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Água Clara é a cidade mais quente do país pelo segundo dia seguido, diz Inmet

Recorde de temperatura em Campo Grande não põe a cidade entre as mais quentes do Brasil

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Apesar de ter batido o recorde na tarde de ontem, Campo Grande não entrou na lista das cidades mais quentes do Brasil. A Capital marcou 41°C em medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) às 14h dessa segunda-feira(5).

A máxima é 0,2°C maior que a última marca, de 40,8°C medida em 30 de setembro deste ano, afirma o portal Climatempo. O portal ainda relembra que a temperatura medida em Água Clara na mesma data é a maior já registrada em MS.

De acordo com o Inmet, a temperatura máxima na cidade atingiu 44,6°C, a mais quente medida empatada com a Nova Maringá, no Mato Grosso.

Com cinco cidades entre as mais quentes do país nas últimas 24h Mato Grosso do Sul ainda vive dias de seca e estiagem. Água Clara foi pelo segundo dia seguido a cidade mais quente do Brasil.

As outras cidades do estado na lista das 20 mais quentes são Coxim em terceiro com a máxima de 43,7°C, São Gabriel do Oeste na 11ª posição com 42,3°C, Cassilândia em 12º com 42°C e Sonora em 20º com 41,3°C.

A previsão é que Campo Grande bata novamente o recorde ainda esta semana. Segundo o próprio Inmet, a cidade tem máximas previstas de 39°C para esta terça-feira, 42°C para quarta-feira e 43 para quinta e sexta-feira.

No sábado a máxima volta para os 39ºC e no domingo é possível que caia a tão esperada chuva. O tempo deve ficar encoberto no dia da separação do estado com máxima de umidade relativa do ar em torno dos 70%.

tempo

Projeções indicam até 127 dias de calor extremo por ano até 2075

Temperatura máxima média do Brasil vai subir 1,7ºC, diz estudo

14/07/2026 21h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Projeções climáticas da i4sea indicam que o Brasil terá até 127 dias de calor extremo por ano até 2075, frente aos 6 dias atuais. 

Para chegar ao resultado a i4sea aplicou ao território brasileiro mais de 26 modelos climáticos globais — entre eles o MPI-ESM1-2-HR, do Instituto Max Planck de Meteorologia — e hiperlocalizou os resultados para um horizonte até 2075.A i4sea é uma plataforma de inteligência climática que apoia empresas com ativos e operações impactados pelo clima em decisões estratégicas e operacionais. A ii

Segundo o estudo, a temperatura máxima média do país sobe 1,7 graus Celsius (°C), com aquecimento que chega a 7°C em algumas regiões.

O recorte regional do levantamento aponta a Região Norte como a mais exposta em 2075, com aumento médio de 2,8°C na temperatura máxima e projeção de 193 dias de calor extremo por ano.

Rondônia lidera o ranking estadual, com alta projetada de 3,95°C. “Em paralelo, o estudo indica uma tendência de até 13 ondas de calor anuais no país o que muda a forma como setores como energia, infraestrutura, saúde e logística precisam pensar continuidade operacional”, diz a i4sea.

O Centro-Oeste aparece em seguida, com aumento projetado de 2°C e salto de 5 para 107 dias de calor extremo por ano. Já no Sul, onde o aumento médio é mais contido (1,1°C), os dias de calor extremo passam de 4 para 38 por ano.

Acre e Roraima aparecem logo atrás de Rondônia no ranking estadual, com aumentos projetados de 3,36 °C e 3,16 °C, respectivamente. Em Roraima, a projeção indica até 250 dias de calor extremo por ano até 2075, ou seja, cerca de dois terços do ano sob essa condição.

O diretor presidente da empresa, Mateus Lima, afirma que o papel da plataforma é entregar para o tomador de decisão um cenário climático tão claro quanto qualquer outro indicador de planejamento estratégico como receita, câmbio, mão de obra.

"O que os dados mostram é que o calor deixará de ser um evento sazonal para virar uma variável permanente do plano de negócios. Quem incorpora isso agora ganha tempo para adaptar infraestrutura, processos e proteger as pessoas que fazem a operação acontecer", afirmou Lima.

Falsa Vaquinha

Imagem de criança com câncer usada em golpe motiva operação policial em MS

Operação Sophia cumpre mandados em cinco estados contra organização criminosa suspeita de criar falsas campanhas de arrecadação na internet; esquema teria movimentado mais de R$ 1,7 milhão.

14/07/2026 19h15

Campanha busca arrecadar R$ 120 mil para custear o tratamento de Sophia, criança diagnosticada com câncer.

Campanha busca arrecadar R$ 120 mil para custear o tratamento de Sophia, criança diagnosticada com câncer. Foto: Divulgação Polícia Civil RS

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A exploração da solidariedade de milhares de brasileiros se transformou em um sofisticado esquema criminoso que mobilizou uma das maiores operações recentes de combate às fraudes eletrônicas no país.

Na manhã desta terça-feira (14), a Polícia Civil deflagrou a Operação Sophia, voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa suspeita de criar falsas campanhas de arrecadação na internet utilizando imagens de crianças em tratamento contra doenças graves para enganar doadores.

Coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/DERCC), sob comando do delegado João Vitor Herédia, a ofensiva resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

A operação contou com o apoio das Polícias Civis dos estados envolvidos e de equipes especializadas na preservação de provas digitais, diante da complexidade da estrutura tecnológica utilizada pelo grupo investigado.

