Cidades

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Alencar foi vítima de golpe de falso sequestro no Rio

Alencar foi vítima de golpe de falso sequestro no Rio

Redação

28/04/2010 - 20h05
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BRASÍLIA

 

O vice-presidente da República, José Alencar, considerou a violência "altamente preocupante" e disse que manteve a calma durante a tentativa do golpe de falso sequestro da qual foi vítima no domingo, quando estava no Rio de Janeiro. Alencar relatou: "Eu estava sozinho, em casa (apartamento), e atendi um cidadão dizendo que havia sequestrado minha filha. Ele a colocou no telefone, ela chorou e disse: papai, eu fui assaltada. E eu tinha absoluta segurança de que era ela, pela voz. Então, eu dialoguei com o camarada por algum tempo, com paciência, e no fim acabou tudo bem", contou.

Alencar afirmou que o interlocutor lhe pediu R$ 50 mil e que travou o seguinte diálogo com o suposto sequestrador: "Eu disse para ele: eu não tenho nada aqui, eu estou no Rio, eu não tenho dinheiro aqui. ‘Não tem joia?’ (perguntou). Eu disse, não tem joia. ‘Mas sua mulher não tem joia?’ Não tem joia, ela não usa joia. ‘Qual é a atividade do senhor?’ Eu disse: eu sou vice-presidente da República. Ele disse assim: ‘O quê?’ Eu sou o vice-presidente da República. ‘Qual é o nome do senhor?’ José Alencar Gomes da Silva. E nisso chegou o meu pessoal, a Marisa e as meninas, elas ligaram para a Maria da Graça, minha filha. Ela estava em casa, tudo bem".

Alencar observou que o interlocutor "ficou na dúvida" quanto estar falando com o vice-presidente. "Papai nos ensinava uma coisa muito importante. Papai ensinava que o desespero não ajuda. Então eu tive calma. Tudo bem, passou". Segundo Alencar, não houve tempo para nenhum pagamento.

O vice-presidente contou o episódio ao chegar ontem na Câmara, onde foi homenageado em sessão solene. No início da sessão, um breve vídeo sobre Alencar, com depoimentos de amigos e de parentes, emocionou o vice-presidente. A cerimônia atraiu o primeiro escalão do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi representado pelo secretário-geral da Presidência, ministro Luiz Dulci. Também estavam no plenário o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, o ministro da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage, e o chefe do gabinete pessoal do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho.

A pré-candidata petista à presidência e ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, chegou à sessão ao lado do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e do senador Hélio Costa (PMDB-MG). Os dois são candidatos em seus estados, contrariando o desejo do PT. Na Bahia, Geddel vai disputar com o governador Jaques Wagner. Em Minas, Hélio Costa e o PT disputam a candidatura ao governo do Estado dentro da aliança PT-PMDB.

Inadimplência

Golpe do Limpa Nome "some" com mais de R$ 105 milhões em dívidas em MS

O esquema faz com que os débitos deixem de aparecer em consultas públicas, mesmo continuando ativo

15/06/2026 17h30

Golpe atinge mais de 780 devedores do Estado

Golpe atinge mais de 780 devedores do Estado FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Um levantamento dos Cartórios de Protesto mostrou que mais de R$ 105,5 milhões em dívidas deixaram de aparecer nas consultas públicas de crédito de Mato Grosso do Sul devido a atuação do "golpe do limpa nome". 

O esquema tem o objetivo de criar uma falsa aparência de irregularidade financeira para devedores.

No entanto, as dívidas continuam existindo e permanecem registradas normalmente nos cartórios, mas se tornam invisíveis para bancos, comerciantes, fornecedores e qualquer agente que precise avaliar o risco antes de conceder crédito ou fechar uma venda a prazo. 

Em Mato Grosso do Sul, foram identificados 11.483 protestos que deixaram de aparecer nas contas públicas do Estado, envolvendo 787 devedores, de acordo com a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado (FCDL-MS). 

