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Meio ambiente

Lei do Pantanal fez desmatamentos caírem pela metade no bioma de MS

Dados divulgados nesta semana, no Mapbiomas, mostram que a supressão em 2024 foi de 23.295 hectares, redução de 58%

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No primeiro ano em que a Lei Estadual nº 6.160/2023 – conhecida como Lei do Pantanal – esteve em vigor, o desmatamento no Pantanal tanto em Mato Grosso do Sul quanto em Mato Grosso caiu 58,6%, conforme dados divulgados nesta semana pela iniciativa Mapbiomas Alerta.

No ano passado, conforme o Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD), foi suprimida uma área de 23.295 hectares, contra 56.304 ha de 2023, uma redução de 33.009 ha de supressão. O número de 2024 foi o menor já registrado no bioma desde 2019, quando a plataforma iniciou suas medições. Foram desmatados 21.962 ha naquele ano.

Com esse resultado, o Pantanal se destacou com a maior queda proporcional entre os biomas brasileiros, com uma redução de 58,6% em comparação a 2023, ficando à frente do Pampa (42,1%) e do Cerrado (41,2%).

Os dados são referentes apenas à supressão vegetal de áreas e não contabiliza localidades afetadas por incêndios, como ocorreu no Pantanal em 2024.

Para o secretário-executivo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Henrique Falcette, esses números são um resultado da Lei do Pantanal, a qual foi sancionada em dezembro de 2023, mas que entrou em vigor em fevereiro do ano passado.

“A Lei [do Pantanal] e toda a regulamentação que a seguiu [foram responsáveis pela queda]”, frisou, elencando que, além da legislação, algumas medidas tomadas a partir dela colaboraram para esse resultado.

“[Entre as medidas estão] o alerta de desmatamento gerido pelo Imasul [Instituto de Meio Ambiente de MS] e que proporciona a fiscalização de 100% das áreas desmatadas, com possibilidade de embargo remoto para desmatamento ilegal; a expectativa de recebimento de PSAs [pagamentos por serviços ambientais] pelos produtores em cima do excedente de vegetação; e o avanço na percepção que o produtor rural do Pantanal já tem sobre a preservação das áreas nativas”, pontuou Falcette.

“Reiterando sempre que estamos falando de um bioma com 84% de área nativa preservada, preservação essa que chega a esse nível graças a quem é detentor de 97% do território”, complementou o secretário-executivo da Semadesc.

A Lei do Pantanal, apesar de ter sido feita pelo governo do Estado, foi construída com o apoio de diversas entidades, tanto do setor agropecuário quanto de organizações não governamentais (ONGs) que atuam no bioma, como o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP).

Segundo o presidente do IHP, coronel Angelo Rabelo, o relatório mostra “a harmonia entre diferentes setores de produção e conservação”.

“O último relatório apresenta claramente a evidência de uma vitória da causa que mostra a harmonia entre diferentes setores de produção e conservação. Isso tudo resulta de uma evolução do diálogo entre os atores a favor do Pantanal. Houve ainda a implementação de políticas públicas que vêm sendo construídas por meio de mecanismos de incentivo de compensação”, declarou ao Correio do Estado.

“Presenciamos um trabalho de valorização daqueles que apresentam um excedente da natureza. Temos na conservação uma oportunidade para o futuro, e isso está sendo consolidado para o Pantanal. Mas temos ainda desafios. Esse trabalho de conservação e valorização no Pantanal [nas planícies] também precisa chegar às nascentes [que ficam no planalto]. Essa é a nossa próxima grande batalha”, adicionou.

LEGISLAÇÃO

A Lei do Pantanal, aprovada na Assembleia Legislativa de MS e sancionada pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), traz uma série de regulamentações destinadas a promover a preservação do bioma e, ao mesmo tempo, permitir o desenvolvimento sustentável da região.

Entre as proibições estão a implantação de cultivos agrícolas como soja, cana-de-açúcar, eucalipto e qualquer cultivo florestal exótico. Os cultivos já existentes até a publicação da lei poderão ser mantidos, mas a expansão da área está sujeita ao devido licenciamento ambiental.

A nova legislação também impõe limitações à supressão de vegetação. É determinado que, em propriedades rurais, será necessário preservar 50% da área com formações florestais e de Cerrado. Nos locais com formações campestres, esse porcentual é de 40%.

A autorização para supressão da vegetação nativa dependerá da inscrição e da aprovação no Cadastro Ambiental Rural (CAR), da inexistência de infrações ambientais nos últimos três anos, da aprovação de estudo e relatório de impacto ambiental para conversões acima de 500 ha, entre outras exigências.

