Economia

DESENVOLVIMENTO

Hotel que usou R$40 milhões para sair do papel abre as portas em Campo Grande

Empreendimento com 192 apartamentos começa suas atividades com 60 colaboradores contratados diretamente e seis opções distintas de diárias

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Empreendimento administrado pela HCC Hospitality que recebeu um aporte de R$40 milhões, o hotel batizado de Plaza Belmar já está de portas abertas e chega em Campo Grande como um dos maiores da Capital em número de unidades habitacionais. 

Localizado na rua Dom Aquino, bem ao lado da praça do Belmar Fidalgo, esse novo empreedimento serve tanto para estadias rápidas como também para as mais prolongadas, com espaços abertos até mesmo para o público externo, como é o caso do próprio restaurante do hotel. 

Inicialmente esse hotel começa suas atividades com 60 colaboradores contratados diretamente. Como bem reforça o grupo, o próprio aumento da capacidade de hospedagem deve refletir diretamente a economia local, beneficiando cadeias ligadas à gastronomia, transporte, comércio e prestação de serviço, por exemplo. 

Ainda no final de junho houve um café da manhã e coquetel de abertura que marcou inclusive a primeira hospedagem oficial deste hotel que, segundo a gerente-geral do Plaza Belmar, Tassila Azambuja, nasceu com o objetivo de oferecer uma experiência completa ao hóspede. 

"Unindo conforto, tecnologia, localização estratégica e excelência operacional. Nossa estrutura foi pensada para atender desde executivos em viagens de negócios até visitantes que vêm conhecer Mato Grosso do Sul", comenta ela em nota.

Estrutura do hotel

Possuindo um conceito arquitetônico descrito como "contemporâneo", o hotel busca passar certa sofisticação e modernidade em um identidade visual, buscando um equilíbrio entre conforto e os ares de um ambiente urbano dinâmico. 

Com pelo menos seis opções distintas de diárias, há ar-condicionado em todas as acomodações, que aparecem ocupadas ainda com: mesa e espaço de trabalho; minibar; secador de cabelo; telefone; televisão e Wi-Fi. 

Ao todo há 192 apartamentos no Hotel Plaza Belmar, que conta ainda com centro de eventos para até 370 pessoas, que pode servir para receber reuniões, treinamentos, convenções e eventos sociais. Entre os detalhes cabe destacar ainda as salas de reuniões da Plaza Belmar, que foram batizadas com nomes de espécimes que valorizam a flora local, sendo: 

  • Ipê, 
  • Jatobá e 
  • Figueira

A estrutura conta com mezanino de apoio para serviços de alimentação, o que permite que diferentes atividades aconteçam de forma simultânea, sem interferir, portanto, na operação do restaurante. 

Para além da oferta hoteleira para Campo Grande, a gerente de Marketing da HCC Hotels, Maria Cecília Terres, frisa que o investimento reforça a estratégia de expansão da administradora que demonstra confiança no potencial de desenvolvimento da Capital do Mato Grosso do Sul. 

"O Plaza Belmar representa muito mais do que a abertura de um novo hotel. Ele é o marco de chegada da HCC Hospitality no Centro-Oeste, evidenciando nossa confiança no crescimento de Campo Grande como destino de negócios, eventos e turismo. Nosso objetivo é contribuir para elevar o padrão da hotelaria local e tracionar a demanda por hospedagens de qualidade", complementa em nota. 


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Economia

SpaceX pode atingir valor de mercado de US$ 10 tri com expansão do Starship, dizem analistas

No lançamento, o valor de mercado da empresa de Elon Musk era de US$ 1,7 trilhão; hoje, é de US$ 1,9 trilhão.

12/07/2026 23h00

Foto: Divulgação

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A SpaceX vem despertando forte otimismo em Wall Street após seu IPO recorde, mesmo sem expectativa de gerar fluxo de caixa livre por pelo menos uma década. Avaliada em cerca de US$ 2 trilhões, a empresa de Elon Musk já tem analistas projetando valor de mercado superior a US$ 10 trilhões nos próximos anos, com base na escala de seus planos para o setor espacial. No lançamento, o valor de mercado era de US$ 1,7 trilhão; hoje, é de US$ 1,9 trilhão.

O analista Adam Jonas, do Morgan Stanley, estima que o foguete reutilizável Starship realizará cerca de 50 lançamentos em 2027, número que pode chegar a 6 mil em 2040. Nesse cenário, a SpaceX colocaria em órbita cerca de 600 mil toneladas métricas em um único ano, mais de dez vezes o total lançado pela humanidade ao longo da história, exigindo uma frota superior a 200 Starships e aproximadamente 8 mil motores.

O principal diferencial do Starship é a redução do custo de acesso ao espaço, de milhares para centenas de dólares por quilograma transportado, tornando economicamente viáveis operações em larga escala.

