Cidades

NOVOS TITULARES

Adriane troca comando de pastas e anuncia três novos secretários para Campo Grande

Ulisses da Silva Rocha assume a pasta da Segov; Marcelo Luiz Brandão Vilela é o novo titular da Sesau; e Isaac José Araújo substitui Márcia Hokama na Secretaria de Fazenda

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Na tarde desta quinta-feira (8), a prefeita Adriane Lopes (PP) empossou, oficialmente, três novos secretários. São eles: Ulisses da Silva Rocha (Governo), Isaac José Araújo (Fazenda) e Marcelo Luiz Brandão Vilela (Saúde). Durante a posse dos titulares, a senadora Tereza Cristina destacou a liberação de R$ 20 milhões para a compra de medicamentos e cerca de R$ 90 milhões para a execução do viaduto da “Coca-Cola”.

Ulisses da Silva Rocha assumiu a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov). O advogado, que já ocupa o cargo desde novembro do ano passado, continuará coordenando a pasta, com o objetivo de dialogar com a Câmara. Ele esteve presente nos últimos debates que envolveram a questão do aumento no IPTU.

Rocha entrou no lugar de Youssif Assis Domingos, que ocupou o cargo por apenas 10 meses e pediu para ser exonerado, alegando motivos pessoais e familiares. 

Para a Secretaria Municipal de Fazenda e Planejamento (Sefaz), foi empossado Isaac José Araújo, que estava no cargo de secretário adjunto. Em meio aas polêmicas financeiras da Capital, ele assume a vaga que era de Márcia Hokama, a qual estava afastada, com atestado médico por questões de saúde mental desde o dia 25 de novembro.

Ao Correio do Estado, Hokama confirmou que deixou a titularidade da Sefaz à pedido, em uma decisão própria previamente alinhada diretamente com a prefeita Adriane Lopes.

Já na Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o comando agora é do médico urologista Marcelo Luiz Brandão Vilela, que já ocupou o cargo anteriormente, entre os anos de 2017 e 2019, na gestão de Marquinhos Trad.

Quatro meses após a queda da então secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, Adriane anunciou Marcelo como novo titular da pasta antes de virar o ano, no dia 30 de dezembro.

Desde o início de setembro, a pasta vinha sendo administrada por um comitê intergestor, criado após a exoneração de Rosana. À época, a mudança ocorreu em meio a uma série de reclamações da população sobre a prestação dos serviços de saúde na Capital.

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CAMPO GRANDE

Por falta de pagamento funcionários voltam a decretar greve na Santa Casa

Em dezembro, trabalhadores do hospital fizeram outra greve que reivindicava, entre outros pontos, o pagamento do 13° salário

09/01/2026 10h45

Funcionários da Santa Casa de Campo Grande voltam a paralisar

Funcionários da Santa Casa de Campo Grande voltam a paralisar Gerson Oliveira

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A Santa Casa de Campo Grande voltou a enfrentar paralisação de funcionários nesta sexta-feira (9), em razão do atraso no pagamento dos salários. De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul (SIEMS), Lázaro Santana, o salário está disponível para quitação, mas um erro no sistema estaria impedindo a liberação dos valores.

Em assembleia realizada na manhã de hoje, os trabalhadores decidiram paralisar parte das atividades até que o pagamento seja efetivado. Conforme o sindicato, 50% do efetivo cruzou os braços, enquanto a outra metade segue em atividade para manter atendimentos mínimos.

“A decisão foi tomada porque o salário já está com dois dias de atraso. O hospital informou que o recurso existe, mas que houve um problema no sistema que está impedindo o repasse. Enquanto isso não for resolvido, os trabalhadores vão manter a paralisação parcial”, afirmou Lázaro Santana.

 Até o momento, não foi informado quais setores estão sendo diretamente afetados nem previsão para regularização dos pagamentos.

Paralisação anterior

A paralisação do ano passado aconteceu por dois dias, 22 e 23 de dezembro, no Hospital Santa Casa de Campo Grande.

A paralisação afetou 30% dos atendimentos no maior hospital de Mato Grosso do Sul. Ao todo, 1.200 funcionários CLT de enfermagem, limpeza e copa cruzaram os braços e ficaram sem trabalhar.

A paralisação ocorreu por falta de pagamento do 13º salário. Até então, a proposta seria de que o 13º seria pago em três parcelas: em janeiro, fevereiro e março. Mas, os funcionários recusaram a proposta e iniciaram as paralisações e protestos.

Os serviços afetados foram atendimentos (consultas eletivas, cirurgias eletivas, enfermaria, pronto socorro e UTI), limpeza (higienização de centros cirúrgicos, consultórios, banheiros e corredores), lavanderia (acúmulo de roupas utilizadas em cirurgias ou exames) e cozinha (copa).

Crise financeira

A Santa Casa está em crise financeira há anos. Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a Santa Casa gasta por mês R$ 1 milhão a mais do que recebe.

Atualmente, a Santa Casa recebe R$ 392,4 milhões por ano (R$ 32,7 milhões por mês) do convênio entre governo federal, Prefeitura de Campo Grande e governo do Estado para atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS).

Porém, o hospital alega que o valor não seria suficiente para suportar a demanda atual da unidade de saúde, além de não sofrer reajuste desde 2023.

