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Antes de terminadas, obras na Ernesto Geisel estão depredadas

Segundo moradores e comerciantes da região, os estragos são feitos constantemente por andarilhos, que quebram as barras de ferro e danificam as estruturas ainda em construção

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A obra da Avenida Ernesto Geisel não foi concluída e já tem espaços depredados. No trecho que vai da Rua da Abolição até a Rua Aquário, apenas a lateral direita da pista (no sentido Centro-bairro) está finalizada, e, em alguns locais, as barras de ferro já foram removidas por vândalos.


De acordo com moradores e comerciantes da região, a prática tem sido constante e feita por andarilhos, que quebram as barras de ferro. Há também relatos de roubos de fios da rede elétrica de residências. A ação é feita principalmente no período noturno. 


Ao Correio do Estado, Jean Souza, que trabalha em uma loja de motos localizada na margem direita da pista, que foi revitalizada, relatou que as depredações ficaram tão comuns que os vândalos agem também durante o dia. 


“Nós, como moradores, não temos muito o que fazer, porque é arriscado tentarmos impedir os danos, pois não sabemos com quem estamos lidando”, comentou o vendedor.


A demora na finalização das obras atrapalha também o comércio da região. Renata Vilhagra tem uma loja no local e afirma que não recebe muitos clientes novos, apenas amigos que já conhecem o empreendimento.


“Se acontecesse a revitalização aqui da região, valorizaria o comércio. No entanto, sempre quando algumas obras começam, elas são paralisadas, seja por furtos, seja por falta de materiais, o que acaba nos prejudicando. Seria melhor ver tudo revitalizado, para que as pessoas pudessem ver o nosso comércio e agregar mais valor para a gente”, relatou a empreendedora.


Ao ser questionada a respeito da depredação no local, a Prefeitura de Campo Grande apenas reencaminhou uma nota sobre a paralisação das obras que já havia sido enviada ao Correio do Estado nesta semana. 


O Executivo municipal não respondeu se há um monitoramento específico para os roubos das barras ou quem vai arcar com o custo dos reparos no local. O único trecho completo e sem depredações fica entre as ruas Santa Adélia e da Abolição, que, segundo a Prefeitura de Campo Grande, faz parte do primeiro lote de obras.


Lucidalva Dias é moradora da Avenida Ernesto Geisel há 22 anos, acompanhou o começo da obra e acredita que a revitalização é uma ilusão. “Entra prefeito, sai prefeito, e a situação continua a mesma. E sai dinheiro de novo, como saiu para o esgoto, que antes caía no córrego e ia ser canalizado, fizeram mais ou menos os trabalhos e pararam de novo.

O que eles fazem? Mandam o trabalhador vir durante a chuva, botam os tratores, recomeçam as obras e enganam o povo”, disse.


A casa da moradora já foi alagada, e o marido da dona de casa fez um outro muro para evitar que a água entrasse na residência novamente. O casal afirma que desde o começo das obras já foram à prefeitura da Capital pedir, sem sucesso, por celeridade na conclusão dos trabalhos.

LIMPEZA


A depredação do local e a falta de conclusão das obras não são os únicos problemas relatados por moradores: a falta de limpeza do córrego também causa transtornos.


Geralda Corrêa dos Santos reside em uma rua paralela à avenida e disse que a sujeira tem trazido doenças e animais para sua casa. “Se eles fizessem limpeza no rio, para nós seria muito bom, porque é muita sujeira. É escorpião, barata, rato, vem tudo dali, porque todos jogam lixo no rio e devia ter uma fiscalização”, acrescentou a idosa.


De acordo com a nota da prefeitura, a Sisep está atualizando a planilha de custos para concluir as obras de recomposição da margem esquerda do córrego entre as ruas da Abolição e Aquário, além de estarem em contato o governo federal para buscar recursos para estender a obra até a Avenida Manoel da Costa Lima.


A obra está sem prazo para a retomada das atividades. Isso porque a empresa responsável, Dreno Engenharia, não concluiu o trabalho e optou por entregar a licitação, que deverá ser refeita pela prefeitura.


Os lotes que ficaram a cargo da empresa foram licitados por R$ 13,4 milhões e R$ 21,9 milhões e ainda receberam aditivos por parte da prefeitura, totalizando cerca de R$ 53,1 milhões. A obra deveria ter sido concluída há, pelo menos, dois anos.
 

Saiba: A falta de retomada das obras também tem causado o surgimento de moradias irregulares no córrego. Além disso, houve o desmoronamento de praticamente uma faixa da via, em frente ao ginásio Guanandizão.

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TRAGÉDIA NA BR-163

Colisão seguida de explosão deixa quatro mortos e trava a BR-163 em Bandeirantes

Grave acidente envolvendo três carros, uma carreta e um caminhão-tanque mobiliza forças de segurança e provoca quilômetros de congestionamento na tarde deste domingo na região Norte de Mato Grosso do Sul

16/08/2026 20h08

Colisão entre carretas e carros de passeio causou explosão

Colisão entre carretas e carros de passeio causou explosão Reprodução

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Um grave acidente no km 569 da BR-163, em Bandeirantes, a cerca de 70 km de Campo Grande, resultou na morte de quatro pessoas e deixou outras seis feridas na tarde deste domingo (16).

A colisão frontal envolveu pelo menos uma carreta-tanque carregada com produto perigoso e dois veículos de passeio. Após o impacto, houve incêndio de grandes proporções no local.

