Política

SUBSTITUIÇÃO

Assembleia Legislativa inicia escolha do novo conselheiro do TCE na quinta-feira

O governador Eduardo Riedel e o ex-governador Reinaldo Azambuja reuniram-se com os deputados estaduais no fim da tarde de ontem na Governadoria

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Reunião realizada no início da noite de ontem, na Governadoria, em Campo Grande, entre o governador Eduardo Riedel (PP), o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), Gerson Claro (PP), e os líderes dos partidos na Casa de Leis definiu o rito para a substituição do conselheiro Jerson Domingos no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) pelo assessor da presidência na Sanesul, Sérgio de Paula.

O Correio do Estado apurou que a substituição terá início na Assembleia Legislativa depois de amanhã, quando será publicada a aposentadoria do conselheiro Jerson Domingos no Diário Oficial do TCE-MS e também encaminhada para a Casa de Leis um ofício informando da vacância do cargo de conselheiro na Corte de Contas.

De posse desse ofício, o presidente, deputado estadual Gerson Claro, fará a leitura durante a sessão de quinta-feira, para dar ciência dos fatos aos demais parlamentares, e em seguida serão colhidas as assinaturas necessárias para a indicação de Sérgio de Paula pela Casa de Leis para a vaga aberta no TCE-MS – são necessárias, no mínimo, oito assinaturas de deputados estaduais.

Com o número de assinaturas necessárias, o presidente da Casa de Leis encaminhará, no mesmo dia, a indicação do nome de Sérgio de Paula para a análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), o que será feito apenas no dia 19 deste mês, que é o dia em que são realizadas as reuniões da Comissão.

Após a aprovação da CCRJ, o que deve acontecer uma hora antes da sessão ordinária do dia 19 deste mês, o nome de Sérgio de Paula será colocado em votação dos deputados estaduais em plenário, quando também deverá ser aprovado, permitindo que a decisão seja enviada para a sanção do governador Eduardo Riedel e, posteriormente, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), provavelmente em uma edição extra do mesmo dia, para oficializar o novo conselheiro da Corte de Contas.

Após terminar a reunião na Governadoria, que também contou com a participação dos deputados estaduais Coronel David (PL), Jamilson Name (PSDB), Paulo Corrêa (PSDB) e Márcio Fernandes (MDB), bem como dos secretários estaduais Rodrigo Perez – da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov) – e Jaime Verruck – da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) –, o presidente Gerson Claro confirmou que aguardava para quinta-feira o ofício do TCE-MS sobre a vacância do cargo de conselheiro.

“O aniversário de 75 anos do Jerson Domingos é dia 14 de novembro, sexta-feira, então, ele pode ficar no cargo de conselheiro até essa data, mas, acredito que o ofício da Corte de Contas seja encaminhado até quinta-feira”, projetou.

Gerson Claro que a escolha de Sérgio de Paula para ser conselheiro do TCE-MS é um compromisso antigo do governador Eduardo Riedel, porém, a vaga é prerrogativa da Alems e caberá à Casa de Leis fazer essa indicação.

“Eu trabalhei com o Sérgio há oito anos na Assomasul [Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul], conheço bem ele. Trata-se de uma pessoa preparada, que conhece os 79 municípios do Estado e todos os prefeitos”, afirmou.

Ainda conforme o presidente da Alems, Sérgio de Paula já foi secretário estadual de Fazenda, de Governo e da Casa Civil, então, é uma pessoa que tem capacidade técnica.

“O bom trabalho vai depender do desempenho dele lá na Corte de Contas. Posso dizer que é uma pessoa que conhece muito a lida dos municípios e está preparado para o cargo”, assegurou.

CURRÍCULO

Sérgio de Paula nasceu em 31 de dezembro de 1959, na cidade de Andradina (SP), e chegou a Mato Grosso do Sul em 1988, ao ser transferido como gerente bancário para Fátima do Sul e em seguida para Dourados. 

Casado com Shirley Suzini de Paula, com quem tem três filhos, ele é formado em Ciências Contábeis, ingressou carreira na vida pública em 1995 ao assumir a Secretaria Municipal de Fazenda de Dourados.

