Cidades

Erro médico

Hospital deve indenizar paciente que infartou e recebeu tratamento de gases

O paciente foi liberado e, dois dias depois, ao ser encaminhado para a UPA, médicos do SUS pediram exames e constataram que ele estava sofrendo um infarto agudo

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Um paciente que chegou ao hospital infartando, recebeu diagnóstico de gases e terminou sendo liberado para casa, pode receber indenização do hospital que foi condenado a pagar R$ 15 mil.

A situação ocorreu em um hospital de Campo Grande (MS), no dia 28 de maio de 2021, por volta das 22h, quando o homem buscou atendimento com fortes dores no peito e dificuldade para respirar.

O médico plantonista concluiu que o quadro era acúmulo de gases e receitou simeticona. Em seguida, deu alta ao paciente, mesmo enquanto ele ainda reclamava de dores.

No dia 30 de maio, com o agravamento dos sintomas, o homem foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Coronel Antonino. Os médicos solicitaram exames que apontaram que ele estava sofrendo um infarto agudo do miocárdio.

O paciente foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande e precisou colocar dois stents. Na ação, relatou que o diagnóstico errado no primeiro atendimento causou sofrimento físico e emocional, pedindo indenização por danos morais.

A defesa do hospital alegou que não tem responsabilidade sobre o atendimento, argumentando que os médicos que atuam no local não são seus subordinados e que o hospital funciona apenas em regime de internação.

O caso foi julgado pela 15ª Vara Cível de Campo Grande. O juiz Flávio Saad Peron não acatou os argumentos da defesa e aplicou o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que prevê que o paciente, ao procurar atendimento no hospital, entende estar sendo atendido por profissionais vinculados à instituição.

Dessa forma, o magistrado reconheceu a responsabilidade solidária do hospital pelos atos do médico.

“Restou provado o defeito no serviço do réu, consistente no equivocado diagnóstico de gases, por culpa do médico que atendeu o autor, quando as dores que o acometiam eram decorrentes de um infarto agudo do miocárdio”, destacou o juiz na sentença.

Ele apontou que, embora o erro médico não tenha causado sequelas permanentes, o homem passou dois dias com dores intensas e risco de morte, o que comprova a necessidade de reparação por danos morais.

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SÃO GABRIEL DO OESTE

Trabalhadores ficam feridos após ônibus e carreta colidirem na BR-163

Ao todo, 49 pessoas estavam no transporte coletivo e, ao menos, quatro ficaram em estado grave

02/07/2026 09h30

Ônibus e carreta cegonha bateram nas proximidades do Núcleo Industrial de São Gabriel do Oeste

Ônibus e carreta cegonha bateram nas proximidades do Núcleo Industrial de São Gabriel do Oeste Reprodução: Fica Dica São Gabriel do Oeste

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Um acidente, na noite desta quarta-feira (1), envolvendo um ônibus de trabalhadores e uma carreta cegonha, deixou cerca de 38 pessoas feridas, na BR-163, em São Gabriel do Oeste. O local da colisão foi na entrada do Núcleo Industrial do município, nas proximidades das empresas Boibrás e Aurora.

Ao todo, 49 pessoas estavam no ônibus. Segundo as informações divulgadas até o momento, pelo menos quatro ficaram em estado grave, sendo três mulheres e um adolescente, que foram transferidos para Campo Grande. As outras 45 foram avaliadas pelas equipes de resgate e receberam atendimento médico.

Segundo relatos, o ônibus estaria acessando a rodovia quando foi atingido pela carreta cegonha. Após a colisão, o veículo de transporte coletivo e a carreta saíram da pista e pararam às margens da BR-163. 

Ônibus e carreta cegonha bateram nas proximidades do Núcleo Industrial de São Gabriel do Oeste

De acordo com o portal de notícias local Fica Dicas São Gabriel do Oeste, 38 pessoas foram atendidas no Hospital Municipal.

Equipes do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Motiva Pantanal e uma ambulância da Prefeitura estiveram no local do acidente para prestar atendimentos.

A Motiva deslocou duas equipes para o local, incluindo médicos, que prestaram atendimento e realizaram a avaliação das vítimas. O transporte dos feridos para o hospital de São Gabriel do Oeste foi realizado pelo Corpo de Bombeiros, pelo Samu e pela ambulância municipal.

