Desfile e protestos marcaram o feriado nacional de Independência do Brasil, neste domingo, 7 de setembro, no centro de Campo Grande.
Manifestações de cunho lulista e bolsonarista chamaram a atenção durante e depois do desfile cívico militar.
Além disso, também houve protestos contra a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) e contra o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP).
A prefeita foi vaiada mesmo não tendo comparecido ao evento. Aos gritos de “não existe liberdade com direito violado” e “prefeita, cadê você”, integrantes da plateia pediam à prefeita para que compre o material de crianças com deficiência, acamados e idosos.
Aos gritos de “prometer e não cumprir é pior do que mentir” e com cartazes “fora Riedel”, o público cobrou governador sobre a revisão do desconto de 14% da previdência do servidor aposentado.
Ainda, durante o desfile, um homem, vestido de verde e amarelo (em apoio a Bolsonaro), estava com as mãos “acorrentadas” e “presas”, possivelmente em alusão a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, provavelmente pedindo por anistia aos envolvidos do 8 de janeiro e "encenando" que a direita está prestes a ser presa por perseguição política.
Inclusive, ele tentou acessar a área restrita para jornalistas e militares, mas foi contido pela Polícia Militar. Veja a foto:
Homem que fez encenação crítica de Bolsonaro preso teve que ser contido por policiais. Foto: Paulo RibasDo outro lado, o Grito dos Excluídos, com um grupo vestido de vermelho (em apoio a Lula), tomou a cena logo após o desfile cívico militar.
Participaram do Grito dos Excluídos integrantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), sem-terra (MST), Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS), estudantes, LGBT e políticos como a deputada federal Camila Jara (PT), deputado estadual Pedro Kemp (PT), deputado federal Vander Loubet (PT) e vereador de Campo Grande Jean Ferreira (PT).
Com público estimado em 500 pessoas, o grupo petista desfilou reivindicando por:
- Reforma agrária
- Sem anistia para os envolvidos do 8 de janeiro
- Reforma administrativa
- Moradias dignas
- Fim da escala 6x1
- Taxação dos ricos
- Acesso ao gás de cozinha
- Saída de Eduardo Riedel do governo de MS – “fora Riedel”
A passagem do Grito dos Excluídos foi tranquila e não teve nenhuma barreira ou resistência por parte da Polícia Militar, como ocorreu em 2023.
Grito dos excluídos. Foto: Paulo Ribas“Esse ano foi mais tranquilo, embora eles tentem segurar a gente o máximo possível, foi bem tranquilo. Só que eu acho desnecessário esse fechamento que eles fizeram aqui perto do palanque, até porque é uma manifestação pacífica. Nós conversamos com os comandantes, com os policiais e eles disseram que a gente iria entrar. Foi tranquilo”, disse o deputado estadual, Pedro Kemp (PT).
Servidora pública, Eloine Marques, prestigiou o desfile do Grito dos Excluídos. “Estou aqui porque eu sou a favor do Movimento Sem Anistia, porque eu sou a favor do povo brasileiro, da nossa soberania, por moradia, emprego, salário, saúde, para todo mundo”, contou.
Desfile cívico militar de 7 de setembro – Independência do Brasil – ocorreu na manhã deste domingo, na avenida 13 de maio, centro, em Campo Grande. O desfile reuniu 14 mil pessoas, sendo 10 mil de público e 4 mil que desfilaram.








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