Cidades

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Alvo de furtos, comerciantes reclamam de falta de segurança

Empresários da Vila Santa Dorothéa, próxima ao Centro, sofrem com andarilhos que ficam de olho, especialmente, nos fios de cobre dos estabelecimentos

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Os empresários de estabelecimentos localizados na Vila Santa Dorothéa, alvo de furtos e roubos há anos, reclamam da falta de segurança na região, onde andarilhos e pessoas em situação de rua esperam a oportunidade para pegar fios de cobre, que são usados para trocar por dinheiro, ou outros equipamentos valiosos.

Nesta semana, a gráfica do Correio do Estado, que fica na Rua João Pedro de Souza, foi invadida pela terceira vez somente neste ano.

Desta vez, os saqueadores não conseguiram furtar nenhum material, apenas cortaram fios de energia elétrica e internet, causando um prejuízo de milhares de reais aos administradores do prédio.

“Está bem complicado, não pode deixar sem ninguém aqui, porque na hora que chega não tem mais nada. Quando tem segurança, não tem problema nenhum, agora, quando não tem... E eu acho que eles ficam cuidando dos nossos horários, porque quando não tem ninguém, fica fácil para eles. Já sabem, já conhecem o prédio, já analisaram tudo. Só este ano foi prejuízo de R$ 100 mil devido a essas invasões”, relata uma fonte anônima.

Adriana Gomes, de 55 anos, é dona de uma concessionária no bairro há cerca de 26 anos e conta que ocorreram cinco furtos em sua loja durante este período.

Após os furtos, ela colocou cerca elétrica e câmeras para intimidar os assaltantes, e funcionou, já que este ano não houve ocorrência em seu estabelecimento.

“Aqui é uma região que tem muito andarilho, muitos dependentes químicos. Já entraram aqui na loja e roubaram computador, tênis, pneu, som, rodas, inclusive extintor. Mas depois que a gente colocou a cerca elétrica e as câmeras, intimidou um pouquinho e os assaltos diminuíram. Mas nos vizinhos volta e meia tem relatos”, conta a empresária.

Ao lado, João Vila Nova, de 32 anos, trabalha em uma revendedora de carros usados há um ano. Ele conta que já ocorreram dois furtos neste ano.

Na última vez, os assaltantes pegaram uma caixa de bugigangas que estava cheia de materiais com cobre, incluindo fios.

“A gente achou eles [os assaltantes] e conseguimos recuperar algumas coisas. Acionamos a polícia, mas não resolveu muito, então nós mesmos fomos falar com eles. Depois disso, nunca mais eles entraram aqui. Um ou outro ainda é ‘sem-vergonha’ e passa aqui na frente, mas não faz nada. Agora a gente tem um cachorro, fica no fundo e tem cara de bravo, ajuda a afastar”, relata o trabalhador.

RESPOSTAS

Contatada, a Prefeitura de Campo Grande disse que “a segurança pública de Campo Grande é realizada em conjunto com as forças de segurança do governo do Estado e do governo federal, conforme estabelece a Constituição Federal”, citando que o papel principal da Guarda Civil Metropolitana (GCM) é a realização de rondas em prédios públicos, além de oferecer apoio às forças ostensivas.

Em nota enviada à reportagem, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) informou que a região da Vila Santa Dorothéa é de responsabilidade do 1º Batalhão de Polícia Militar, que realiza rondas preventivas e abordagens policiais diariamente no local, em todos os turnos.

“A área citada tem sido constantemente patrulhada, com viaturas monitoradas em tempo real e rondas programadas de acordo com a mancha criminal da região, podendo haver reforço do policiamento conforme as demandas encaminhadas ao quartel responsável. Além das ações rotineiras, operações extraordinárias poderão ser realizadas para saturação da área ou para atendimento de situações específicas que demandem maior presença policial”, informa a instituição.

Porém, tanto a Polícia Militar quanto a administração municipal não forneceram dados de quantas ocorrências de furtos e roubos foram registradas nos últimos 12 meses na Vila Santa Dorothéa.

REUNIÃO

Na segunda-feira, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL Campo Grande) se reuniu com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) para debater problemas na região central da Capital.

Uma das pautas discutidas foi justamente a segurança no Centro, como os furtos recorrentes, a fiação elétrica exposta, o funcionamento de ferro-velho no Centro, a grande quantidade de moradores em situação de rua que precisam ser acolhidos e a presença de dependentes químicos na região.

* Saiba 

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), neste ano, 8.651 furtos foram registrados em Campo Grande do dia 1º de janeiro ao dia 19 deste mês. Enquanto isso, ocorreram 693 roubos no mesmo período na Capital.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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