Ambientalistas que vêm acompanhando as discussões prévias para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, educadores e autores de literatura infantojuvenil consideram que a educação das crianças para o contexto da sustentabilidade é uma questão que precisa ser aprofundada nas agendas, oficial e paralela, do evento que será realizado de 13 a 22 de junho deste ano, no Rio de Janeiro.
Segundo a escritora Anne Raquel Sampaio, nas reuniões preparatórias da Cúpula dos Povos, das quais vem participando, há uma dificuldade muito grande na abordagem da questão da criança. “Como existe uma preocupação muito grande com os temas maiores, a relação da criança com o meio ambiente é vista como um tema menor. Mas se a gente não fizer a cabeça das gerações futuras, simplesmente não haverá geração futura”, opina.
Doutora em educação e professora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), onde coordena o fórum Infâncias e Escolas da Natureza, Léa Tiriba considera que é preciso “desemparedar” as crianças, no âmbito da educação infantil. Em documento para o Ministério da Educação, ela apontou a necessidade de “religar” as crianças com a natureza como uma das diretrizes básicas de uma educação ambiental voltada para a infância.

