, estou protegida o resto do dia.

É importante passar o protetor no mínimo 30 minutos antes da exposição solar para que o produto seja bem absorvido e reaplicar a cada 3 horas ou a cada vez que for à água. O suor e a água retiram o protetor.

MITO. A alimentação pode ajudar a aumentar as defesas da pele.

A única influencia na alimentação seria no bronzeamento. Alimentos com betacaroteno (as frutas e legumes de cor vermelha, laranja e amarela) ajudam na obtenção de um bronzeado mais bonito.

MITO. Usar muito protetor labial resseca os lábios.

Não. Mas o ideal é optar por um protetor labial com hidratante.  

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Transformar PDF digitalizado em Word: como usar OCR

Se você já tentou abrir um PDF achando que ia copiar o texto rapidinhomas nada aconteceu, respira. Você não fez nada errado

28/04/2026 15h55

Freepik

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Neste guia, a vamos mostrar sem drama e sem promessas milagrosas, como transformar pdf em word usando OCR de um jeito que realmente funcione na vida real. Com erros? Às vezes. Com solução? Sempre.

O que é OCR e por que ele é necessário em PDF digitalizado

OCR vem de Optical Character Recognition, ou reconhecimento óptico de caracteres. Em português bem direto: é a tecnologia que ensina o computador a “ler” texto dentro de imagens.

Quando você tem um PDF escaneado, o arquivo não tem letras de verdade ali dentro. Ele só tem pixels. O OCR analisa esses pixels, identifica padrões que parecem letras, palavras e números, e transforma isso em texto editável.

Sem OCR, não tem como transformar pdf em word quando o PDF vem de scanner, foto de celular ou sistema antigo. O máximo que dá pra fazer é olhar… e sofrer.

Por isso, sempre que falamos em transformar pdf em word online a partir de PDF digitalizado, o OCR é o protagonista da história.

Como saber se o seu PDF é “imagem” (e não texto selecionável)

Antes de qualquer coisa, vale conferir com o que você está lidando. O teste é simples:

  • Abra o PDF
  • Tente selecionar uma palavra com o mouse

Se você consegue selecionar letra por letra, ótimo: o PDF já tem texto real. Se não seleciona nada (ou seleciona tudo como um bloco só), é um PDF imagem.

Outro sinal clássico:

  • Você tenta buscar uma palavra (Ctrl + F)
  • O sistema não encontra nada

Nesse caso, não adianta converter direto. Pra transformar arquivo pdf em word, o OCR vai ser obrigatório.

Antes do OCR: prepare o arquivo para melhorar a precisão

Aqui está um ponto que muita gente ignora... e depois culpa o OCR! A qualidade da conversão começa antes do botão “converter”. Algumas dicas simples que fazem MUITA diferença:

  • Se puder, use um scan em 300 DPI (menos que isso pode gerar erros)
  • Evite PDFs tortos ou inclinados
  • Prefira arquivos em preto e branco ou tons de cinza
  • Remova sombras e marcas desnecessárias
  • Quanto mais limpo o documento, melhor o OCR trabalha

OCR não é mágico. Ele é esperto, mas não adivinha letra borrada. Se você quer transformar pdf em word gratuito e evitar retrabalho depois, preparar o arquivo é metade do caminho.

Passo a passo: transformar PDF digitalizado em Word usando OCR

Agora vamos ao que interessa.

1. Abra uma ferramenta com função OCR 

Nem todo conversor tem OCR de verdade. Você precisa de um editor que reconheça texto em imagem. Uma opção prática para transformar pdf em word com OCR é o Lumin.

2. Envie o PDF digitalizado

Espere o upload concluir. PDFs grandes podem demorar um pouco.

3. Ative o OCR (se não for automático)

Algumas ferramentas já detectam que o PDF é imagem. Outras pedem confirmação.

4. Escolha o idioma corretamente

Se o PDF estiver em português, marque português. Isso influencia na precisão do texto reconhecido.

5. Converta para Word

Depois do OCR, o sistema gera um arquivo .docx editável.

Pronto! Agora, você já sabe como transformar pdf em word, mesmo que seja um pdf escaneado. Agora vem a parte humana: revisar.

