Cidades

PESO NO BOLSO

ANTT oficializa 1º de uma série de tarifaços no pedágio da BR-163 em MS

A partir do dia 5 de agosto, o pedágio terá aumento de 40,5% e valor somado nas nove praças salta de R$ 76,10 para R$ 107

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Publicação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (SNTT) no diário oficial da União desta quarta-feira autoriza a concessionária Motiva Pantanal a reajustar em 40,5% as tarifas nas nove praças de pedágio da BR-163 em Mato Grosso do Sul. Os novos valores vigoram a partir do dia 5 de agosto e este é somente o primeiro dos tarifaços que devem ser aplicados ao longo de cinco anos.

A maior parte deste reajuste, de 33,64%, já estava prevista no contrato de repactuação, que entrou em vigor no começo de agosto do ano passado. Este mesmo contrato prevê mais três tarifaços ao longo dos próximos anos.

Para isso, porém, a concessionária terá de cumprir a meta de investimentos, da ordem de R$ 9,3 bilhões. Entre eles está a exigêndia de duplicação de 203 quilômetros, a implantação de 150 quilômetros de faixas adicionais, 23 quilômetros de vias marginais e a construção de cinco contornos urbanos em locais estratégicos como Mundo Novo, Eldorado, Itaquiraí e em dois distritos de Dourados.

E, além dos reajustes contratuais que serão concedidos após os investimentos, que vão elevar de 8,2 para 16,4 centavos o valor do pedágio por quilômetro rodado, e isso sem contabilizar a reposição da inflação anual ao longo deste período.

Por conta desta reposição do índice inflacionário, as tarifas sofrerãotambém acréscimo de 5,16% a partir do dia 5 de agosto. E, como este percentual incide sobre o anterior, o aumento médio será de 40,5%. Com isso, quem percorrer os 845 quilômetros em carro de passeio terá de desembolsar R$ 107,00. Hoje, o custo é de R$ 76,10.

Os investimentos da Motiva Pantanal neste primeiro ano da “nova concessão” tiveram impacto quase insignificante para os usuários da rodovia. Apesar e estarem em andamento obras de duplicação ou terceira faixa próximo a Campo Grande, Bandeirantes, São Gabriel, Coxim, Naviraí e Itaquiraí, as únicas melhorias reais foram dois trechos de terceira faixa no extremo sul do Estado. Juntas, somam em torno de quatro quilômetros.

A concessionária também retomou os trabalhos de recapeamento da pista, que estavam praticamente suspensos desde meados de 2021. Mesmo assim, ainda existem longos trechos nos quais os motoristas enfrentam forte trepidação e até buracos na rodovia.

Desde 2013 a BR-163 está sob os cuidados da Motiva Pantanal, que antes se chamava CCR MSvia.  Inicialmente ela havia assumido o compromisso de duplicar os 845 quilômetros da Rodovia, entre Mundo Novo e Sonora. Porém, depois de duplicar 150 quilômetros em locais aleatórios e começar a cobrar pedágio, suspendeu os investimentos.

Mesmo assim, continuou a cobrar pedágio e no ano passado repactuou o contrato de concessão e se livrou da obrigação de duplicar tudo e ainda obteve a garantia de aumento de 101% no valor do pedágio, sem contabilizar a inflação.

Com o novo contrato, esta duplicação ficará restrita, basicamente, ao trecho entre Nova Alvorada do Sul e Bandeirantes, incluindo o anel viário de Campo Grande, que concentra em torno de 20% das mortes da rodovia, embora os 25% representem menos de 4% da rodovia.

E estas obras de duplicação começaram próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal, na altura do km 494, na saída de Campo Grande para São Paulo. Porém, ainda não existe previsão para liberação do tráfego de alguma parte destas obras de melhoria. No primeiro trimestre deste ano, conforme o balanço oficial da Motiva, foram investidos R$ 119 milhões na rodovia.

Prejuízo

Depois de contabilizar lucro líquido de R$ 21,1 milhões no primeiro trimestre do ano passado, a concessionária Motiva Pantanal fechou os primeiros três meses de 2026 com prejuízo de R$ 1 milhão,

Uma das explicações para o resultado ruim no primeiro trimestre é a queda de 2,6% no número de veículos que passaram nas nove praças de pedágio. Nos três primeiros meses do ano passado foram 13,416 milhões de veículos (eixos). Em igual período deste ano, o total caiu para 13,017 milhões. Por conta disso, o faturamento com a cobrança de pedágio recuou de R$ 108 milhões para R$ 107 milhões.


Esta queda, segundo os dados do balanço do grupo Motiva, poderia ter sido compensada pelo reajuste de 5,53% nas tarifas em meados de junho de 2025. Mas, a partir de agosto, todos os motoristas que utilizam TAG para cobrança automática da tarifa têm direito a 5% de desconto, que entrou em vigor depois da assinatura do contrato de repactuação. 

No balanço trimestral a Motiva informa que ao longo do primeiro trimestre fez 160 obras de melhorias, em equipamentos e no ativo financeiro.

Até o começo do ano passado os prejuízos faziam parte da rotina dos balanços da CCR MSVia. A principal explicação era que  desde meados de 2021 a empresa contabilizava apenas 47,3% daquilo que faturava. O restante era depositado em uma conta separada.

Mas, a partir de dezembro de 2024 passou a ser contabilizado o faturamento real daquilo que era arrecadado nos pedágios e durante todo o ano passado a empresa noticiou lucro liquido de R$ 558,2  milhões. Nos 12 meses de 2024 a empresa reportou aos seus acionista um prejuízo de R$ 376,5 milhões. 


 

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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