Equipes da concessionária Motiva Pantanal foram acionadas às 15h24 para atender à ocorrência. O Corpo de Bombeiros e equipes do Samu de São Gabriel do Oeste também foram mobilizados para o resgate e atendimento às vítimas.

O incêndio causado pelo choque entre os veículos envolvidos no acidente também queimou a vegetação às margens da rodovia, o que dificultou o trabalho das autoridades de segurança. 

Vítimas e mobilização

Até o momento, foram confirmadas quatro mortes, segundo a Motiva Pantanal. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas ao Hospital de São Gabriel do Oeste. Uma vítima em estado moderado e duas com ferimentos leves foram removidas para o Hospital de Bandeirantes.

A ocorrência mobilizou uma grande força-tarefa. A concessionária deslocou três viaturas de resgate, dois guinchos leves, um guincho pesado e um veículo de inspeção de tráfego para o atendimento. A sinalização de bloqueio da rodovia também foi implantada para garantir a segurança das equipes e dos demais motoristas.

As causas e a dinâmica da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades.

Caos no trânsito

A BR-163 permanecia interditada nos dois sentidos até às 20h deste domingo. Segundo a Motiva Pantanal, há aproximadamente oito quilômetros de congestionamento no sentido norte e quatro quilômetros no sentido sul da rodovia.

A concessionária acompanha a ocorrência pelo sistema de câmeras e orienta os motoristas a evitarem o trecho até que a rodovia seja liberada.

As condições de tráfego podem ser acompanhadas pelo WhatsApp da concessionária, pelo número 0800 648 0163.
 

CALORÃO

Calor aumenta em MS e chuva deve ficar longe até o fim de agosto

Após Corumbá registrar 38,2°C e sensação térmica de 42°C neste domingo, temperaturas seguem elevadas nos próximos dias

16/08/2026 17h00

Calor intenso marcou a tarde deste domingo em Mato Grosso do Sul, com temperatura de 38,2°C e sensação térmica de 42°C em Corumbá

Calor intenso marcou a tarde deste domingo em Mato Grosso do Sul, com temperatura de 38,2°C e sensação térmica de 42°C em Corumbá Gerson Oliveira

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O calor castigou Mato Grosso do Sul na tarde deste domingo (16), com temperatura de 38,2°C e sensação térmica de 42°C em Corumbá. Além das temperaturas elevadas, a umidade relativa do ar atingiu níveis críticos em diferentes regioões do Estado, chegando a apenas 14% em Dourados.

De acordo com o meteorologista Natálio Abraão, em Campo Grande os termômetros chegaram a 34,8°C, com umidade relativa do ar de 32% e sensação térmica de 38°C. Já em Corumbá, além da máxima de 38,2°C, a umidade caiu a 19%, enquanto a sensação térmica alcançou 42°C.

Ponta Porã registrou 33,6°C, umidade de 21% e sensação de 37°C. Em Dourados, a máxima chegou a 34,1°C e a sensação térmica a 37°C, mas o destaque ficou para a umidade, que despencou para 14%, o menor índice entre as cidades informadas pelo meteorologista.

Em Bonito, foram registrados 33,1°C, umidade de 26% e sensação térmica de 36°C.

E o calor ainda não chegou ao fim. Segundo Natálio as temperaturas devem continuar aumentando nos próximos dias, com manutenção do cenário de calor intenso até quarta-feira (19). O meteorologista também prevê ausência de chuva até o fim de agosto.

A perspectiva de temperaturas elevadas é reforçada pelos dados apresentados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) que aponta a atuação de um sistema de alta pressão atmosférica, responsável por favorecer o predomínio de tempo firme, sol e baixa umidade.

Entre sexta-feira (14) e segunda-feira (17), conforme o Cemtec, as máximas podem variar entre 37°C e 42°C, principalmente nas regiões Pantaneira, Norte e Nordeste. Nessas áreas, a umidade relativa do ar pode oscilar entre apenas 10% e 30%.

Para esta segunda-feira (17), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais um dia de calor intenso. Em Campo Grande, os termômetros devem variar entre 21°C e 38°C, com umidade mínima de apenas 10%.

Corumbá pode novamente atingir 40°C, enquanto Porto Murtinho tem máxima prevista de 38°C. Em Ponta Porã, a temperatura pode chegar a 37°C, e Três Lagoas e Jardim têm previsão de máxima de 36°C.

A previsão do Inmet indica ainda que o calor permanecerá forte em diferentes regiões durante os próximos dias, embora haja queda acentuada das temperaturas em parte do Estado posteriormente. Em Campo Grande, por exemplo, a máxima prevista é de 36°C na terça-feira (18), 37°C na quarta-feira e 27°C na quinta-feira (20).

A mudança será mais significativa no sul e sudoeste. Ponta Porã pode passar de 34°C de máxima e 11°C de mínima na quarta-feira (19) para temperaturas entre 8°C e 22°C na quinta (20). Em Porto Murtinho, a previsão para esta quinta é de mínima de 10°C e máxima de 24°C.

Apesar da queda prevista, o cenário continua sendo de atenção por causa da combinação de calor e ar extremamente seco. O Cemtec alerta que temperaturas elevadas, baixa umidade e ventos favorecem o ressecamento da vegetação e aumentam o risco de ocorrência e rápida propagação de incêndios florestais.

A recomendação é reforçar a hidratação evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes e secos e redobrar os cuidados com crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.

 

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