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Prefeitura mantém contrato com empresa que mudou de nome em escândalo

Rial Construtora mudou de nome para Força Engenharia e está envolvida em esquema de corrupção milionária em contratos de tapa-buraco

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Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) manteve contrato da empresa Rial Construtora/Força Engenharia com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Extrato do quarto termo aditivo foi celebrado na quarta-feira (1°), mas, só foi publicado nesta sexta-feira (3) no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

A empresa Rial Construtora mudou de nome para Força Engenharia, após escândalo na Operação Buraco Sem Fim, desencadeada em 12 de maio de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que desvendou um esquema de corrupção milionário nos contratos de tapa-buraco da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em Campo Grande.

Além de mudar de nome, a empresa também mudou de endereço e representante legal. Inclusive, no extrato, o termo aditivo altera a razão social, endereço e representante legal da empresa.

Confira as alterações citadas no Diogrande:

RAZÃO SOCIAL

  • DE: Construtora Rial Ltda
  • PARA: Força Engenharia Ltda

ENDEREÇO

  • DE: Rua Marques de Lavradio, número 399, bairro Jardim São Lourenço, Campo Grande-MS, CEP 79.041-340.
  • PARA: Rodovia MS-10, número 0, bairro sem dominação, complemento ETN San Michel, Campo Grande-MS, CEP 79.124-899.

Confira o trecho redigido na íntegra em Diário Oficial:

diario oficial

Inclusive, o juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande, proibiu que a Construtora Rial participe de processos licitatórios ou celebre e renove contratos com o Poder Público.

Conforme a decisão, fica vedada a participação da pessoa jurídica e também dos réus Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, Fernando de Souza Oliveira, Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula, Mehdi Talayeh, Rudi Fiorese e Edivaldo Aquino Pereira em licitações, contratações diretas, celebração de novos contratos, renovações, prorrogações ou termos aditivos que importem ampliação, continuidade ou renovação substancial de vínculo público.

A decisão atende pedido do Ministério Público Estadual (MPMS).

BURACO SEM FIM

Operação Buraco Sem Fim foi deflagrada em 12 de maio de 2026 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc).

Foi descoberto um esquema de corrupção milionário nos contratos de tapa-buraco da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), em Campo Grande.

A operação mirou a Construtora Rial, que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$113.702.491,02".

A investigação constatou a existência de "uma organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas" na Cidade Morena, através inclusive da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. 

Durante cumprimento de mandados, os promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$ 429 mil em dinheiro localizado em dois dos endereços. No imóvel de outro alvo, havia R$ 233 mil, também em notas de real.

Ao todo, sete mandados de prisão e 10 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Foram presos o ex-diretor da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), Rudi Fiorese,  Fernando de Souza Oliveira (ex-servidor), Erik Antônio Valadão Ferreira de Paula (ex-servidor), Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa (dono da Construtora Rial, empresa que foi alvo da investigação) e Mehdi Talayeh (ex-servidor).

Todos eles foram soltos posteriormente, sendo o mediante o cumprimento de medidas cautelares, sendo uso de tornozeleira eletrônica pelo prazo de 180 dias, obrigação de manter endereço residencial e telefone atualizados e obrigação de comparecer a todos os atos processuais para os quais forem intimados.

Caso haja descumpruimento de quaisquer destas medidas, poderá haver nova decretação de prisão.

* Colaborou Glaucea Vaccari

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CAMPO GRANDE

Adriane ignora escândalo e renova contratos milionários da iluminação pública

Em dezembro do ano passado as empresas foram alvo de operação do Ministério Pùblico, que disse ter identificado superfaturamento superior a R$ 62 milhões

03/07/2026 16h30

Sede da empresa B&C, cujos contratos superam R$ 21 milhões, foi alvo de mandados de busca em dezembro do ano passado

Sede da empresa B&C, cujos contratos superam R$ 21 milhões, foi alvo de mandados de busca em dezembro do ano passado

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Quase sete meses depois de o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) desencadear a “Operação Apagar das Luzes”, que disse ter "identificado superfaturamento superior a R$ 62 milhões" em contratos da ilumianação pública, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) renovou, nesta sexta-feira (3), os contratos com empresas que foram alvo da investigação. 

Na data da operação, em 19 de dezembro do ano passado, o Ministério Público não informou o nome das empresas nas quais supostamente teriam ocorrido os superfaturamentos.

Mas, os aditivos publicados no diogrande desta sexta-feira cotemplam um contrato com a Empresa M.R. Construtora, três com Construtora B&C e outros três com a Construtora JLC. Além desta duas, foi publicado aditivo com a empresa M.R. Construtora.

As investigações do Ministério Público são todos relativos a contratos firmados em meados de 2024 e que agora foram prorrogados por mais um ano. Naquela data foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, em Campo Grande e no  Balneário Piçarras, em Santa Catarina. 

