Política

NA ASSEMBLEIA

PT sobe o tom contra Fiems e exige abertura imediata de CPI

A bancada do partido na Casa de Leis considera muito graves as denúncias envolvendo o desvio de recursos públicos pela instituição

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A bancada do PT na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), formada pelos deputados estaduais Gleice Jane, Zeca do PT e Pedro Kemp, quer a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar contratos da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems), que já são alvo da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande.

Conforme o inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o objetivo é apurar eventuais irregularidades envolvendo as empresas Inovaseg Comercial de Equipamentos e Serviços Ltda. e a Souza Alves & Cia Ltda., ambas com os sócios Diogo de Souza Alves e Evanildo Albuquerque da Rosa no comando, ou seja, são do mesmo grupo econômico, o que aumentou as suspeitas do órgão.

O MPMS pretende apurar se houve algum direcionamento no momento da licitação ou até a participação de alguns funcionários ou diretores da Fiems para facilitar a concorrência.

No levantamento feito pela reportagem, foi encontrado um contrato firmado entre a Fiems e a empresa Souza Alves & Cia com início em dezembro de 2022 e término em dezembro de 2023, com o valor de R$ 405.736,30.

O contrato tinha como objetivo a “compra de materiais de expediente” e teve como contratante o Serviço Social da Indústria de Mato Grosso do Sul (Sesi-MS), que faz parte do sistema Fiems.

Foi identificado mais um contrato com a empresa, desta vez no valor de R$ 514.799,95, com objeto “registro de preços para fornecimento futuro e eventual de materiais elétricos para atender às necessidades das Unidades Operacionais do Senai-MS”.

Curiosamente, a Souza Alves & Cia tem mais dois contratos com o mesmo objeto, sob preço de R$ 352.999,98, enquanto a Inovaseg tem três contratos, que, somados, ultrapassam a casa dos R$ 500 mil.

O maior deles é avaliado em R$ 405 mil e o segundo é de aproximadamente R$ 98 mil, ambos com o mesmo objeto dos contratos firmados com a Souza Alves & Cia.

Também foram identificados contratos menores envolvendo as duas empresas, avaliados entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. Somados, os contratos entre o sistema Fiems e as empresas de Diogo de Souza Alves e Evanildo Albuquerque da Rosa alcançaram o montante de R$ 1,8 milhão.

Os contratos da Fiems também estão sendo alvo de inquérito aberto pelo Ministério Público de MSOs contratos da Fiems também estão sendo alvo de inquérito aberto pelo Ministério Público de MS - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Diante desse cenário, a líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputada estadual Gleice Jane, informou ao Correio do Estado que já solicitou à equipe técnica um levantamento detalhado para a preparação do pedido de abertura da CPI da Fiems na Casa de Leis, que necessita da assinatura de, no mínimo, oito deputados estaduais, ou seja, um terço do total de 24 parlamentares.

Além disso, o requerimento a ser encaminhado à Mesa Diretora deve indicar claramente o acontecimento de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do Estado que será investigado.

Após a conferência das assinaturas e dos requisitos, o presidente da Casa de Leis, deputado estadual Gerson Claro (PP), deve proceder à leitura do requerimento em plenário e publicá-lo no Diário Oficial.

Em seguida, os líderes partidários indicam os deputados estaduais que farão parte da comissão, respeitando a proporcionalidade das bancadas. A CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, podendo convocar autoridades, ouvir testemunhas e requisitar documentos.

“Estamos estudando a possibilidade de abrir a CPI da Fiems. Vamos fazer alguns requerimentos de informações e buscar os elementos necessários, pois consideramos graves as denúncias que estamos acompanhando pela mídia, uma vez que envolvem recursos públicos utilizados com desvio de finalidade, comprometendo a efetividade de políticas públicas de desenvolvimento econômico para o Estado”, declarou Gleice Jane.

Já o deputado estadual Zeca do PT reforçou que é uma obrigação institucional da Assembleia Legislativa e do partido, por meio da bancada, investigar os contratos da Fiems.

“Não é possível que isso continue acontecendo. São recursos públicos federais, e eu vou propor, além do pedido de criação da CPI, o encaminhamento da denúncia ao Ministério Público Federal [MPF]”, adiantou.

De acordo com ele, a Fiems, o Sebrae-MS e a Famasul estariam “manipulando recursos federais na defesa da política da extrema direita e de subversão da ordem institucional na tentativa de golpear a democracia”.

“Nós temos que investigar, pois chega de fazer corpo mole para as irregularidades cometidas por empresariado e fazendeiros do nosso estado”, ressaltou.

