Cidades

investigação do MPE

Esgoto atinge principal rio de Bonito e empresa leva multa de R$ 300 mil

Vazamento foi constatado pela PMA no Córrego Bonito, que desemboca no Rio Formoso acima do Balneário do Sol e Ecoparque Porto da Ilha

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Um vazamento de esgoto no Córrego Bonito, que por sua vez deságua no principal rio da cidade turística, o Formoso, foi punido com multa de R$ 300 mil reais. Além disso, o suposto crime ambiental agora virou alvo de inquérito do Ministério Público Estadual. 

O córrego Bonito tem apenas 14 quilômetros e corta parte da região central da cidade, desembocando no Rio Formoso cerca de três quilômetros acima do atrativo turístico Balneário do Sol, um dos mais movimentados de Bonito. Um pouco mais abaixo está outro importante ponto turístico, o Ecoparque Porto da Ilha.

Em justamente por poluir o principal rio da região é que os policiais ambientais aplicaram multa pesada, pois entenderam que o vazamento estava gerando risco à saúde dos turistas que frequentam aqueles locais. Mas, o valor ficou longe do máximo possível para estes casos, que é de até R$ 50 milhões. 

Os policiais ambientais foram acionados por populares e confirmaram que em determinados momentos havia somente gotejamento de esgoto, mas em outros o esgoto escorria em grande quantidade, formando até uma espécie de espuma branca sobre a água do Bonito.

Estacas cederam e tubulação de esgoto começou a vazer perto da região central de Bonito

A multa de R$ 300 mil foi aplicada contra a concessionária Ambiental MS Pantanal, empresa contratada pelo Governo do Estado para coletar e tratar o esgoto em 68 municípios do interior do Estado, em 22 de março deste ano. 

Porém, o fato veio a público somente agora, uma vez que o MPE divulgou nesta sexta-feira (04), em seu diário oficial, a abertura do inquérito para apurar a pertinência ou não da multa e para acompanhar o caso e "para colher elementos adicionais para investigar os fatos lesivos e impor responsabilidades aos infratores". 

A direção da empresa já recorreu da multa e alega que o vazamento ocorreu porque muitos usuários do serviço conectam a água da chuva à tubulação do esgoto e por conta disso ocorrem sobrecarga e danos na tubulação. 

Além disso, informa que logo depois de ter recebido a multa providenciou a troca de seis metros da tubulação e reforçou as estacas que sustentam o duto no local em que ocorreu o vazamento. Fotos anexadas ao inquérito mostram que no local a tubulação é suspensa. E, sem as a quantidade suficiente de estacas, ela curvou e acabou rachando. 

Mas, apesar das explicações da concessionária e de sua alegação de que a multa é indevida, a promotoria instaurou a investigação e deu prazo de 20 dias para que a concessionária apresente sua defesa. 

PROCURA

Considerada a capital do Ecoturismo de Mato Grosso do Sul, o município de Bonito  recebeu 313 mil turistas ao longo do ano passado. E a tendência é de que neste ano o número seja superado, pois nos primeiros seis mesea cidade recebeu 163.920 turistas, conforme dados oficiais coletados pela prefeitura. 

Operação Oncojuris

Fraude na compra de remédios contra câncer gera prejuízo de R$ 78 milhões

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande, um em Ribas do Rio Pardo

23/04/2026 12h12

Além da Receita Federal,

Além da Receita Federal, "Operação Oncojuris" envolveu o trabalho do Dracco da Polícia Civil de MS; do Gecoc, do Ministério Público Estadual, e do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do MS Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta quinta-feira (23), autoridades da Receita Federal e forças de segurança pública e defensoria do Mato Grosso do Sul revelaram que o esquema que envolve fraudes em decisões judiciais para compra de medicamentos, referente às atividades criminosas identificadas em um período de 12 meses, gerou um prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos. 

Batizada de "Operação Oncojuris", além da Receita Federal, a ação envolveu o trabalho do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de MS; do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul.

As informações foram repassadas pelos seguintes representantes: 

  1. Delegada Ana Cláudia Medina, Dracco;
  2. Promotor de justiça Adriano Lobo, Gecoc/MPMS
  3. Defensora pública Eni Maria Diniz, NAS/DPE
  4. Superintendente substituto Erivelto Alencar, da Receita Federal,

Como bem acompanha o Correio do Estado, um padrão atípico em decisões judiciais, envolvendo remédios até mesmo de combate ao câncer, foi constatado em ações judiciais por parte do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública de MS. Basicamente, pequenas farmácias e empresas de assessoria, sem capacidade financeira ou estoque, acabavam ingressando nos processos como terceiros interessados, oferecendo medicamentos com preços muito inferiores ao Preço Máximo de Venda ao Governo (PMVG).  

