Cidades

Crime

Acusado de estuprar enteado de 2 anos e transmitir HPV é preso

Homem foi preso no início da semana, em Três Lagoas

SARAH MININI, DE TRÊS LAGOAS

30/09/2015 - 14h30
Continue lendo...

O entregador de 27 anos acusado de estuprar o enteado de 2 anos e transmitir HPV (doença sexualmente transmissível) foi preso por policiais do Serviço de Investigações Gerais (SIG), na tarde de segunda-feira (28), no bairro Paranapungá, em Três Lagoas.

De acordo com o Delegado responsável Ailton de Freitas, foi determinado pelo juiz que ele aguarde julgamento no sistema carcerário. Deste modo ele já foi encaminhado para o presídio de Três Lagoas.

O delegado acredita que todo o processo deva ocorrer em tá 80 dias.“Nós o prendemos, por volta das 16h, enquanto ele trabalhava", comentou o delegado.

O mandado foi expedido pelo juízo da 3ª Vara Criminal do município. O crime foi denunciado no dia dois de junho deste ano.

Revitalização

Após quatro anos sem jogos, Morenão inicia revitalização do gramado

Revitalização do gramado marca primeira etapa da recuperação do principal estádio de Mato Grosso do Sul; FFMS prevê retorno das partidas oficiais já na abertura do Estadual do próximo ano

03/07/2026 15h33

Estádio Morenão

Estádio Morenão Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

Depois de anos afastado do calendário do futebol profissional e marcado pela deterioração de sua estrutura, o Estádio Universitário Pedro Pedrossian, o Morenão, começou a dar o primeiro passo para retomar o protagonismo no esporte sul-mato-grossense.

A Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) inicia a revitalização completa do gramado da principal praça esportiva do Estado, etapa considerada fundamental para que o estádio volte a receber partidas oficiais a partir de 2027.

O início das intervenções será apresentado oficialmente na próxima segunda-feira (6), às 8h, durante entrevista coletiva no próprio estádio.

A cerimônia reunirá representantes da Federação, dirigentes de clubes, autoridades, parceiros institucionais e profissionais da imprensa para marcar o começo das obras de recuperação do Morenão.

A revitalização é resultado de uma parceria entre a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com apoio do Governo do Estado, por meio da Fundesporte, além da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), proprietária do estádio.

Nesta primeira fase, a FFMS ficará responsável pela retirada completa do gramado atual, implantação de um moderno sistema de irrigação e instalação de um novo campo, além de adequações nos bancos de reservas, nos vestiários e na pista de atletismo.

O objetivo é devolver ao estádio condições técnicas para receber competições estaduais e nacionais.

Além das melhorias estruturais, a Federação assumirá a gestão do campo pelos próximos oito anos para a realização das competições organizadas pela própria entidade e pela Confederação Brasileira de Futebol.

Segundo o presidente da FFMS, Estevão Petrallás, o projeto foi apresentado e aprovado pela CBF, que já realizou o primeiro aporte financeiro para execução das obras. A entidade também contratou uma empresa especializada na implantação e manutenção de gramados esportivos.

A expectativa é de que esta etapa seja concluída até o fim deste ano, permitindo que o Morenão volte a receber partidas oficiais a partir de janeiro de 2027. A intenção da Federação é realizar no estádio a partida de abertura do Campeonato Sul-Mato-Grossense da Série A do próximo ano.

O retorno das partidas oficiais encerrará um período de quase cinco anos sem futebol profissional no Morenão. O último jogo disputado no estádio ocorreu em 17 de abril de 2022, quando o Operário venceu o Dourados  por 1 a 0 , pela fase hexagonal final do Campeonato Sul-Mato-Grossense.

Após a partida, o estádio foi fechado para reformas e, desde então, permaneceu sem receber competições profissionais em razão das condições estruturais e das intervenções que nunca foram concluídas.

O planejamento também contempla a retomada da realização de grandes eventos e shows no local. Para isso, serão adotados protocolos específicos voltados à preservação do novo gramado, buscando conciliar o uso do estádio para entretenimento com a manutenção das condições exigidas para o futebol profissional.

