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transparência

Moraes nega crime e atribui relatório a vingança por penas do 8 de janeiro

Ministro diz que relatório divulgado por Alexandre de Moraes foi produzido fora do Brasil e chegou ponto às mãos da PF

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou a sua defesa ao presidente da Corte, Edson Fachin, na noite desta segunda-feira, 14, na véspera do julgamento que vai decidir sobre a autorização de abertura de investigação contra ele no âmbito do caso do Banco Master.

Em um documento de 44 páginas, Moraes negou que tenha cometido crime pela sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e pediu pelo anulamento do relatório da Polícia Federal. Para o magistrado, a ação, que tinha André Mendonça como relator antes do caso ser assumido por Fachin, é motivada por "vingança" pelas condenações de 8 de janeiro.

"Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal", declarou em trecho da defesa divulgada pelo Estadão.

"A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA", completou.

"A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA", completou.

"O relatório é imprestável porque houve total quebra da cadeia de custódia, inclusive com relatório não realizado integralmente na Polícia Federal, mas sim com auxílio de órgão externo, provavelmente órgão estrangeiro, demonstrando clara tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026, ao tentar incriminar o Juiz relator das ações julgadas pela Primeira Turma contra a organização criminosa que tentou dar um Golpe de Estado no Brasil, abolindo o Estado Democrático de Direito."

Moraes afirmou também que não há lógica ou razoabilidade concluir que teria ocorrido vazamento de informações de investigações porque, segundo ele, a operação policial que mirou o dono do Master foi exitosa.

"Novamente é importante repetir, que a prisão [de Vorcaro] foi normalmente realizada, inclusive com a apreensão do instrumento mais importante para a investigação –o celular do investigado. E a prisão não foi realizada em um aeroporto clandestino, em uma pista de pouso no interior do Brasil", disse o ministro na resposta a Fachin.

Mensagens que constam em um dos celulares do ex-banqueiro apreendidos pela PF mostram que Vorcaro perguntou a Moraes se ele deveria deixar o país dois dias antes de ser preso pela corporação, em 17 de novembro de 2025.

"Acha que segunda já tenho que estar fora?", escreveu. Ele se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. Um dia antes, também perguntou a Moraes: "Você acha que existe alguma chance disso acontecer amanhã de manhã?".

O ministro afirma na resposta a Fachin que o conjunto de documentos que analisou a partir do levantamento de sigilo não aponta um único contato do magistrado com qualquer autoridade sobre a apuração conduzida pela Polícia Federal.

"Os 7742 documentos dos autos não apontam uma única informação sobre a prévia ciência – repita-se, inexistente – do Ministro Alexandre de Moraes sobre a operação, nem tampouco apontam qual a autoridade que teria passado essas informações. Não há nada nesse sentido. Só fraude e mentiras produzidas para me incriminar por motivação político-eleitoral", diz.

Moraes concluiu dizendo que a tentativa de golpe não se encerrou em 8 de janeiro de 2023, mas que mudou seu modo de operar. E diz que o Supremo "saberá resistir e sairá fortalecido".

crescimento econômico

Emplacamento de veículos bate recorde em setembro no País

Em setembro foram quase 510 mil. Considerando o acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta foi de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas

06/10/2026 07h16

A previsão é de que o ano acabe com 5,3 milhões de emplacamentos. Em 2022, o total foi de 1,96 milhão

A previsão é de que o ano acabe com 5,3 milhões de emplacamentos. Em 2022, o total foi de 1,96 milhão

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Emplacamentos de veículos bateram recorde para o mês, em setembro. Foram registradas 509.686 unidades – crescimento de 8,32% na comparação com setembro de 2025 e de 1,15% sobre agosto. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Esse resultado engloba a venda de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários [como reboques e carrocerias].

Considerando o acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta foi de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas.

“O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito”, explica o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Segundo ele, para automóveis e comerciais leves, por exemplo, a concorrência entre marcas e os programas especiais de fomentação do setor – como o Move Brasil e o Carro Sustentável – continuam tendo peso importante na decisão do consumidor. 

De acordo com Arcelio Junior, o Programa Move, que ofereceu incentivos para a renovação da frota de caminhões, ajudou a “estancar o movimento de queda” desse segmento. 

Com isso, o segmento de caminhões cresceu 2,51% na comparação com agosto e 2,65% sobre setembro de 2025, embora o acumulado do ano continue a se apresentar negativo (-3,89%).

