Cidades

SEGURANÇA

Exército prepara megaoperação na fronteira a partir de MS

Coordenada a partir de Mato Grosso do Sul, Operação Jaguaretê mobilizará tropas também de Santa Catarina a Rondônia

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O Exército Brasileiro tem uma nova estratégia na fronteira do Brasil com Argentina, Paraguai e Bolívia para dissuadir organizações criminosas e dar apoio às forças de segurança pública. Trata-se da Operação Jaguaretê, uma ofensiva estratégica voltada ao combate rigoroso aos crimes transfronteiriços e ao tráfico de drogas.

A operação, que abrange forças que atuam de Santa Catarina a Rondônia, é coordenada a partir de Mato Grosso do Sul, no Comando Militar do Oeste (CMO).

Em entrevista ao Correio do Estado, o comandante do CMO, general Alcides Valeriano de Faria Júnior, informou que a operação já está planejada há algum tempo e está pronta para começar.

No contexto do Exército Brasileiro, a operação é classificada como “singular”, o que significa que será executada com recursos próprios da Força.

Um dos pilares da Operação Jaguaretê é a atuação com outras forças de segurança pública. O general Alcides explicou que o Centro de Coordenação de Operações do CMO já realizou reuniões isoladas e com diversas agências para evitar que as tropas interfiram em investigações ou ações em curso de outras instituições.

“Se a Polícia Federal, por exemplo, pode estar conduzindo uma operação dela e eu vou na mesma área em que ela está, uma pode atrapalhar a outra”, alertou o comandante.

Em ações coordenadas da dimensão da Jaguaretê, uma das maiores preocupações é a natureza da região. Além da coordenação, o sigilo é uma preocupação constante. O comandante ressaltou que, em ambientes de fronteira, o fluxo de dados pode ser um desafio.

“Sempre com muito cuidado, porque aqui, você sabe, a fronteira é permeável e as informações também são permeáveis”, explicou o general.

A Operação Jaguaretê reforça o papel do CMO como uma das prioridades da Força Terrestre, ao lado do Comando Militar da Amazônia, no esforço de garantir a soberania nacional e a segurança pública em áreas críticas.

12 0726 0003 General Alcides Valeriano de Faria Junior PRComandante do CMO, general Alcides Valeriano de Faria Júnior fala sobre operação que será realizada em todas as fronteiras do País - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Para o general, o “ponto alto” da atuação em Mato Grosso do Sul continua sendo a “integração total, troca de informações de maneira completa” entre o Exército e os órgãos de segurança pública e de inteligência.

A operação ocorre em todas as unidades do Exército na faixa de fronteira.

Em Mato Grosso do Sul, o destaque é para a 4ª Brigada de Infantaria Motorizada, em Dourados, a 18ª Brigada de Infantaria de Pantanal e a 13ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Todas elas estão inseridas no Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), com destaque para Dourados, onde a implantação do sistema está em estágio avançado.

Em outros estados, a operação também já está em andamento. Em Cascavel (PR), a 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada intensificou as ações de combate aos crimes transfronteiriços.

As equipes realizam ações preventivas e repressivas para combater crimes como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e crimes ambientais. As atividades incluem patrulhamento terrestre e fluvial, instalação de postos de bloqueio e fiscalização de pessoas, veículos e embarcações.

As ações ocorrem em parceria com forças de segurança federais e estaduais, como as polícias Federal e Rodoviária Federal, a Receita Federal, as polícias Civis e Militares e destacamentos específicos, como o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) de Mato Grosso do Sul.

Uma das ações mais emblemáticas que contou com o apoio do Exército Brasileiro foi a apreensão de cocaína nas cidades de Corumbá e Cáceres (MT), em uma carga de 260 toneladas de madeira oriunda da Bolívia, que pode ter ocultado até 50 toneladas de cocaína.

Travamento

Justiça freia intervenção sobre Consórcio Guaicurus

interventores ficam impedidos, por ora, de movimentar livremente as contas do consórcio e de empresas coligadas

20/07/2026 18h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Em decisão liminar proferida nesta segunda-feira (20), o desembargador Vilson Bertelli, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), suspendeu parte dos efeitos da intervenção no transporte coletivo de Campo Grande, retirando, por ora, a autorização para que os interventores movimentem livremente as contas e estendam a medida a empresas coligadas ao Consórcio Guaicurus.