Outro ponto destacado por analistas é a estrutura produtiva da empresa. A SpaceX fabrica internamente cerca de 90% de seus componentes, enquanto fabricantes tradicionais, como a Boeing, dependem de fornecedores para aproximadamente 60% das peças. Segundo Ken Herbert, da RBC, essa integração vertical reduz gargalos e acelera a expansão da capacidade produtiva.

Após visitar a fábrica da empresa em Starbase, no Texas, Herbert afirmou que o nível de automação e industrialização é diferente de tudo o que já viu e comparou a instalação a um passo rumo ao futuro. Embora reconheça que atrasos são inevitáveis em projetos dessa magnitude, o analista considera que, se os planos forem executados, o resultado será "sem precedentes".

Herbert recomenda compra para as ações da SpaceX, com preço-alvo de US$ 225, enquanto Jonas projeta US$ 300. O consenso de mercado aponta preço-alvo médio de US$ 242, equivalente a um valor de mercado próximo de US$ 3,2 trilhões.

poucos metros

Ponte da Rota Biocênica deve ligar Brasil e Paraguai nesta semana

A ligação faz parte do corredor logístico que unirá Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte

12/07/2026 16h00

Ligação entre as duas extremidades da ponte deve ocorrer no dia 15 de julho

Ligação entre as duas extremidades da ponte deve ocorrer no dia 15 de julho Foto: Toninho Ruiz

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Brasil e Paraguai devem ser unidos pela ponta da Rota Bioceânica na próxima quarta-feira (15). Conforme a última atualização, dos 350 metros que compõe o vão central sobre o Rio Paraguai, faltam poucos metros para a etapa conhecida com encontro das aduelas ou beijo das aduelas, que é o encontro entre os dois lados da estrutura sobre o Rio Paraguai.

A ligação será entre as cidades de Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai.

Com 1.294 metros de comprimento e um vão central elevado para navegação segura, a ponte será um ativo logístico estratégico do Corredor Bioceânico, conectando a Rodovia PY15 à malha rodoviária regional.

A ligação faz parte do corredor logístico que unirá Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, levando a produção sul-americana até os portos do norte chileno no Oceano Pacífico, reduzindo custos de transporte e ampliando a competitividade das exportações para os mercados asiáticos.

O encontro das duas extremidades da ponte simboliza a conclusão da ligação física entre os dois países, mas a ponte ainda será liberada para tráfego.

Isto porque, após a junção entre as duas frentes, será iniciada a etapa final da obra, que consiste na construção e implantação de calçadas, pistas, iluminação viária e ornamental, pavimentação e sinalização.

A expectativa é que essa próxima etapa seja finalizada em agosto e, no fim de novembro, seja totalmente concluído o acesso à ponte do lado paraguaio.

Paralelamente a construção da passarela, estão em andamento os trabalhos nos viadutos que integrarão as cabeceiras da ponte nos dois países.

No Brasil, também estão em andamento as obras da alça de acesso. Orçada em aproximadamente R$ 574 milhões, a alça compreende um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia para interligar a BR-267 à ponte sobre o rio em Porto Murtinho. As alças de acesso à rodovia só devem ser concluídas e liberadas para o público até 2028.

A ponte é considerada uma peça central da rota. A passarela terá 1,3 quilômetro de extensão e 21 metros de largura, a 35 metros acima da calha do rio, contando com um trecho estaiado de 632 metros, sustentado por torres de 130 metros de altura.

O investimento, de US$ 100 milhões, é totalmente financiado pela Itaipu Binacional, do lado paraguaio.

Ligação entre as duas extremidades da ponte deve ocorrer no dia 15 de julhoPonte ligará Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai (Foto: Toninho Ruiz)

Ponte

A construção da ponte começou oficialmente no dia 14 de janeiro de 2022 e integra um projeto que soma US$ 1,1 bilhão de investimentos do governo paraguaio, no trecho total de 580 km, entre Carmelo Peralta e Pozo Hondo.

Desse montante são:

  • US$ 440 milhões já garantiram a conclusão do trecho Carmelo – Loma Plata;
  • US$ 100 milhões foram destinados à ponte internacional;
  • US$ 354 milhões financiam a pavimentação da Picada 500 (PY-15);
  • Outros US$ 200 milhões serão aplicados no segmento entre Centinela e Mariscal.

A execução da ponte está sob responsabilidade do Consórcio Pybra, formado pelas empresas Tecnoedil, Paulitec e Cidades Ltda, sob coordenação do engenheiro civil paraguaio Renê Gómez.

Rota Bioceânica

A Rota Bioceânica terá início em Porto Murtinho, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, atravessando o Paraguai e a Argentina até chegar aos portos do Chile.

Essa ligação permitirá que exportações brasileiras cheguem à Ásia com até 17 dias de economia no transporte, em comparação com a saída pelo Porto de Santos, segundo dados da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O projeto, que começou a ser debatido em 2014 e foi iniciado em 2017, tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.

A Rota Bioceânica, segundo especialistas, terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.

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