Com os aditivos assinados agora, a JLC está garantindo faturamento da ordem de R$ 25 milhões em três anos para trocar luminárias em ruas das regiões do Anhanduizinho, Bandeira e na região Central. Outra contemplada, a B&C, vai faturar em torno R$ 21,4 milhões ao longo de três anos de vigência dos contratos. 

Na data da operação, o Ministério Público informou que as " investigações indicam a ocorrência de reiteradas fraudes nos processos licitatórios, bem como nos contratos firmados para a execução do serviço de manutenção do sistema de iluminação pública de Campo Grande, já tendo sido identificado superfaturamento superior a R$ 62 milhões".

Os três contratos da B&C são para manutenção do sistema de iluminação das regiões  do Segredo (R$ 2,11 milhões anuais), Lagoa (R$ 2,8 milhões ano)  e Imbirussu (R$ 2,7 milhões ano). 

Além disso, ela firmou três contratos para instalação de novas luminárias de led em avenidas como Lúdio Coelho (R$ 8,87 milhões) e José Barbosa Rodrigues (R$ 6,75 milhões). A empresa também foi contratada para instalar novas luminária no Parque Soter (8,48 milhões). 

Todos os contratos foram assinados em meados de 2024 e em março do ano passado, nove meses depois da assinatura, receberam reajuste da ordem de 25%. Os aumentos foram concedidos em pleno período de restrição de gastos que havia sido declarado pela prefeita Adriane Lopes (PP). As restrições persistem até hoje. 

Os serviços de iluminação pública são bancados pelo dinheiro pago pelos consumidores na conta de energia elétrica, por maio da chamda Cosip. Somente nos primeiros seis meses deste ano esta cobrança rendeu quase R$ 99 milhões aos cofres municipais. 

SILÊNCIO

Depois do cumprimento dos mandados de busca e apreensão feitos em 19 de dezembro nas empresas e na Secretaria de Serviços e Obras Públicas (Sisep), os investigadores do Ministério Público não liberaram mais informações a respeito do caso. 

Nesta sexta-feira, a reportagem do Correio do Estado procuroU o Ministério Público em busca de informações sobre o andamento da investigação, mas até a publicação da reportagem não havia obtido retorno. 

Em dezembro do ano passado, o então secretário  da Sisep, Marcelo Miglioli, informou que as empresas estavam somente sendo investigadas e não havia nenhuma condenação e por conta disso os contratos seriam mantidos. 
 

doação

Arauco destina R$ 6,4 milhões para recuperar a MS-316

Obras incluem construção de duas pontes e espalhamento de 20 toneladas de brita

03/07/2026 16h05

Rodovia MS-316

Rodovia MS-316 Foto: Amambai Notícias

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Arauco Celulose S.A. destinou R$ 6.492.200,00 para recuperar a rodovia MS-316, entre Inocência e Paraíso das Águas, em Mato Grosso do Sul.

As obras incluem:

  • Construção de duas pontes de via simples, de estrutura mista (concreto e aço), no KM-156 (Córrego Grande) e no KM-161 (Córrego Morgado) – valor R$ 2.274.600,00
  • Espalhamento de 20 toneladas de brita em 35 quilômetros da MS-316, entre o KM-133 e KM-168 – valor R$ 3.515.400,00

A Arauco também investiu R$ 702.200,00 em estudos técnicos, ambientais e de engenharia necessários para subsidiar o processo de licenciamento ambiental e a execução das obras, como:

  • Plano Básico Ambiental (PBA)
  • Proposta Técnica Ambiental (PTA)
  • Inventários Florísticos
  • Estudos de Fauna
  • Projeto Executivo
  • Demais estudos, relatórios e documentos exigidos pelos órgãos competentes

As obras foram doadas ao Governo de Mato Grosso do Sul - Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso Do Sul (Agesul).

A doação inclui:

  • contratação de terceiros
  • fornecimento de materiais
  • mão de obra e equipamentos
  • condições operacionais
  • acompanhamento e a fiscalização técnica da execução das obras e serviços
  • realização de manutenções preventivas

“Mediante o presente instrumento, a DOADORA [Arauco] declara, sob as penas da lei, possuir habilitação jurídica e qualificação técnica suficiente para a execução dos serviços mencionados na cláusula primeira deste instrumento, e deter condições e poderes para promover a doação de que cuida este termo, na conformidade do artigo 538 e seguintes do Código Civil, inexistindo qualquer fato que impeça a concretização do presente ajuste”, informou a Arauco por meio de trecho redigido no Diário Oficial do Estado (DOE-MS).

O Termo de Doação de Serviços foi publicado na página 65 do DOE-MS.

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