Como o esquema funciona

De forma simples, o mecanismo faz com que protestos sejam retirados dos sistemas nacionais de consulta usados pelo mercado. No entanto, as dívidas continuam válidas e ativas no cartório onde foram registradas. 

Assim, quem consulta um CNPJ ou CPF de um devedor recebe a informação de que não há pendências, quando na verdade, a dívida segue em aberto. 

Esse "apagão" dos dados faz com que lojistas, bancos e fornecedores sejam induzidos ao erro, abrindo caminho para vendas a prazo, financiamentos e contratos firmados com base em informações incompletas. 

O golpe não é exclusivo de Mato Grosso do Sul. Em todo o Brasil, pelo menos 2,9 milhões de dívidas desapareceram das consultas públicas nos últimos cinco anos, somando R$ 130 bilhões de mais de 66 mil credores brasileiros. 

Desse montando, R$ 20,8 bilhões correspondem a créditos públicos, afetando diretamente na arrecadação de Estados, municípios e da União. 

Com o aumento dos casos, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a monitorar decisões judiciais responsáveis pela retirada de protestos das bases de consulta, ampliando o acompanhamento do fenômeno em todo o País. 

O que fazer?

A recomendação da FCDL/MS é que o lojista não se baseie apenas em consultas rápidas aos birôs de crédito tradicionais. Antes de fechar negócios que envolvam prazo ou financiamento, a consulta direta e gratuita à base oficial dos Cartórios de Protesto se torna uma camada extra de segurança, capaz de revelar pendências que sistemas manipulados deixaram de exibir.

Para quem quer sair da inadimplência, de acordo com a FCDL, o caminho certo é a negociação direta com os credores e a busca por auxílio em plataformas confiáveis, como o SPC Brasil, um dos maiores sistemas de informações de crédito do País. 

A plataforma oferece ao consumidor consulta gratuita ao cadastro de inadimplência, orientações sobre negociação de dívidas e ferramentas para monitoramento do próprio nome. Para empresas e lojistas, disponibiliza análise de crédito, consulta de cadastro de clientes e soluções para gestão de risco e recuperação de crédito.

Prejuízo

Apreensão de 14 kg de drogas causa prejuízo de R$ 316 mil ao tráfico

Dupla é presa em flagrante na BR-158 durante abordagem entre Brasilândia e Três Lagoas; carga tinha como destino o interior de São Paulo

15/06/2026 17h17

Apreensão na BR-158

Apreensão na BR-158 Foto: Divulgação

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Uma ação de fiscalização do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv) resultou na apreensão de mais de 14 quilos de entorpecentes na manhã de domingo (14), na BR-158, em Três Lagoas.

A ocorrência, registrada no quilômetro 319 da rodovia, no trecho entre Brasilândia e Três Lagoas, levou à prisão em flagrante de dois homens, de 30 e 31 anos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava patrulhamento ostensivo e preventivo quando identificou um veículo com comportamento considerado suspeito. Diante da situação, foi feita a abordagem e, durante a vistoria no automóvel, os militares localizaram drogas escondidas no porta-malas.

Após a pesagem, foram apreendidos 5,45 quilos de maconha, 5,20 quilos de pasta base de cocaína e 3,55 quilos de haxixe, totalizando mais de 14 quilos de entorpecentes.

O volume representa um prejuízo estimado em R$ 316,7 mil às organizações criminosas, conforme avaliação das autoridades.

Durante o interrogatório inicial, os suspeitos relataram que a carga teria saído de Campo Grande e seria levada até a cidade de Lins, no interior de São Paulo, onde ocorreria a entrega.

Diante do flagrante, os dois homens receberam voz de prisão e foram encaminhados, juntamente com o veículo e o material apreendido, à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Três Lagoas.

O caso segue sob investigação, e os envolvidos permanecem à disposição da Justiça.

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