A decisão mais recente destaca que o documento que originou o processo intervencionista conferiu à equipe interventora "poderes mais amplos do que os previstos nas leis federal e municipal", e no próprio decreto de intervenção em desacordo com o regime de intervenção estabelecido em lei.  

O desembargador suspendeu trechos da decisão que autorizavam a livre movimentação das contas pelos interventores e ampliavam a intervenção a empresas coligadas. Cabe destacar que o processo intervencionista teve origem em uma ação popular movida por Lucas Gabriel de Sousa Queiroz Batista, ex-candidato à prefeitura de Campo Grande, conhecido como Luso Queiroz". 

"Ante o exposto, defiro o requerimento de concessão de efeito suspensivo ao recurso, para suspender a eficácia do capítulo que autoriza a livre movimentação pelos interventores e estende os efeitos da intervenção às contas de coligadas estranhas à concessão, bem como os efeitos da declaração de caráter estrutural do processo, até o julgamento do recurso de agravo de instrumento", diz trecho da decisão.

Por ora, a liminar mais recente impacta os efeitos de decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos em relação à intervenção no transporte publico da Capital, gerido pela empresa desde 2012. 

O desembargador também suspendeu os efeitos da declaração de caráter estrutural do processo, por entender que a classificação foi definida sem o contraditório prévio exigido pelas normas processuais. A decisão vale até o julgamento final do recurso pela 5ª Câmara Cível do TJMS.

Por sua vez, o Consórcio Guaicurus entende que a decisão "reafirma a necessidade de que a intervenção observe os limites legais e o devido processo".

Em nota, o consórcio destacou que "as empresas consorciadas seguem à disposição para o diálogo com a Prefeitura em busca de soluções que assegurem a continuidade e a qualidade do transporte coletivo de Campo Grande."

"Fica preservada a revogação do bloqueio e a liberação dos recursos determinadas na decisão agravada, capítulo não impugnado pelas agravantes.", finaliza o desembargador. 

Imbróglio

Por sua vez, a prefeitura de Campo Grande instaurou um procedimento administrativo para apurar as causas que motivaram a intervenção sobre os serviços prestados pelo Consórcio Guaicurus.

Conforme publicado em edição extra do Diário Oficial da última quarta-feira (15), o processo terá objetivo de comprovar as causas determinantes da intervenção decretada em junho último sobre a concessão do serviço público de transporte coletivo urbano de passageiros e apurar "quais as responsabilidades da concessionária, de seus administradores e de eventuais terceiros envolvidos nas irregularidades que motivaram a intervenção." 

A comissão terá objetivo de apurar eventuais "irregularidades operacionais, administrativas, financeiras
e contratuais, além de averiguar o exame do cumprimento das obrigações contratuais, regulatórias e legais
assumidas pelo Consórcio Guaicurus". 

Compõe a apuração o procurador do município, Edmir Fonseca Rodrigues; Paulo da Silva, diretor da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos (Agereg) e Ciro Vieira Ferreira, diretor da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

ccz

Campo Grande registra 11º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado na região do bairro Vila Nasser e confirmação da raiva reforça necessidade de medidas preventivas

20/07/2026 18h30

Em 2026, CCZ já confirmou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande

Em 2026, CCZ já confirmou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande Divulgação

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), registrou o 11º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026. O número já é igual ao registrado em todo o ano passado, quando foram confirmados 11 casos de morcegos infectados pela raiva

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Vila Nasser. Após o recolhimento, foi encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros, São Franscisco, Jardim Bela Vista e Jardim Ouro Preto.

De acordo com a prefeitura, o número de casos confirmados ainda não se enquadra como cenário alarmante, mas reforça a necessidade contínua de vigilância e de cuidados preventivos por parte da população.

Dentre as principais medidas está a vacinação anual de cães e gatos, já que essa é a principal forma de prevenção da doença. 

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

 

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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