Saiba

Na semana passada, dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já haviam mostrado que a taxa de desmatamento do Pantanal teve uma queda de 75% entre agosto de 2024 e abril deste ano, quando comparada ao mesmo intervalo de meses entre 2023 e 2024.

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Acionamento

IBGE acionará PF e AGU contra fake news sobre pesquisa de saúde

Postagem falsa sugeria criação de um "banco de DNA estatal"

14/09/2026 19h00

Foto: Helena Pontes / IBGE

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta segunda-feira (14) que acionará a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar a divulgação de fake news na internet sobre a Pesquisa Nacional de Saúde (PMS 2026).

O IBGE identificou um movimento espalhando informações falsas nas redes sociais, sugerindo que o levantamento serviria para montar "um banco de DNA estatal", o que o órgão repudia.

Em nota, o instituto explicou que a pesquisa faz coleta de sangue e urina para exames "exclusivamente para os objetivos de pesquisa". Informou ainda que os materiais "serão descartados ao final". Com a coleta, investiga, por exemplo, níveis de glicose, colesterol e creatinina na população.

Segundo o órgão de estatística, a desinformação que circulou nas redes, nos últimos dias, impacta a operação de coleta em todo o país e, "por isso, os responsáveis precisam ser identificados", defendeu o IBGE, justificando o acionando dos órgãos federais.

Terceira edição

Ao informar que o material biológico é utilizado somente para produzir indicadores de saúde, o IBGE explicou ainda que a pesquisa é realizada em parceria com o Ministério da Saúde e busca contribuir para ações de planejamento de ações de prevenção, serviços e campanhas de vacinação, além da promoção de alimentação saudável.

Esta é a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde. O levantamento começou em julho e pretende visitar 140 mil domicílios para coletar informações sobre hábitos de vida e acesso a serviços de saúde.

Os agentes também irão medir peso, aferir a pressão arterial e conferir a altura de alguns entrevistados, até o final de novembro.

Segundo o IBGE, a coleta de sangue e de urina por profissionais qualificados vai abranger de 15 mil a 20 mil pessoas, com 35 anos ou mais.

"Quando uma pessoa participa da PNS 2026, ela não responde apenas a uma pesquisa: contribui para que o Brasil conheça melhor sua população e possa planejar, hoje e no futuro, cuidados de saúde alinhados às necessidades dos brasileiros", disse o órgão, na nota.

17 e 18 de setembro

OAB/MS realiza Conferência Estadual da Advocacia em Campo Grande; veja programação

Evento terá debates em 17 painéis temáticos com especialistas de renome local e nacional, nos dias 17 e 18 de setembro

14/09/2026 18h45

Foto: OAB-MS / Divulgação

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), realiza a XVII Conferência Estadual da Advocacia, nos dias 17 e 18 de setembro, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.

O evento concentrará debates distribuídos em 17 painéis temáticos com especialistas de renome local e nacional, abordando prerrogativas, inovações tecnológicas e prática forense.

A abertura oficial acontece na noite de quinta-feira (17) às 18h, seguida por jornada científica na sexta-feira (18), dividida simultaneamente entre os auditórios Germano Barros de Souza, Pedro de Medeiros e Tertuliano Amarilha.

Confira os painéis e palestrantes que compõem a programação oficial:

Quinta-feira – Abertura

  • Palestra de Abertura: Presidida pelo Presidente da OAB/MS, Bitto Pereira, com palestra magna ministrada pelo nadador olímpico César Cielo às 18h no Auditório Manoel de Barros.

Sexta-feira – Período da Manhã

  • Painel 1 – Atualizações das Leis Penais no Combate à Violência Doméstica / Direito Penal em Transformação: Atualizações Legislativas e Novos Desafios (8h30 às 9h15 | Auditório Germano Barros de Souza): Presidente de mesa: Ivan Medeiros; palestrantes: Ricardo Souza Pereira e Andrea Flores; debatedores: João Paulo Calves e Jayne Junqueira.
  • Painel 2 – Advocacia nos Tribunais (8h30 às 9h15 | Auditório Pedro de Medeiros): Presidente de mesa: Fábio Nogueira; palestrantes: Bitto Pereira e Alexandre Ávalo; debatedores: Renata Alves e Régis Carvalho.
  • Painel 3 – Diálogos Consumeristas: Litigância Abusiva (8h30 às 9h15 | Auditório Tertuliano Amarilha): Presidente de mesa: Larissa Brandão; palestrante: Walter Moura; debatedores: Joaquim Guerra, Tarcísio Amorim e Jamaira Rodrigues de Oliveira.
  • Painel 4 – Cinco Maiores Desafios para a Advocacia Hoje (9h20 às 10h05 | Auditório Germano Barros de Souza): Presidente de mesa: Mansour Elias Karmouche; palestrante: Georges Abboud; debatedoras: Heloysa Furtado e Natália Beltrão.
  • Painel 5 – Entendendo a Reforma Tributária: das Principais Mudanças aos Impactos Práticos (10h30 às 11h15 | Auditório Germano Barros de Souza): Presidente de mesa: Marcelo Vieira; palestrantes: Ary Raghiant Neto e Ana Caroline Ali Garcia; debatedoras: Janaína Galeano e Claine Chiesa.
  • Painel 6 – Eleições 2026: Desafios e Perspectivas (10h30 às 11h15 | Auditório Pedro de Medeiros): Presidente de mesa: Daniel Castro; palestrantes: Carlos Horbach e Sérgio Banhos; debatedoras: Andressa Rodrigues Basmage e Gaya Scheneider.
  • Painel 7 – Trabalho Plataformizado e Padrões Mínimos: entre o Algoritmo e a Dignidade / Aposentadoria Especial após a EC 103/2019: entre a Proteção à Saúde e o Equilíbrio Atuarial (10h30 às 11h15 | Auditório Tertuliano Amarilha): Presidente de mesa: Pedro Marzabal; palestrantes: André Nacer e Franscielle Martins Gomes Medeiros; debatedoras: Amanda Ortiz Pompeu e Bianca Braga Medeiros.