Santa Casa

Em Campo Grande, a Santa Casa atendeu oito vítimas do grave acidente, mesmo com o cenário de superlotação no Pronto-Socorro.

Na Área Vermelha, destinada ao atendimento de pacientes graves, encontram-se 11 pacientes, embora o setor possua capacidade instalada para apenas seis leitos.

Já a Área Verde, destinada à observação e definição de condutas clínicas, registra 48 pacientes, apesar de sua capacidade ser de sete leitos.

BALANÇO

Megaoperação contra o PCC prende 147 suspeitos em MS e mais 5 estados

Ação ocorreu em 30 municípios de Santa Catarina, cinco do Rio Grande do Sul, 11 do Paraná, 11 de São Paulo, um de Minas Gerais e um de Mato Grosso do Sul

02/07/2026 08h15

Em MS, houve duas prisões, 21 celulares e drogas apreendidas no interior do presídio

Em MS, houve duas prisões, 21 celulares e drogas apreendidas no interior do presídio Divulgação: MPSC

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A Operação Coluna Sul, maior ação da história do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), deflagrada nesta quarta-feira (1), registrou mais de 140 prisões, apreensão de armas, drogas, celulares e documentos.

A ação tem como foco a investigação da atuação do Primeiro Comando da Capital, com atuação em Mato Grosso do Sul e em outros cinco estados do país. 

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina, as quais resultaram, ao todo, em 132 mandados de busca e apreensão cumpridos e 147 prisões realizadas, sendo oito em flagrante.

A operação, deflagrada nesta quarta-feira (1), ocorreu simultaneamente em 30 municípios de Santa Catarina, cinco do Rio Grande do Sul, 11 do Paraná, 11 de São Paulo, um de Minas Gerais e um de Mato Grosso do Sul.

Confira abaixo o balanço da ação:

  • Santa Catarina: 111 prisões, uma em flagrante; 46 celulares, 2,6 mil gramas de maconha e 312 gramas de cocaína, além de R$ 2,3 mil em espécie.  
  • Rio Grande do Sul: 6 prisões, duas em flagrante; 6 celulares, 48 g de maconha (20 porções), 12 g de cocaína (15 porções) e 13 g de crack (69 porções). 
  • Paraná: 10 prisões, uma em flagrante; 9 celulares, 1 pistola Glock calibre 9 mm com seletor de rajada, 10 munições calibre 9 mm, 1 balança digital de precisão, manuscritos de interesse com referência à facção criminosa, 2,130 kg de maconha (três tabletes e uma porção/cigarro), 15 comprimidos de ecstasy e medicamentos/substâncias (três unidades de testosterona, duas de tirzepatida e uma de Durateston). 
  • São Paulo: 16 prisões, três em flagrante; 16 celulares, 3 armas de fogo (dois revólveres calibre .38 e uma garrucha), 21 munições, documentos, cartas, manuscritos e cadernos com anotações apreendidos em oito equipes de busca e 200 g de haxixe. 
  • Minas Gerais: 2 prisões, uma em flagrante; 1 celular, 1 balança digital de precisão, 142 comprimidos de ecstasy, 39 buchas de maconha, 3 invólucros de cocaína e 1 invólucro de crack. 
  • Mato Grosso do Sul: 2 prisões, 21 celulares e drogas apreendidas no interior de estabelecimento prisional, sem identificação de autoria. 

Segundo o MPSC, os materiais apreendidos serão encaminhados para perícia e subsidiarão o aprofundamento das investigações, que seguem sob sigilo. 

A ofensiva é fruto de uma investigação conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, com apoio do GAECO, que apura a atuação do PCC no tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.

Operação Coluna Sul   

A Operação Coluna Sul é um desdobramento das investigações iniciadas na Operação Maserati e tem como objetivo enfraquecer a capacidade do PCC, que coordena atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional.  

O nome "Coluna Sul" é uma referência ao conjunto formado pelos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, território estratégico para a expansão e o controle da facção na região Sul e Centro-Oeste do país. 

A ofensiva mobilizou centenas de agentes de segurança pública em Santa Catarina e conta com o apoio dos GAECOs e forças de segurança de Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.  

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