Mais uma categoria de servidores tenta negociações com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, desta vez são os agentes comunitários de saúde e de endemias, que reivindicam adicional de insalubridade e repasses do programa Previne Brasil.
De acordo com o presidente dos Servidores Municipais de Campo Grande (Sisen), Marcos Tabosa, a insalubridade é direito promulgado na emenda constitucional 120/22 e deveria ser repassada em junho para a categoria.
As tentativas de negociações estão acontecendo desde maio e após reuniões sem sucesso, a categoria realizou protesto em frente ao Paço Municipal nesta quarta-feira (7) e pretendem voltar no próximo dia 21.
"Ela [prefeita Adriane Lopes] se recusa a pagar, a gente tenta negociar de todas as formas possíveis, entendeu? Mas não, ela prefere enfrentamento. Ela quer deixar bem claro que é contra o servidor público. Então foi feita uma assembleia semana passada e a categoria decidiu que vai começar a fazer as manifestações", disse Tabosa.
Outra reivindicação é sobre os valores do programa Previne Brasil, que estabelece via Ministério da Saúde, um modelo de financiamento de custeio da Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o vereador e presidente do sindicato, a Prefeitura recebe o quantitativo e não repassa para os servidores municipais de saúde.
"A Prefeitura vem recebendo do Ministério da Saúde uma média por mês de R$ 430 mil do Previne Brasil e isso não está sendo repassado. E esse dinheiro não está sendo repassado para os servidores, a resolução garante o pagamento e a prefeita está ficando com esse dinheiro", enfatiza.
Em Campo Grande são mais de 2 mil agentes comunitários de saúde e de endemias. A Prefeitura, de acordo com Tabosa alega que a categoria reinvidicam algo ilegal. "Ela está lesando os agentes municipais de saúde. E nós temos a lei municipal, 6.950 que foi aprovado pela câmara. E ela insiste em falar que é ilegal. Então a prefeita quer enfrentamento", concluiu.
Os professores da Rede Municipal de Educação também estão tentanto negociar com a Prefeitura e iniciaram greve na sexta-feira (2) após não conseguir ajuste salarial previsto em lei. Devido a decisão do Tribunal de Justiça (TJ-MS) a greve foi encerrada sem acordos com o Executivo.