Período Vespertino

  • Painel 8 – Bate-Papo: Marketing, Prospecção, Inovação e IA na Advocacia (13h30 às 14h15 | Auditório Germano Barros de Souza): Presidente de mesa: Luciano Albuquerque; palestrante: Rafael Cândia; debatedoras: Beatriz Rombi, Maria Clara Cintra e Mara Regina Goulart.
  • Painel 9 – Usucapião Extrajudicial (13h30 às 14h15 | Auditório Pedro de Medeiros): Presidente de mesa: Felipe Pedra Brum; palestrantes: Leandro Corrêa e José Paulo Baltazar Júnior; debatedoras: Franciele da Silva Mendes Teodoro e Amanda de Moraes Souza.
  • Painel 10 – Planejamento Sucessório na Prática (13h30 às 14h15 | Auditório Tertuliano Amarilha): Presidente de mesa: Lauane Andrekowisk Volpe Camargo; palestrantes: Ildália Aguiar e Luciane Buriasco Isquerdo; debatedoras: Ana Medeiros e Valéria Ferreira de Araújo.
  • Painel 11 – Uso da Inteligência Artificial e a Importância de um Plano de Conformidade para os Escritórios de Advocacia / IA como Ferramenta do Advogado: Onde Ela Realmente Economiza Tempo? (14h20 às 15h05 | Auditório Germano Barros de Souza): Presidente de mesa: Gabriel Marinho; palestrantes: Raphael Chaia e Paulo Eugênio; debatedores: Luiz André de Carvalho Macena e Edna Bonelli.
  • Painel 12 – Questões Jurídicas e o Agronegócio / Prorrogação da Dívida Rural: do Direito no Papel à Estratégia na Prática (14h20 às 15h05 | Auditório Pedro de Medeiros): Presidente de mesa: Thiago Amorim; palestrantes: Marcelo Bertoni e Rogério Augusto; debatedores: Marcel Sabala Carrijo e Paula Tenuta.
  • Painel 13 – Eproc na Prática (14h20 às 15h05 | Auditório Tertuliano Amarilha): Presidente de mesa: Luiz Renê; palestrante Equipe Eproc TJMS; debatedoras: Letícia Arraes Miranda Guimarães e Leide Dias.
  • Painel 14 – Empreendedorismo e o Futuro da Advocacia (15h10 às 15h55 | Auditório Germano Barros de Souza): Presidente de mesa: Marta do Carmo Taques; palestrantes: Gaya Scheneider e Fabíola Marquetti; debatedoras: Beatriz Sampaio e Daniela Carósio.
  • Painel 15 – Negócios Imobiliários na Prática: Entenda como o Mercado Imobiliário se Organiza do Ponto de Vista Jurídico / Visão do Mercado Imobiliário / Impactos da Reforma Tributária no Mercado Imobiliário (15h10 às 16h10 | Auditório Pedro de Medeiros): Presidente de mesa: Flávio Jacó Chekerdemian Júnior; palestrantes: Douglas Oliveira, Renato Perez e Roberto Cunha; debatedora: Regiane Cisz.
  • Painel 16 – Honorários Advocatícios: Cláusulas Essenciais, Segurança Contratual e Inovações Legislativas (16h25 às 17h10 | Auditório Germano Barros de Souza): Presidente de mesa: João Paulo Delmondes; palestrantes: Bitto Pereira e José Andrade; debatedora: Juliana Medina.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://esams.site.engaged.com.br/p/checkout/g9byibpqbm

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