Configurações de OCR que fazem diferença (idioma, DPI, alinhamento)

Se a ferramenta permitir ajustes, preste atenção nesses pontos:

  • Idioma: português vs. inglês muda acentos, cedilha e até palavras
  • DPI: quanto maior, melhor a leitura (até certo limite)
  • Layout: manter colunas ou converter tudo em texto corrido
  • Reconhecimento de tabelas: ajuda (mas não faz milagre)

Essas configurações são super úteis e podem evitar erros. Se a ideia é transformar pdf em word online e trabalhar em cima do arquivo depois, vale gastar dois minutos aqui.

Tabelas, colunas e formulários: o que o OCR costuma quebrar

Agora vamos falar a verdade nua e crua. O OCR costuma errar mais em:

  • Tabelas complexas
  • Documentos com muitas colunas
  • Formulários cheios de linhas
  • PDFs com gráficos misturados ao texto

O resultado mais comum:

  • Colunas viram texto em sequência
  • Células se misturam
  • Bordas somem

Isso não significa que o OCR falhou. Significa que ele priorizou conteúdo, não design.

Se o seu objetivo é reaproveitar o texto, perfeito.
Se você precisa do layout intacto… prepare-se para ajustes.

Como revisar e corrigir erros no Word após o OCR

Depois de transformar arquivo pdf em word, sempre revise.

Checklist rápido:

  • Leia tudo (sim, tudo)
  • Atenção especial a: datas, números, valores e nomes próprios
  • Corrija:  Letras trocadas (O por 0, I por 1), espaços estranhos e palavras coladas

Dica prática: use o corretor ortográfico do Word. Ele ajuda MUITO a identificar erros de OCR.

Dicas para manter a formatação mais limpa possível

Algumas estratégias salvam tempo:

  • Ajuste estilos (Título, Corpo de texto) logo no início
  • Use “Localizar e substituir” para erros repetidos
  • Refaça tabelas manualmente se forem importantes
  • Não lute contra o layout se ele estiver muito quebrado

Às vezes, aceitar pequenas mudanças deixa o documento melhor do que tentar “forçar” o original.

Quando vale mais a pena refazer o documento em vez de converter

Nem sempre transformar pdf em word é a melhor decisão. Considere refazer todo o documento se:

  • O PDF tem layout extremamente complexo
  • O texto é curto
  • O OCR errou demais
  • Você precisa de um documento bonito e limpo

Regra prática: se você vai gastar mais tempo corrigindo do que reescrevendo, reescreva. OCR é ferramenta, não obrigação.

FAQ

OCR funciona em qualquer PDF?

Funciona melhor em PDFs legíveis, bem escaneados e com boa resolução.

Dá pra transformar PDF em Word no celular?

Sim, usando ferramentas online. Mas revisar no computador é mais confortável.

OCR é 100% preciso?

Não. Bons OCRs chegam perto, mas sempre exigem revisão humana.

Depois tem como transformar word em pdf no iphone?

Sim. Depois de editar no Word, você pode converter de volta no iPhone sem problemas.

E como transformar word em pdf no pc?

O próprio Word faz isso nativamente hoje em dia. Dá até mesmo pra usar a opção “imprimir em pdf”.

Conclusão

Saber como transformar pdf em word usando OCR é quase uma habilidade de sobrevivência digital. Não é perfeito, não é mágico, mas quando bem usado, economiza horas – e muita paciência. O segredo está em três coisas: entender se o PDF é imagem, usar OCR com as configurações certas e revisar com calma no Word

Seguindo esse fluxo, transformar pdf em word online deixa de ser um pesadelo e vira só mais uma tarefa resolvida no dia. E isso, convenhamos, já é uma grande vitória.

 

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Vivo abre crediário para vender celular

A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos

05/04/2026 12h30

Loja da operadora VIVO

Loja da operadora VIVO Divulgação

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A Telefônica Brasil, dona da Vivo, está adotando um mecanismo de vendas que é um velho conhecido do varejo nacional, mas, até então, era pouco explorado no universo das telecomunicações: o crediário. A operadora agora parcela em até 21 vezes as vendas de smartphones, acessórios e outros eletrônicos (TVs, relógios, som, videogames e afins) nas suas lojas físicas e no aplicativo.