“Nos veículos pesados, o custo financeiro tem impacto importante porque estamos falando de um investimento ligado à atividade econômica. Mas as linhas especiais ligadas ao Move Brasil, já esgotadas, ajudaram a reverter o movimento de queda”, destacou o presidente da federação.

Demais segmentos

O segmento de automóveis e comerciais leves continua crescendo acima do esperado. Na comparação com agosto, o crescimento foi de 2,13%. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 16,16%.

Quanto aos ônibus, o crescimento foi de 12,09% sobre agosto e de 18,43% em relação a setembro de 2025. Alta também impulsionada pelo programa Move Brasil. 

Já o segmento de motocicletas apresentou queda de 0,09% em relação a agosto e de 0,41% sobre o ano passado, resultado considerado “próximo da estabilidade” pela Fenabrave.

Projeções

A Fenabrave manteve a expectativa de crescimento nos emplacamentos para o fechamento deste ano. A previsão é de que o setor, como um todo, deva crescer em torno de 8,6%, com mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas.

A entidade admite, no entanto, que essa previsão poderá ser revisada em novembro. “Os resultados atuais nos indicam um fechamento de ano melhor do que o esperado, para a maior parte dos segmentos, mas vamos aguardar o desempenho de outubro, que pode apontar ajustes no mercado”, afirmou Arcelio Junior.

DEMOCRACIA

Kassio rebate ameaças internacionais à eleição, mas se preocupa com IA

Sete representações internacionais enviaram delegações ao Brasil para acompanhar o processo eleitoral em andamento

03/10/2026 07h57

Kassio Nunes Marques falou sobre as eleições deste domingo durante entrevista ao SBT

Kassio Nunes Marques falou sobre as eleições deste domingo durante entrevista ao SBT

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Em declaração dada ao SBT, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, contraria preocupações com ameaças internacionais às eleições do País e cita desinformação e uso irregular de inteligência artificial como preocupações maiores.

"É importante dizer que o Brasil e as demais nações democráticas do mundo, historicamente, trocam conhecimentos e contribuem mutuamente para o fortalecimento das democracias. Nações democráticas dialogam, não interferem", declarou.

Em seguida, o ministro faz referências às organizações internacionais que mandaram observadores para o processo eleitoral brasileiro. Ao todo, são sete delegações, que representam a União Europeia, o Parlamento do Mercosul, a Liga dos Estados Árabes, a Organização dos Estados Americanos, a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa, a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore) e a Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).

"Eles vão poder perceber que o escopo da atuação da Justiça Eleitoral está centrado no eleitor e nas situações que possam afetar a votação, a apuração e a segurança do processo eleitoral", continua.

Nunes Marques, no entanto, não faz referência a uma possível interferência dos Estados Unidos no pleito brasileiro a fim de influenciar o resultado, tema que surgiu nos últimos dias. Renan Santos (Missão), candidato à presidência, acusou Flávio Bolsonaro (PL), também presidenciável, de receber apoio financeiro do grupo empresarial Rockbridge Network, que teria o vice-presidente dos EUA, JD Vance, como um dos fundadores.

Além disso, o The Guardian liberou informações de que democratas do Congresso dos EUA acusaram o governo do presidente Donald Trump de tentar interferir nas eleições presidenciais do Brasil. No documento, os congressistas afirmam que medidas adotadas pela administração norte-americana buscam favorecer a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.

Nunes Marques seguiu o seu discurso destacando a desinformação, o uso irregular da inteligência artificial, a violência política de gênero e os abusos na propaganda como desafios urgentes para estas eleições. Ele também defendeu o papel da Justiça Eleitoral

"Nossa prioridade é garantir que a eleitora e o eleitor possam exercer seu direito de voto com liberdade, segurança e tranquilidade [...] A atuação institucional, respeitando os limites constitucionais, é a nossa premissa. A Justiça Eleitoral, apesar de toda sua ramificação, consegue manter unicidade na missão de ser a justiça da democracia", anuncia.

O ministro ainda divulga uma nova ação para o pleito atual: o convite direcionado para os dois últimos eleitores de cada seção para acompanhar o encerramento da seção eleitoral. "Serão centenas de milhares de pessoas que poderão atestar que, depois delas, ninguém mais votou naquela seção."

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