Cidades

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Acidentes causados pela chuva matam quatro em estradas

Acidentes causados pela chuva matam quatro em estradas

Redação

12/02/2010 - 08h17
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Acidentes causados pela chuva vitimaram, ontem, pelo menos quatro pessoas em estradas de Mato Grosso do Sul. Em Anastácio, casal e uma criança morreram em acidente ocorrido pouco antes das 18 horas, no km 465, da BR–262. Em Campo Grande, capotamento causado pelo lamaçal na MS–010, estrada que liga Campo Grande a Rochedinho, deixou morto e ferido. O motorista Fávio Cavalcante Colombo, de 39 anos, a esposa dele, Danieli Machado de Lima, 37, e o filho – de 5 anos –, seguiram de Rondonópolis (MT) para Miranda, onde passariam o feriado de carnaval com familiares. Eles ocupavam o Fiat Uno, com placas NKP-7104, de Jataí (GO), e morreram na hora. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo teria aquaplanado e, com isso, o motorista perdeu o controle da direção, saiu da pista e bateu em uma árvore. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o veículo seguia do interior para a Capital, cruzou a pista e só parou do outro lado da via. A mulher foi decapitada e a criança teve a cabeça esmagada. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o tráfego no local não foi interrompido, mas, ficou lento. Campo Grande Valfrido Dias Neves, de 36 anos, morreu em acidente causado pelo lamaçal na estrada MS–010, que liga Campo Grande ao distrito de Rochedinho. A caminhonete em que ele estava capotou em uma curva, após derrapar na lama formada pela chuva, na via que não é pavimentada. No capotamento, Cleônides Trindade Coronel, de 31 anos, ficou ferido. Por volta das 14 horas de ontem, Cleônides conduzia uma cami n honete Silverado, com placas CRC- 6290, de Campo Grande, pela MS–010, no sentido da Capital para Rochedinho. A estrada de terra, que começa logo após o final da Avenida Tamandaré, estava tomada por lama escorregadia, já que havia chovido durante a manhã. Ao entrar numa curva, provavelmente em alta velocidade, o condutor perdeu o controle do veículo e capotou. A caminhonete tombou ao lado da pista. Valfrido foi jogado para fora do veículo. Segu ndo i n formações de outros funcionários da empresa em que eles trabalhavam, que preferiram não se identificar e nem fornecer o nome da empresa, os dois são colegas de trabalho e iam para uma propriedade rural, localizada em Rochedinho. Ao lado da pista, estavam uma bicicleta e uma mochila, que ficaram parcialmente destruídas. Bombeiros que estiveram no local acreditam que há possibilidade de que Valfrido estivesse na carroceria da caminhonete. Segundo os bombeiros, Valfrido sofreu uma parada cardiorrespiratória ainda a caminho do Hospital. Ele, junto com Cleônides, foi levado para a Santa Casa de Campo Grande, porém, quando a ambulância chegou ao hospital, Valfrido já estava morto. Até o fechamento desta edição, Cleônides permanecia internado na Santa Casa sob observação médica.

POLÍCIA

Suspeito de furtar condomínios de luxo é preso em Campo Grande

Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão

12/12/2025 18h15

Divulgação: Polícia Civil

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A Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF) prendeu, na manhã de quinta-feira (11), um indivíduo responsável por uma sequência de tentativas de furtos em condomínios residenciais de Campo Grande. A ação das autoridades interrompeu a onda de invasões que vinha assustando moradores de diferentes bairros da Capital.

O suspeito, de 20 anos, já possui extenso histórico de práticas de furtos, inclusive qualificadas e em tentativa, além de outras ocorrências criminais registradas ao longo dos últimos anos. Ele foi flagrado pelas câmeras de segurança escalando muros e tentando acessar áreas internas de residenciais de alto padrão.

As imagens, nítidas e detalhadas, captaram o momento em que o suspeito escalava a muralha do residencial, tentando vencer a cerca elétrica e chegando, inclusive, a tomar um choque ao tentar romper a barreira de proteção.

Em outro episódio, o mesmo autor foi flagrado dentro do terreno de uma residência de outro condomínio, fato igualmente tratado como furto qualificado tentado.

Com a identificação e o histórico criminal reiterado, a DERF empreendeu investigações que resultaram na prisão do suspeito nesta quinta-feira, retirando de circulação um dos autores de furtos mais contumazes da região.

Cidades

STJ mantém empresas como rés por fraudes em licitações na Secretaria da Saúde

As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas

12/12/2025 17h30

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS

O recurso especial foi interposto pelo MPMS, para recorrer de uma decisão do TJMS Divulgação/ MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, interpôs um recurso especial que foi provido pelo Superior Tribunal de Justiça, para determinar a manutenção de três empresas como rés em  ação civil por ato de improbidade administrativa, a qual apura fraudes em licitações e dano aos cofres públicos no valor de R$ 261,7 mil.

Em 2021, o promotor Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, moveu a ação contra Marcos Espíndola de Freitas, servidor da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e as empresas de Jaemes Marcussi Junior, da MW Teleinformática Ltda, Adriano Martins e Rodrigo Naglis Ferzeli.  

Eles são investigados por supostas fraudes no Pregão Presencial nº 008/2015. As investigações identificaram manipulação na fase de cotação de preços, exigências restritivas que inviabilizaram a concorrência e propostas previamente combinadas.

Em decisão interlocutória de 1° grau, o juízo excluiu as empresas do polo passivo da ação por entender que a pessoa jurídica não poderia ser sancionada pela Lei de Improbidade Administrativa ( Lei nº 14.230/2021), quando os mesmos fatos fossem sancionáveis pela Lei Anticorrupção. O MPMS recorreu da decisão, que foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).

Diante disso, o MPMS interpôs o recurso especial ao STJ, por intermédio da 5ª Procuradoria de Justiça de Interesses Difusos e Coletivos, sob a titularidade da Procuradora de Justiça Sara Francisco Silva, sustentando que a nova redação da Lei de Improbidade Administrativa não veda a inclusão da pessoa jurídica no polo passivo, mas apenas impede a aplicação de sanções idênticas com fundamento simultâneo na Lei de Improbidade e na Lei Anticorrupção, cujos regimes sancionatórios autônomos.

Ao apreciar o caso, o ministro Francisco Falcão deu provimento ao recurso do MPMS e reafirmou que empresas podem responder simultaneamente por improbidade e por infrações da Lei Anticorrupção, desde que observada a vedação ao bis in idem, ou seja, proíbe que as envolvidas sejam processadas ou punidas mais de uma vez pelo mesmo fato.

Assim, determinou que as três empresas envolvidas na suposta fraude licitatória permaneçam na ação. O STJ determinou, ainda, o retorno do processo à 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande para o prosseguimento da instrução.

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