Anos de abandono

Símbolo do esporte sul-mato-grossense desde sua inauguração, o Morenão atravessa um longo período de abandono e restrições de uso.

Nos últimos anos, o estádio acumulou problemas estruturais, como deterioração do gramado, infiltrações, falhas nas instalações elétricas e hidráulicas, desgaste das arquibancadas, vestiários em condições precárias e pendências relacionadas às normas de segurança e acessibilidade.

A situação levou à suspensão da realização de partidas oficiais, obrigando clubes de Campo Grande a mandar seus jogos em outros municípios ou em estádios de menor capacidade, afastando torcedores de um dos principais palcos do futebol de Mato Grosso do Sul.

Com capacidade para mais de 40 mil espectadores, o Morenão já recebeu decisões estaduais, partidas de competições nacionais e amistosos envolvendo grandes clubes brasileiros.

Sua recuperação é vista como estratégica para fortalecer o calendário esportivo do Estado, ampliar a realização de eventos de grande porte e devolver à Capital um estádio apto a sediar jogos de relevância regional e nacional.

agetran

Prefeitura mantém contrato com empresa que mudou de nome em escândalo

Rial Construtora mudou de nome para Força Engenharia e está envolvida em esquema de corrupção milionária em contratos de tapa-buraco

03/07/2026 14h30

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena GERSON OLIVEIRA

Continue Lendo...

Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) manteve contrato da empresa Rial Construtora/Força Engenharia com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Extrato do quarto termo aditivo foi celebrado na quarta-feira (1°), mas, só foi publicado nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

A empresa Rial Construtora mudou de nome para Força Engenharia, após escândalo na Operação Buraco Sem Fim, desencadeada em 12 de maio de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que desvendou um esquema de corrupção milionário nos contratos de tapa-buraco da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em Campo Grande.

Além de mudar de nome, a empresa também mudou de endereço e representante legal. Inclusive, no extrato, o termo aditivo altera a razão social, endereço e representante legal da empresa.

Confira as alterações citadas no Diogrande:

RAZÃO SOCIAL

  • DE: Construtora Rial Ltda
  • PARA: Força Engenharia Ltda

ENDEREÇO

  • DE: Rua Marques de Lavradio, número 399, bairro Jardim São Lourenço, Campo Grande-MS, CEP 79.041-340.
  • PARA: Rodovia MS-10, número 0, bairro sem dominação, complemento ETN San Michel, Campo Grande-MS, CEP 79.124-899.

Confira o trecho redigido na íntegra em Diário Oficial:

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Inclusive, o juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, proibiu que a Construtora Rial participe de processos licitatórios ou celebre e renove contratos com o Poder Público.

Conforme a decisão, fica vedada a participação da pessoa jurídica e também dos réus Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, Fernando de Souza Oliveira, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, Mehdi Talayeh, Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino Pereira em licitações, contratações diretas, celebração de novos contratos, renovações, prorrogações ou termos aditivos que importem ampliação, continuidade ou renovação substancial de vínculo público.

A decisão atende pedido do Ministério Público Estadual (MPMS).

BURACO SEM FIM

Operação Buraco Sem Fim foi deflagrada em 12 de maio de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

Foi descoberto um esquema de corrupção milionário nos contratos de tapa-buraco da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em Campo Grande.

A operação mirou a Construtora Rial, que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$113.702.491,02".

A investigação constatou a existência de "uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas" na Cidade Morena, através inclusive da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. 

Durante cumprimento de mandados, os promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro localizado em dois dos endereços. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real.

Ao todo, sete mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Foram presos o ex-diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), Rudi Fiorese,  Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor), Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor), Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (dono da Construtora Rial, empresa que foi alvo da investigação) e Mehdi Talayeh (ex-servidor).

Todos eles foram soltos posteriormente, sendo o mediante o cumprimento de medidas cautelares, sendo uso de tornozeleira eletrônica pelo prazo de 180 dias, obrigação de manter endereço residencial e telefone atualizados e obrigação de comparecer a todos os atos processuais para os quais forem intimados.

Caso haja descumpruimento de quaisquer destas medidas, poderá haver nova decretação de prisão.

* Colaborou Glaucea Vaccari

@@NOTICIAS_RELACIONADAS@

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).