Mato Grosso do Sul integra a lista de estados onde a Operação Sophia foi deflagrada nesta terça-feira (14). No Estado, equipes da Polícia Civil deram cumprimento a ordens judiciais expedidas durante a investigação, em apoio à ofensiva coordenada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

Até a publicação desta reportagem, porém, as autoridades não haviam divulgado quantos investigados foram presos ou tiveram mandados cumpridos em território sul-mato-grossense, nem as cidades envolvidas na ação.

Criança com câncer teve imagem usada sem autorização

As investigações começaram após a denúncia feita pela mãe de uma criança em tratamento contra câncer.

Ela procurou a Polícia Civil ao descobrir que fotos e vídeos da filha estavam sendo utilizados em anúncios patrocinados nas redes sociais para divulgar uma suposta campanha de arrecadação destinada ao custeio do tratamento.

Segundo a investigação, a família jamais autorizou a divulgação da campanha e nunca recebeu qualquer valor arrecadado.

A partir dessa denúncia, os policiais identificaram que o caso fazia parte de uma estrutura criminosa muito maior, especializada em explorar histórias reais de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade para sensibilizar internautas e convencê-los a realizar transferências via Pix.

Organização possuía divisão de funções

Conforme a Polícia Civil, o grupo operava de forma altamente organizada, com funções bem definidas entre seus integrantes.

As investigações apontam que havia responsáveis pela criação e hospedagem de sites falsos, registro de domínios, configuração de servidores, desenvolvimento de páginas de pagamento e geração de QR Codes Pix utilizados nas falsas campanhas.

Outros integrantes eram encarregados da produção de vídeos, áudios e peças publicitárias fraudulentas, além da administração de contas em plataformas como Facebook e Instagram, utilizadas para impulsionar anúncios e ampliar o alcance das campanhas falsas.

Também foram identificados investigados responsáveis pela movimentação financeira do esquema, incluindo a pulverização dos recursos obtidos e a posterior lavagem do dinheiro.

Inteligência artificial ampliava a credibilidade dos golpes

Um dos aspectos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o elevado grau de sofisticação tecnológica empregado pela organização.

Durante as apurações foram identificadas ferramentas de inteligência artificial utilizadas para produção de deepfakes, clonagem de voz, sincronização labial, criação de avatares digitais, remoção de metadados de arquivos e sistemas destinados a ocultar a verdadeira origem das páginas fraudulentas.

Os investigadores também localizaram indícios de pesquisas voltadas à identificação de novas vítimas, principalmente crianças diagnosticadas com doenças graves, indicando que o grupo mantinha um processo contínuo de seleção de histórias capazes de gerar maior comoção pública.

Movimentação financeira ultrapassa R$ 1,7 milhão

Somente na campanha fraudulenta que originou o inquérito policial, a investigação conseguiu rastrear aproximadamente R$ 294,5 mil movimentados por meio de chaves Pix e plataformas de pagamento.

Entretanto, a análise financeira revelou cifras ainda mais expressivas.

Uma empresa apontada como o principal centro financeiro da organização teria movimentado mais de R$ 1,7 milhão durante o período investigado, reforçando a suspeita de que o grupo atuava em larga escala e mantinha uma estrutura profissional voltada exclusivamente à prática de fraudes eletrônicas.

Mandados buscam ampliar produção de provas

Além das prisões preventivas, as equipes policiais cumpriram mandados de busca em residências e empresas ligadas aos investigados.

Campanha busca arrecadar R$ 120 mil para custear o tratamento de Sophia, criança diagnosticada com câncer.Dinheiro em espécie, arma de fogo, documentos e outros objetos foram apreendidos durante o cumprimento de mandados da Operação Sophia, que investiga um esquema de falsas campanhas de arrecadação na internet. Foto: Policia Civil RS

Os alvos incluem aparelhos celulares, computadores, mídias digitais, documentos, dispositivos de armazenamento, cartões bancários, contratos sociais, registros de acesso, credenciais de plataformas digitais, arquivos relacionados aos sites fraudulentos e outros materiais que poderão fortalecer as investigações.

Todo o conteúdo apreendido será submetido à perícia especializada para identificar a extensão da atuação da organização e a possível existência de novas vítimas.

Nome da operação homenageia vítima do golpe

A operação recebeu o nome de Sophia em referência à criança cuja imagem foi utilizada sem autorização pelos criminosos para dar aparência de legitimidade à falsa campanha beneficente.

Segundo a Polícia Civil, a denominação simboliza o ponto de partida da investigação e representa a exploração criminosa da dor, da vulnerabilidade e da solidariedade da população como mecanismo para obtenção de vantagens financeiras ilícitas.

Polícia faz alerta sobre doações pela internet

Com a deflagração da operação, a Polícia Civil reforçou o alerta para que a população redobre os cuidados antes de contribuir com campanhas de arrecadação divulgadas nas redes sociais.

A orientação é verificar a autenticidade da campanha, confirmar diretamente com familiares ou instituições responsáveis, desconfiar de anúncios patrocinados com forte apelo emocional e conferir se a chave Pix pertence efetivamente à pessoa ou entidade beneficiária.

De acordo com a corporação, medidas simples de verificação podem evitar prejuízos financeiros e impedir que organizações criminosas utilizem a solidariedade da população como fonte de lucro ilícito.

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