Sem a solução com o poder público, a instituição foi à Justiça pedir que, caso a renovação fosse feita, o repasse mensal precisaria ser corrigido para R$ 45,9 milhões (R$ 550,8 milhões por ano), além da recomposição retroativa referente aos últimos dois anos sem aumento.

Segundo documento que o Correio do Estado obteve com exclusividade, o hospital tinha um teto de R$ 46.907.889,12 para ser gasto em 2024 com internações de alta complexidade – serviços e procedimentos que exigem alta tecnologia, alto custo e infraestrutura especializada.

Porém, a entidade ultrapassou em cerca de R$ 2,5 milhões deste montante, o que resultou em um gasto operacional de R$ 49.484.607,38.

No balanço mês a mês, apenas em setembro a Santa Casa conseguiu operar as internações de alta complexidade dentro do teto, com R$ 3.825.922,38, menos de R$ 100 mil abaixo do limite mensal (R$ 3.908.990,76).

Por outro lado, outubro, segundo as informações do hospital, foi o pior mês, com gasto que chegou a R$ 4,6 milhões. Na média mensal, a instituição operou R$ 214,7 mil a mais do que o estipulado pelo teto.

De acordo com relatório anual divulgado pelo hospital em março de 2025, o ano anterior fechou com prejuízo de R$ 98,3 milhões, bem distinto do apresentado em 2023, quando fechou com superavit de R$ 27,5 milhões.

Ao longo dos anos, o deficit acumulado da Santa Casa soma R$ 514,8 milhões. Outro fator que ajuda a explicar a conta fechando no vermelho são os constantes empréstimos que a instituição faz.

No mesmo relatório é possível constatar que o hospital ainda teria que pagar R$ 256.916.856,00 por causa de empréstimos e financiamentos, desses R$ 16.141.304,00 em circulantes (12 meses, considerado curto prazo no mundo financeiro) e R$ 240.775.552,00 em não circulantes (longo prazo).

Em relação ao repasse financeiro, 56% (R$ 18,3 milhões) é de responsabilidade do Governo Federal. Os outros 44% são oriundos do Estado (R$ 9 milhões) e do Município (R$ 5,2 milhões).

**(Colaborou Naiara Camargo)

CAMPO GRANDE

Sessão extraordinária para barrar o IPTU segue 'no radar' da Câmara

Conforme o presidente da Casa de Leis,"a bola está com a prefeita que estuda uma forma de recuar", sendo aguardado ainda um posicionamento antes de confirmar agenda para segunda-feira (12)

09/01/2026 10h10

Carnês do IPTU chegaram no mês passado às casas dos cidadãos de Campo Grande

Carnês do IPTU chegaram no mês passado às casas dos cidadãos de Campo Grande Reprodução

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Entre tratativas e posicionamentos sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano de Campo Grande, com o Executivo indicando dificuldade em retomar os 20% de desconto e a própria Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) tentando suspender o IPTU de 2026, a Câmara Municipal não descarta uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (12). 

Durante a cerimônia para troca de comando de três pastas municipais, na tarde de ontem (08) no Paço Municipal, Adriane Lopes chegou a comentar com a mídia presente sobre o IPTU 2026 e o que estaria ao alcance do Executivo. 

Nas palavras da prefeita de Campo Grande, as devidas equipes técnicas estariam fazendo levantamentos, porém, "dificilmente a gente consegue recuperar o desconto (de 20%)", disse Adriane Lopes, uma vez que seria necessário relançar todos os carnês de IPTU o que atrasaria a arrecadação municipal em até dois meses. 

Ainda na noite de quinta-feira (08), o presidente da Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, Rafael Tavares, adiantou que encerrou as negociações com a Prefeitura de Campo Grande "sem obter avanços significativos" em relação à possível redução dos valores e retomadas dos descontos que eram costumeiramente ofertados até 2025. 

"Solicitei ao Presidente Papy que façamos uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira (12) para derrubar os decretos de aumento via legislativo", disse ao Correio do Estado. 

Com a própria OAB-MS pedindo para a Justiça suspender cobrança do IPTU 2026 em Campo Grande - como bem acompanha o Correio do Estado -, procurado já na manhã desta sexta-feira (09) o atual presidente da Casa de Leis, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), afirmou que a possibilidade da sessão extraordinária na segunda-feira (12) ainda não foi descartada. 

"Tudo está como opções. A princípio a bola está com a prefeita que estuda uma forma de recuar. Aguardando ainda", disse o atual presidente da Câmara de Campo Grande em complemento. 

Polêmica do IPTU

Entre os assuntos mais polêmicos na Capital até então está justamente ligado ao Imposto Predial e Territorial Urbano, o qual os carnês deste 2026,  pelos valores de correção, devem vir com reajuste de 5,32% em relação ao aplicado no último pagamento, o que corresponde à variação da inflação no período, baseada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Por não ser diferente da inflação do período, esse percentual já havia sido divulgado pela secretária Municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, e pela prefeita Adriane Lopes, em suplemento que data de 24 de outubro de 2025 no Diogrande, sem a necessidade de passar pela Câmara de Campo Grande.

Além disso, o novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) foi atualizado após quase uma década, subindo valores da taxa de lixo para 44% dos moradores, aprovado inclusive na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado.

Entretanto, alegando ter ficado de fora dos debates referentes ao  aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração, que ainda pondera a sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (12). 

 

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