"Estimamos que o montante de notas fiscais emitidas de forma irregular chega a aproximadamente o valor de 78 milhões de reais", como confirmado pelo superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar, nesta quinta-feira (23). 

Ainda conforme o superintendente substituto da Receita Federal, esse valor já considerável pode chegar a um montante muito maior conforme as investigações se aprofundarem sobre as teias que compõem esse esquema criminoso. 

Operação Oncojuris

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande e um em Ribas do Rio Pardo. 

Conforme revelado pelas autoridades na manhã de hoje, três desses alvos faziam parte do chamado núcleo jurídico do esquema criminoso, enquanto outros dois tratam-se de empresários locais. 

Mais cedo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) confirmou a prisão de dois advogados por meio de nota à imprensa: 

"A respeito da operação Oncojuris deflagrada nesst manhã (23) pela Polícia Civil e Receita Federal envolvendo dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, informa que a Comissão de Defesa e Assistência das prerrogativas dos advogados se fez presente acompanhando as diligências, informando ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório", informou a OAB por meio de nota.

Com cerca de 10 mil processos judiciais que datam dos últimos três anos, os responsáveis pelos poderes investigativos informam que essa ação de hoje trata-se ainda de apenas uma primeira fase, com novas diligências porvir que devem buscar, inclusive, quebras de sigilos bancários e fiscais. 

Entenda o esquema

Segundo a RF, servidores exonerados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) teriam direcionado orçamentos dessas empresas para subsidiar decisões judiciais. Em seguida, as próprias empresas atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos.

Com base nessas informações, o Judiciário autorizou o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada por "taxas de serviço" ou "assessoria", chegando a percentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição dos medicamentos.

Os medicamentos eram importados irregularmente, sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias necessárias, colocando em risco a saúde de pacientes com câncer.

 

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VÍDEO

Onça invade casa e mata cadela que a enfrentou meses antes

O animal já apareceu outras vezes nas proximidades da residência em Corumbá; em uma delas a caramelo Ana havia espantado o felino, no ano passado

23/04/2026 11h45

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá

Onça-pintada apareceu em maio do ano passado na residência, em Corumbá Foto: Reprodução

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Uma onça-pintada matou a cadela caramelo Ana, na madrugada desta quarta-feira (22), em Corumbá. O ataque ocorreu por volta das 3h30, em uma residência na rua Marechal Floriano, nas proximidades do Mirante da Capivara. O felino já havia visitado o local há um ano, quando foi expulso pela vira-lata.

De acordo com Claudia Helena Pereira Duarte, filha da proprietária do imóvel, ao Diário Corumbaense, ela acordou com barulhos e presenciou o momento em que a cadela enfrentava a onça na varanda da casa.

“Acordei com o barulho, fui até a sala e, ao abrir a janela da porta que dá acesso à varanda, vi a minha cachorra lutando com a onça. Comecei a gritar e chamar minha mãe. Foi quando o animal soltou a ‘Ana’, pulou o muro, olhou para trás por alguns segundos e seguiu em direção à rua e à praça do Mirante”, relatou a moradora.

A onça feriu Ana com uma mordida no pescoço, o que foi fatal para a cadela. A família informou que realizou a limpeza da área e enterrou o animal ainda durante a madrugada e permaneceu dentro da residência com receio de um outro ataque.

A dona da casa, Clara da Silva Pereira Duarte, afirmou que a onça costuma rondar o imóvel, mas desta vez conseguiu acessar a varanda, o que aumentou a preocupação da família.

“Ela sempre aparece, mas não tivemos retorno das autoridades. Já cansei de pedir providências. Parece que só vão fazer algo quando acontecer o pior, como um ataque a uma pessoa”, desabafou ao Diário Corumbaense.

Câmeras de segurança registraram o momento que a onça aparece no quintal na madrugada de segunda-feira (20), às 3h52. Nas imagens, o animal está perto do local onde a cadela costumava dormir. O ataque desta quarta-feira não foi registrado.

Caso em 2025

Em maio do ano passado, “Ana” ficou conhecida ao espantar a onça-pintada, junto com outras cadelas. Naquele dia, o felino tentou atacar a poodle “Mia”, mas foi impedido pelos animais.

Em junho de 2025, a onça apareceu pela segunda vez no quintal da residência em Corumbá. Na época, segundo relato da moradora ao Diário Corumbaense, a família vivia em alerta desde o primeiro registro do felino, quando tentou atacar a poodle. 

Após o episódio, a família instalou câmeras de monitoramento para reforçar a segurança no local. 

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