A medida tem como objetivo aumentar o volume e a variedade dos produtos vendidos, bem como ampliar o tíquete médio das vendas. Isso será possível atraindo os consumidores interessados em adquirir algum aparelho, mas que não têm cartão de crédito ou já esgotaram seu limite.

"Uma das maiores frustrações do consumidor é não ter crédito aprovado para fazer uma compra", diz o vice-presidente de inovação, Rodrigo Gruner. "Queremos permitir que o consumidor consiga comprar seu smartphone com a Vivo mesmo sem o cartão de crédito", complementa, citando que 95% das vendas dependem do cartão hoje em dia.

Quando um consumidor entrar na loja da Vivo, o vendedor já terá em mãos os seus limites de crédito pré-aprovados por meio da consulta do CPF ou número de telefone, aproveitando a base de dados de mais de 100 milhões de usuários da operadora. Com isso, poderá oferecer produtos que caibam no seu bolso.

A Vivo já tem uma receita líquida R$ 3,9 bilhões por ano com a venda de produtos na sua rede de 1,8 mil lojas e comércio eletrônico. Não é pouco. Trata-se de 13% do faturamento anual das Casas Bahia (R$ 29,2 bilhões) ou 10% da Magalu (R$ 38,7 bilhões), duas gigantes do varejo. Para 2026 em diante, a expectativa da operadora é ter um avanço "significativo" nas vendas graças à oferta do crediário, diz Gruner, que não abre metas de crescimento.

Segundo Gruner, será possível, inclusive, aproveitar a capilaridade da rede de lojas para abocanhar uma fatia do comércio das varejistas regionais - especialmente daquelas que estão sem caixa para manter um bom estoque de aparelhos. Em muitas cidades do interior, há poucas varejistas, e a loja da Vivo acaba sendo uma referência. "Esperamos aumentar nossa participação de mercado", frisa o vice-presidente.

No dia a dia, o crediário deve atender pessoas de menor renda a comprar o primeiro celular ou a trocar aparelhos defasados. Mas não só. A linha também deve servir para pessoas de maior poder aquisitivo interessadas em smartphones top de linha, cujos preços giram em torno de dois dígitos. "Muita gente não troca de aparelho por falta de crédito", cita Gruner.

No fim do dia, é esperado um estímulo para a renovação dos celulares. Hoje em dia, os consumidores trocam de aparelho a cada três anos, em média. No passado, esse giro acontecia em cerca de um ano e meio. "O ciclo de troca está mais longo", afirmou.

Fonte Nova

O crediário da operadora é baseado no seu braço de serviços financeiros, a Vivo Pay. A plataforma conta com recursos de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) subscrito pela Polígono Capital, uma joint venture do BTG Pactual com a Prisma. O Vivo Pay oferece empréstimo pessoal, antecipação de FGTS, consórcios, bem como seguros variados - aparelhos, vida e viagem. Desde o lançamento em 2020, já concedeu R$ 1,1 bilhão em crédito, gerando uma receita de R$ 488 milhões em 2025, alta de 5,9% perante 2024.

Assim, o crediário funcionará como uma nova fonte de receitas financeiras (os juros não são revelados), ao mesmo tempo em que ajudará a Vivo a vender produtos como seguros de aparelhos. "Hoje, 40% dos consumidores que adquirem um smartphone com a operadora também contratam seguro", conta Leandro Coelho, diretor do Vivo Pay.

Desde 2024, a Vivo recebeu do Banco Central (BC) licença para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD). Com isso, ficou autorizada a realizar operações de empréstimo e financiamento de forma direta, ou seja, sem a intermediação de um banco tradicional. Até então, a companhia contratava plataformas de terceiros, o chamado bank as a service.

Neste começo de ano, o Vivo Pay reabriu sua conta digital, que foi temporariamente suspensa para atualização da plataforma após a nova licença. Para os próximos meses, espera ampliar o portfólio de serviços e abrir linha de crédito para empresas.

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