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Dino sequestrou 'Dark Horse' para usar contra mim, diz Flávio

Senador foi às redes sociais para reclamar do ministro Flávio Dino, que teria usado atalhos para tirar o caso das mãos de André Mendonça, segundo o presidenciável

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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a tecer críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, acusando o magistrado de ter "sequestrado" a investigação relacionada ao caso Dark Horse.

Em publicação no X (antigo Twitter), neste sábado, 12, Flávio afirmou que sua defesa pediu que o caso fosse devolvido ao que chamou de "relator natural", em referência ao ministro André Mendonça. Segundo ele, o processo teria sido retirado de Mendonça por Dino por meio de um "atalho".

"Como Presidente do Brasil, vou proteger as instituições das laranjas podres que as contaminam", disse.

A investigação sobre o Dark Horse, filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, apura suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da produção. Mendonça autorizou a apuração após pedido da Polícia Federal e Flávio nega irregularidades.

Defesa de Flávio Bolsonaro tentou 3 vezes tirar de Dino da investigação

A defesa do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), fez pelo menos três tentativas de retirar do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e redistribuir ao ministro André Mendonça a investigação sobre o possível uso de emendas parlamentares no financiamento de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

As solicitações constam nos autos do inquérito que apura o elo entre a produção do filme e o escândalo do Banco Master, que teve o sigilo retirado por Mendonça na noite de sexta-feira, 11.

Segundo os documentos, a primeira tentativa ocorreu em 3 de julho, quando os advogados Tracy Reinaldet, Matteus Macedo e Leonardo Castegnaro encaminharam petição ao presidente do Supremo, Edson Fachin, em que pediram a redistribuição do caso com base em decisões anteriores do ministro que reconheceram Mendonça como relator prevento - ou seja, natural - de qualquer investigação relacionada ao financiamento de Dark Horse.

A defesa também argumentou que a nova linha de apuração só não foi redistribuída em razão de ter sido solicitada pelos deputados federais Tabata Amaral (PSB-SP) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, que investiga irregularidades na execução de emendas parlamentares, relatada por Dino.

"Portanto, respeitosamente, em homenagem à coerência e à efetividade jurisdicional, assim como a fim de evitar decisões conflitantes e medidas contraditórias, que podem atrapalhar a apuração dos fatos, mostra-se necessário reconhecer, uma vez mais, que o Exmo. Min. André Mendonça é o relator prevento para apurar os fatos, determinando-se a redistribuição da Petição nº 16.070 para Sua Excelência", pedem os advogados.

Essa petição foi informada pela defesa a Dino em 13 de julho, ocasião em que os advogados também solicitaram ao ministro que incluísse o pedido nos autos do processo sobre o uso de emendas na produção do filme.

No segundo pedido à Presidência do STF, apresentado em 28 de julho, a defesa de Flávio Bolsonaro reforçou a tentativa de transferir a investigação para André Mendonça com pareceres da Procuradoria-Geral da República (PGR) em outros procedimentos sobre Dark Horse. A nova petição também foi informada pelos advogados a Dino no dia seguinte.

Sem resposta de Fachin sobre os dois pedidos, a defesa mudou de estratégia e pediu ao próprio Mendonça, em 27 de agosto, que informasse ao presidente do STF sobre a divergência na relatoria do caso.

"O que se pede nesta petição é uma providência simples e de baixo custo institucional: que Vossa Excelência comunique o fato à Presidência do Tribunal, para que ela decida, com fundamento no art. 7º da Resolução nº 706/20, quem é o Relator prevento para a Petição nº 16.070. Não se pede a Vossa Excelência que redistribua autos alheios, nem que declare a incompetência de outro Ministro. Não. Pede-se apenas que a divergência chegue a quem tem competência regimental para resolvê-la: o Exmo. Min. Presidente Edson Fachin", requereram os advogados.

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Zanin reforça pedido de acesso a todos os dados do celular de Vorcaro

O pedido surge após manifestação do relator do processo, André Mendonça, que informou que o aparelho celular não se encontra em seu gabinete

12/09/2026 07h23

Cristiano Zanin alega que André Mendonça liberou somente parte dos arquivos, uma vez que estaria tentando proteger determinado grupo político

Cristiano Zanin alega que André Mendonça liberou somente parte dos arquivos, uma vez que estaria tentando proteger determinado grupo político

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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou formalmente a solicitação para que seja disponibilizada aos ministros da Corte a mídia que contém a íntegra do material extraído do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido na primeira fase da Operação Compliance Zero, e relacionado à Petição 15.556, pautada para julgamento no dia 15 de setembro. O ofício foi encaminhado ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin. 

O pedido surge após manifestação do relator do processo, ministro André Mendonça, que informou que o aparelho celular não se encontra em seu gabinete. Ele confirmou, entretanto, ter recebido da autoridade policial, em envelope lacrado, uma cópia de segurança dos dados extraídos da mídia original.

Em seu documento, Zanin argumenta que a mídia contendo os dados está sob posse do gabinete do relator e deve ser compartilhada para garantir a igualdade de análise entre os membros do colegiado. O ministro pontua que o fato de o material ter sido entregue lacrado pela Polícia Federal não afasta a necessidade de compartilhamento, uma vez que se trata de um cópia e que a preservação da cadeia de custódia deve ser feita em relação ao material original.

Zanin ressalta que a regra em julgamentos colegiados, inclusive no STF, é que todos os magistrados tenham acesso à integralidade dos elementos colocados à disposição do relator, independentemente da análise do próprio relator.

Além disso, o ministro afirma que os advogados de defesa do investigado Daniel Vorcaro já receberam cópia do material direto da Polícia Federal e possuem acesso integral ao material. "A não disponibilização aos membros desta Corte configuraria evidente incongruência e geraria severas dificuldades no julgamento", destaca Zanin no ofício. 

AGU:

Jorge Messias enaltece iniciativa de Fachin de pedir fim do sigilo do caso Master

"A publicidade é a regra da República. A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos e clareia as escolhas dos cidadãos", afirmou

11/09/2026 07h47

Jorge Messias, da AGU, também elogiou a postura do presidente Lula de defender o fim do sigilo sobre as investigações do caso Master

Jorge Messias, da AGU, também elogiou a postura do presidente Lula de defender o fim do sigilo sobre as investigações do caso Master

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, elogiou a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, de pedir a retirada do sigilo do inquérito do Banco Master. Segundo Messias, a medida "merece enaltecimento"

"A publicidade é a regra da República. A transparência protege as instituições, assegura igualdade de tratamento aos envolvidos, clareia as escolhas dos cidadãos e permite que a sociedade conheça os fatos sem recortes, versões ou seletividades", escreveu Messias no X, no fim da noite da quinta-feira, 10.

O chefe da AGU também elogiou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de pedir que as investigações sejam tornadas públicas. "Em questões de Estado, a verdade não deve escolher nomes, lados ou conveniências. Instituições republicanas se fortalecem às claras", afirmou.

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