Cidades

DE OLHO NA BOMBA

Ao menos sete postos correm risco de notificação por aumento indevido na gasolina

Medidas dos Procons buscam notificar aumento de preço e ainda estão no período em que cada local pode se justificar e defender novo valor praticado

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Com a intenção de notificar os aumentos de preço praticado nas bombas, as Superintendências para Orientação e Defesa do Consumidor de Campo Grande e Mato Grosso do Sul (Procons CG e MS) atuam em parceria com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes MS (Sinpetro), com a Capital já registrando processos administrativos abertos contra sete postos.

Importante frisar, como comenta o fiscal de relação de consumo, representante do Procon MS, Rodrigo Vaz, nessa etapa do processo os postos ainda podem se defender e justificar o aumento, evitando receber uma notifificação. 

"Estamos investigando postos que estão fazendo isso e trabalhando com o procon CG, falando direto com o Edson [Lazarotto], presidente do Sinpetro, e quem estiver fazendo reajuste sem justa causa vai ser punido", afirma Rodrigo. 

Ainda no segundo dia do ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou medida provisória, que prorroga - pelo prazo de 60 dias - a desoneração de impostos federais sobre combustíveis. 

Através disso, gasolina e álcool, assim como o querosene de avião e gases como o natural veicular (GNV), ficam isentos da cobrança de Pis/Pasep e Cofins até 28 de dezembro, mesma data que termina o prazo do benefício sobre a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) da gasolina.  

Lembrando que, sobre o óleo diesel - onde não reincide a Cide -, a isenção de Pis E Cofins segue até o dia 31 de dezembro deste ano, como explica o fiscal de carreira do Procon.

Entenda

Há semanas essa prorrogação esteve no centro da discussão entre o atual e ex governo, pelas figuras de Fernando Haddad (ministro da Fazenda) e Paulo Guedes (ex-ministro da economia), já que o aumento era iminente logo no início do mandato de Lula. 

Atualmente, conforme repassado pelo Procon-MS, o preço médio da gasolina em Campo Grande está entre R$ 4,69 e R$ 4,89. 

"O reajustamento, sem justa causa, entendemos que é proibido. O mercado é livre e tal, mas, por quê você vai reajustar em um ambiente onde só tem o aumento das coisas, por causa da COVID que os efeitos ainda estão aí", detaca Rodrigo Vaz.  

Como ressalta o fiscal, pode haver aumento no repasse ao consumidor somente no caso de o posto, ainda na distribuídora, ter pago mais caro ao adquirir o combustível para revenda. 

"Se ele fez isso antes do reajuste, e for constatado que fez isso sem justa causa, ele vai ser punido", finaliza.

 

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Economia

AliExpress e Correios firmam acordo para acelerar entregas no Brasil

Objetivo é reduzir os prazos e melhorar a rastreabilidade

08/10/2026 23h00

Joédson Alves/Agência Brasil

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Os Correios e a plataforma de comércio eletrônico AliExpress renovaram a parceria para garantir a entrega dos pedidos feitos por consumidores brasileiros. 

As empresas também assinaram um memorando de entendimentos que prevê ações para acelerar as entregas no Brasil durante os períodos de maior volume de compras do ano, como a Black Friday e o dia 11 de novembro, quando acontece o principal festival de compras do e-commerce chinês. 

O objetivo é reduzir os prazos de entrega, aumentar a capacidade de processamento e melhorar a visibilidade no rastreamento dos pedidos. A expansão das parcerias internacionais é um dos pilares do Plano de Reestruturação dos Correios. 

Segundo o presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, a parceria com o AliExpress demonstra o reconhecimento da capacidade operacional da empresa para atender um mercado em constante expansão. 

“Estamos preparados para o aumento do volume de encomendas previsto para o fim do ano, com uma logística robusta e integrada, que conecta o Brasil ao e-commerce global e garante mais agilidade aos consumidores”, comentou .

A assinatura aconteceu em setembro, na sede do Alibaba Group, em Hangzhou, na China.

Saúde

Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz

Novos casos semanais de SRAG por covid-19 estão baixos no país

08/10/2026 22h00

Arquivo

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Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus respiratório demonstram que o rinovírus, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 apresentam tendência de aumento em nível nacional. Porém, novos casos semanais de SRAG por covid-19 estão baixos no país. 

O alerta está no boletim semanal InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (8). 

Os pesquisadores ressaltam que “a população prioritária verifique se está em dia com a vacinação contra a covid-19”. 

“No caso das gestantes, é fundamental também se vacinar contra o Virus Sincicial Respiratório [VSR]”, recomendam. 

Em nível nacional, segundo o boletim, observa-se um leve sinal de retomada do crescimento dos casos de SRAG nas crianças e adolescentes de 2 a 14 anos de idade e estabilização dos casos nas demais faixas etárias.

O boletim aponta ainda que “os casos de SRAG por VSR e influenza B estão em queda e as hospitalizações por influenza A estão estáveis em níveis baixos de incidência”.

SRAG

Em nível regional, o boletim alerta que Alagoas, Roraima e Sergipe apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas com indícios de crescimento nas últimas seis semanas.

O aumento de SRAG nesses estados ocorre principalmente em crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe esse incremento está associado ao metapneumovírus. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para determinar o vírus responsável pela doença.

O estudo aponta ainda que cinco unidades também apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, porém sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Cinco das 27 capitais - Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória - apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Mortalidade

A incidência e mortalidade semanal média, nas últimas oito semanas epidemiológicas, segundo o InfopGripe, mantém o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado nas crianças até os 2 anos de idade, os casos de mortalidade impactam a população a partir de 65 anos de idade.

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