Em 2000, ocupou cargo de direção na Assomasul, que exerceu por sete anos. Trabalhou na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Em 2014, assumiu a Secretaria Estadual da Casa Civil do governo de Reinaldo Azambuja.

Depois, em 2023, já no governo de Eduardo Riedel, foi nomeado como secretário-executivo de Relações Institucionais e Políticas no governo do estado no Distrito Federal.

Ele deixou a função em 2024 para atuar na coordenação da campanha eleitoral e, no início deste ano, foi nomeado como assessor da Presidência da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

'Caravana Muda Brasil'

Em ato de campanha pró-Flávio, Tereza Cristina diz que nordeste 'precisa ser priorizado'

Senadora sul-mato-grossense esteve presente em agenda do candidato à presidência nesta quarta-feira, no Recife

21/10/2026 14h30

Foto: Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco

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Em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, a vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS), participou da Caravana Muda Brasil pelo Recife, nesta quarta (21) e destacou que o presidenciável deve priorizar o nordeste se quer vencer a eleição no domingo (25). 

Ex-ministra da agricultura no governo de Jair Bolsonaro e virtualmente um dos nomes favoritos à presidir o Senado em 2027, Tereza Cristina defendeu a redução da burocracia e a melhoria do ambiente de negócios para estimular investimentos e a produção e propôs a revisão da reforma tributária após as eleições. “O Nordeste tá pronto para crescer, só precisa ser priorizado”, afirmou.

A senadora defendeu a melhora na qualidade do gasto público e estabelecer regras que favoreçam quem empreende. Tereza ainda destacou o potencial das reservas de minerais críticos e da fruticultura nordestina, com oportunidades de expansão para a produção regional.

Na mesma linha, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, o deputado federal Mendonça Filho (PL) pediu mobilização nos dias que antecedem o segundo turno. “Ou a gente toma conta do Brasil, ou (serão) mais quatro anos do PT. Mas eu acredito que não tem mais volta: domingo, vamos eleger Flávio presidente”,, informou à Folha de Pernambuco. 

Em entrevista ao jornal, destacou que ainda há espaço para ampliar a votação do candidato, mesmo com a proximidade do segundo turno. Segundo ela, a mobilização deve se concentrar nos eleitores indecisos e na conquista de novos apoios, especialmente no Nordeste, região onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem maior força eleitoral.

Pretenção 

Há poucs dias, Tereza Cristina se colocou como um dos principais nomes para presidir o Senado em 2027.

"Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado. Eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres", destacou em entrevista à GloboNews.

A senadora dedisse que já conversou sobre o assunto com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP) e ponderou que a definição depende das articulações políticas para a próxima legislatura e que ainda é cedo para definir os rumos da disputa.

"Eu acho que está muito cedo ainda. Eu já coloquei a minha pretensão de ser, gostaria de ser, mas a gente vai sentar à mesa", disse.

Questionada sobre a possibilidade de concorrer contra o atual presidente do Senado, ela disse que essa hipótese ainda não foi discutida diretamente entre os dois.

"Eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora. A sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois", declarou.

Tereza disse ainda que, sendo uma senadora de centro-direita, estaria muito mais alinhado com Rogério Marinho (PL-RN), que também tem pretensões de ser presidente da Casa.

A senadora avaliou que a eleição para a presidência do Senado também dependerá do cenário político após a escolha do próximo presidente da República, que será definido no dia 25 de outubro, no segundo turno das eleições entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro.

Ela defendeu conversas com os parlamentares que assumirão os mandatos em 2027 e com os atuais integrantes da Casa antes de uma definição. A votação está prevista para fevereiro do próximo ano. 

ELEIÇÕES 2026

Perdeu o título eleitoral? Saiba como votar sem o documento no 2° turno

Extravio, perda ou roubo de título de eleitor não impede que o cidadão vote

21/10/2026 12h00

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026 Paulo Ribas

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Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem ele no segundo turno das eleições 2026, neste domingo (25).

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai e imprimir o documento.

O voto é obrigatório para eleitores alfabetizados, com idade entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para maiores de 16 anos e menores de 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos. 

O cidadão não poderá votar se estiver com sua inscrição eleitoral cancelada ou suspensa.

O que acontece se o eleitor não votar?

O eleitor que deixar de votar não poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Ser empossado em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

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