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ELEIÇÕES 2026

Perdeu o título eleitoral? Saiba como votar sem o documento no 2° turno

Extravio, perda ou roubo de título de eleitor não impede que o cidadão vote

21/10/2026 12h00

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026

Mulher depositando o voto na urna no 1° turno das eleições 2026 Paulo Ribas

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Pessoas que perderam, extraviaram ou tiveram o título de eleitor roubado, podem ficar despreocupadas, pois é possível votar sem ele no segundo turno das eleições 2026, neste domingo (25).

Para isso, basta saber o local de votação e levar um documento oficial com foto (RG, CNH, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, entre outros) no dia das eleições.

Também é possível votar com o título de eleitor digital (e-título), disponível nas plataformas iOS ou Android.

Além disso, existe a possibilidade de imprimir seu título eleitoral. É simples: basta acessar o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preencher o CPF do eleitor, data de nascimento, nome da mãe e nome do pai e imprimir o documento.

O voto é obrigatório para eleitores alfabetizados, com idade entre 18 e 70 anos. O voto é facultativo para maiores de 16 anos e menores de 18 anos, maiores de 70 anos e analfabetos. 

O cidadão não poderá votar se estiver com sua inscrição eleitoral cancelada ou suspensa.

O que acontece se o eleitor não votar?

O eleitor que deixar de votar não poderá:

  • Tirar carteira de identidade ou passaporte
  • Inscrever-se em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Ser empossado em concurso público, prova para cargo público ou função pública
  • Participar de concorrência pública do governo federal, estado ou município
  • Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público
  • Renovar matrícula em estabelecimento de ensino público
  • Obter certidão de regularidade do exercício do voto, justificativa ou pagamento da multa no último turno da última eleição ou de regularidade do comparecimento às urnas ou pagamento da multa pela ausência e do atendimento às convocações para os trabalhos eleitorais
  • Obter certidão de quitação eleitoral para fins de instrução de registro de candidatura
  • Praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda

Quaest

Flávio recua de 46% para 45% em votos totais e Lula mantém 44%

Pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de outubro, parcialmente depois do debate da noite de domingo, dia 18

21/10/2026 11h31

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

Pesquisa revelou ligeira melhora na avaliação do presidente Lula, mas as intenções de voto não melhoraram

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Pesquisa Quaest para o segundo turno, divulgada nesta quarta-feira, 21, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de votos totais, contra 44% do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como a margem de erro é de 2 pontos porcentuais, ambos os candidatos estão em empate técnico.

Comparando com a última pesquisa, divulgada em 14 de outubro, Flávio oscilou um ponto para baixo, já que antes estava com 46% das intenções de voto totais para o segundo turno, já Lula se manteve com os mesmos 44% da última semana.

A vantagem em favor do senador passou de 2 pontos porcentuais para 1. Com isso, a distância entre os candidatos diminuiu a quatro dias para o segundo turno, que acontece no dia 25 de outubro.

Ainda conforme o levantamento, 9% dos eleitores disseram que votarão em branco ou nulo no segundo turno, mesmo porcentual da última semana. Outros 2% se disseram indecisos, ante a 1% da última semana.

A pesquisa mostra que 47% dos eleitores desaprovam o governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ante 46% que o aprovam. Na comparação com levantamento anterior, de 14 de outubro, a desaprovação oscilou 1 ponto para baixo (era de 48%), enquanto a aprovação fez o caminho inverso e oscilou um ponto para cima (era de 45%).  Outros 7% não souberam ou não quiseram responder, nas duas ocasiões.

TRANSFERÊNCIA 

O levantamento mostra que 40% dos eleitores que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas no primeiro turno da eleição presidencial declaram voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno - ante a 43% da última semana. Nessa categoria, 36% declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL), número que estava em 38% na última pesquisa divulgada no dia 14 de outubro.

O levantamento mostra também que entre os ausentes/brancos/nulos no primeiro turno, 21% dizem que devem se comportar da mesma forma no segundo turno - ante 17% na última semana. Ainda nessa categoria de quem votou branco, nulo ou não compareceu às urnas no último dia 4 de outubro, 3% dizem estar indecisos, ante a 2% na última semana.

O presidente Lula tem adotado a estratégia, para o segundo turno, em focar nos eleitores que se abstiveram no primeiro turno. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abstenção chegou a 33 milhões (21,08%). Já os votos brancos chegaram a 2,3 milhões (1,84%) e os votos anulados, em 3,6 milhões (2,93%).

EVANGÉLICOS

A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que a intenção de voto no candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) entre os eleitores evangélicos oscilou de 60% para 58%, na comparação com pesquisa divulgada uma semana atrás, em 14 de outubro. No mesmo período, a intenção de voto no atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez o caminho inverso e oscilou positivamente, de 28% para 30%.

Já entre os católicos, Lula oscilou de 49% para 50%, enquanto Flávio caiu de 43% para 40% - variação para além da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

METODOLOGIA

A Quaest entrevistou 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.

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