Um dos prédios mais icônicos do Centro de Campo Grande, que já foi sede do Banco Itaú na Rua Barão do Rio Branco, nº 1266, passará por uma grande transformação. O edifício da década de 1970, que estava sem uso, será revitalizado para se tornar a Casa do Comércio, novo ambiente de negócios do Mato Grosso do Sul.
O empreendimento reunirá em um mesmo espaço as sedes administrativas da Fecomércio-MS, Sesc, Senac e do Instituto de Pesquisa e Formação (IPF), fortalecendo a atuação conjunta das entidades do Sistema Comércio.
Estrutura moderna e multifuncional
O prédio terá nove pavimentos, além do térreo com mezanino, totalizando 11.584,56 m² de área construída. O projeto prevê ambientes modernos e funcionais:
- auditório para grandes eventos;
- salas de reunião e treinamentos;
- espaço de coworking;
- restaurante;
- áreas administrativas;
- praça elevada de convivência no primeiro pavimento;
- espaço multiuso para atividades culturais e corporativas;
- recepção integrada para atendimento ao público.
Cada andar terá identidade visual própria, inspirada nos biomas de Mato Grosso do Sul. As cores, texturas e vegetações utilizadas remetem ao Pantanal, Cerrado e outros ambientes naturais do Estado.
Retrofit e sustentabilidade
A intervenção será feita no modelo de retrofit, que moderniza edificações antigas sem perder suas características arquitetônicas originais. Elementos como esquadrias e aberturas serão preservados, respeitando a história do prédio, mas adaptados para as novas funções.
A sustentabilidade será um dos pilares da obra. Estão previstas soluções de eficiência energética, como aproveitamento da iluminação natural, climatização inteligente e uso de materiais que garantem menor impacto ambiental.
A acessibilidade também é prioridade. O edifício contará com banheiros adaptados, rampas, sinalização tátil, placas em braile e eliminação de desníveis, garantindo que pessoas com deficiência tenham autonomia e conforto.
Investimento e cronograma
O projeto da Casa do Comércio terá um investimento de R$ 67 milhões. As obras têm prazo de 18 meses e a previsão de entrega é fevereiro de 2027.
Durante esse período, a expectativa é de geração de empregos diretos na construção civil e, após a inauguração, a movimentação econômica deve se refletir em toda a região central, aquecendo o comércio e os serviços do entorno.
Revitalização do Centro Histórico
A Casa do Comércio integra uma série de iniciativas de revitalização do Centro de Campo Grande, promovidas pela Prefeitura em parceria com entidades privadas. A prefeita Adriane Lopes (PP) destacou, durante o lançamento evento do "Centro em Ação", ocorrido na noite de ontem (30), que o projeto é parte de um conjunto de ações que inclui obras na Morada dos Baís, Escola de Governo, Maria Fumaça e Vila dos Idosos.
Importância para a economia
O setor de comércio representa cerca de dois terços do PIB de Mato Grosso do Sul. Ao concentrar em um único espaço a atuação de Fecomércio, Sesc, Senac e IPF, a Casa do Comércio pretende otimizar atendimentos, reduzir custos operacionais e oferecer serviços mais ágeis e integrados para empresários e trabalhadores.
Para o presidente da Fecomércio-MS, Edison Araújo, a unificação é estratégica. “Reunir todas as entidades do Sistema Comércio em um único espaço vai potencializar o atendimento, unificar e agilizar ainda mais nossas ações em prol do empresário, além de aproximar os serviços dos trabalhadores do setor”, afirmou.


Foto: Divulgação Policia Civil

